Fungos nematófagos

Publicado: 07/01/2009
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Introdução

Nas últimas décadas, foram propostos esquemas de controle das nematodioses gastrintestinais com base no conhecimento epidemiológico, visando à diminuição da quantidade de larvas infectantes das pastagens através do manejo das aplicações antihelmínticas. Apesar de eficiente, esse método de controle apresentou problemas, tais como aparecimento de resistência anti-helmíntica e resíduos do composto parasitário em alimentos e organismos não alvo no meio ambiente. Assim, tornou-se necessária a busca de novas metodologias de controle das nematodioses gastrintestinais com objetivo de reduzir o uso desses produtos antiparasitários. Uma das alternativas mais promissoras a ser incorporada ao combate dessa parasitose é o biocontrole com utilização de fungos nematófagos.

 

Histórico

As primeiras citações de um fungo agindo sobre os nematóides datam do século retrasado. Os primeiros registros foram feitos por Lohde em 1874, com o fungo Harposporium anguillulae, e, posteriormente, por Zoph em 1888, o qual fez as primeiras observações da captura de um nematóide vivo através do fungo Arthrobotrys oligospora (PANDEY, 1973).

As pesquisas com fungos nematófagos, como possíveis agentes de controle dos nematóides parasitas de animais, tiveram início na França entre as décadas de 30 e 40 do século passado. Os primeiros experimentos "in vitro" estudaram a atividade de quatro fungos predadores em larvas de diferentes espécies de nematóides de animais (DESCAZEAUX, 1939). Visando uma futura utilização prática, Deschiens (1939) e Deschiens e Lamy (1943) desenvolveram métodos de cultivo, armazenagem e secagem de esporos desses fungos. Roubaud e Deschiens (1941), em testes "in vivo", semearam os fungos A. oligospora e Dactylella ellipsospora em uma área de 25 m2, com dois caprinos. Verificaram que houve redução da carga parasitária de Strongyloides papillosus e Bunostomum. Posteriormente, Pandey, na década de 70, publica estudo no qual avalia a taxa de crescimento e capacidade predatória de 10 fungos contra Trichostrongylus axei e Ostertagia ostertagi. Em meados da década de 80, uma série de estudos foi publicada por pesquisadores dinamarqueses (revisados por GRONVOLD et al., 1993), que utilizaram uma espécie de A. oligospora (isolado ATCC 24927), originalmente obtida em um jardim da Suécia. Valiosa contribuição foi dada, desde então, pelos achados dos dinamarqueses, que despertaram e incentivaram a retomada dos estudos com esses fungos em vários países.

No Brasil, as pesquisas tiveram início na década passada com dois grupos de Minas Gerais, um da Universidade Federal de Viçosa - UFV e outro da Embrapa Gado de Leite. O grupo de Viçosa demonstrou que Monacrosporium ellipsosporum e Arthrobotrys spp foram eficazes no controle de larvas de Haemonchus placei em condições laboratoriais, e que havia variações na capacidade predatória de diferentes isolados dentro da mesma espécie de Arthrobotrys (ARAUJO et al., 1992, 1993). Já o grupo da Embrapa demonstrou que a eficácia de um isolado de A. oligospora para reduzir larvas infectantes de nematóides Cyathostomineos era dependente da dose de esporo contida nas fezes, e que o mesmo isolado, quando comparado a Duddingtonia flagrans, apreendia número maior de larvas infectantes de nematóides trichostrongilideos em menor tempo e com menor número de esporos (CHARLES; RODRIGUES; SANTOS, 1993; CHARLES; SANTOS; ALVIM, 1993).

 

Caracterização dos Fungos

Nematófagos Os fungos nematófagos são cosmopolitas, e habitam diferentes habitats. Podem ser isolados do solo de florestas, terras cultivadas, pastagens permanentes e temporárias, vegetação em decomposição, vegetação costeira, esterco, etc. (GRAY, 1983).

A maioria dos fungos nematófagos apresenta esporos secos denominados conídios, que emergem de estruturas de frutificação denominadas conidióforos. Estes são essenciais na dispersão aérea dos conídios. Os conidióforos crescem verticalmente, em direção perpendicular ao substrato no qual o isolado foi cultivado. Algumas espécies produzem conidióforos com apenas um conídio em sua extremidade, enquanto outras espécies apresentam cachos de conídios em toda a estrutura do conidióforo. Além do conídio, algumas espécies podem produzir a partir da hifa, um tipo de esporo de parede espessa e tamanho variado, conhecido como clamidósporo. Estes aparecem em condições de estresse extremo e podem dar origem a hifas, conidióforos e conídios (BARRON, 1977).

O nome desses fungos deriva de sua capacidade de infectar e se alimentar de nematóides. De acordo com sua maneira de agir, são divididos em três grupos diferentes: os ovicidas, que atuam em ovos, através da penetração da hifa na casca do ovo ou cutícula, os endoparasitos, que atuam em larvas e adultos através da ação de conídios adesivos ou que precisam ser ingeridos, e os predadores, que agem através da formação de estruturas ao longo da hifa especializadas em capturar os nematóides (BARRON, 1977).

Os fungos ovicidas são hábeis para atacar os estágios de ovo, especialmente os contidos em cistos e nódulos localizados nas raízes de plantas. A penetração e colonização de um fungo ovicida, Verticillium chlamidosporium, foram estudadas em ovos de Ascaris lumbricoides, através da microscopia eletrônica (LYSEK; KRAJSI, 1987; LYSEK; STERBA, 1991). Segundo os autores, o fungo ovicida forma uma rede abundante de ramificações miceliais nas proximidades dos ovos (Figura 1). Contudo, as cascas dos ovos são penetradas somente por algumas hifas sem que qualquer estrutura de penetração especializada seja produzida. Durante a penetração, o complexo quitina-proteína da casca do ovo é danificado, provavelmente pela ação de enzimas. Após a penetração, a hifa cresce rapidamente entre as estruturas da casca do ovo e a superfície da larva em desenvolvimento. Em seguida, coloniza a larva, ocasionando mortalidade. Contudo, em trabalho mais recente com ovos de Meloidogyne javanica, um nematóide que parasita plantas, demonstrou-se, na realidade, que existe a formação de apressório, uma estrutura de penetração, em superfícies hidrofóbicas, e que a enzima protease estaria envolvida nos eventos iniciais que antecedem à penetração do fungo (LOPEZLLORCA et al., 2002).

Embora os fungos ovicidas tenham um papel na destruição de ovos de nematóides no ambiente, os ovos de nematóides trichostrongilídeos se desenvolvem rapidamente após a deposição do bolo fecal nas pastagens (menos de 24 horas), e podem, portanto, limitar a atuação dos fungos que se utilizam desta estratégia. Entretanto, seu uso poderia ser de interesse sobre ovos de outros helmintos, tais como os do gênero Ascaris, que necessitam permanecer longo tempo no ambiente até completar o seu desenvolvimento embrionário (ARAÚJO; SANTOS; FERRAZ, 1995; LŸSEK; KRAJSI, 1987).

Os fungos endoparasitas se desenvolvem internamente nos nematóides após ação germinativa de esporos que os infectam por adesão à parede corporal ou por ingestão (Figura 2). Após o desenvolvimento do fungo dentro do nematóide, na maioria das espécies somente hifas reprodutivas (tubo de evacuação e conidióforo) saem através da parede corporal para o exterior. Os esporos geralmente são pequenos, e, quando longos, são muito finos e com pouca reserva energética (BARRON, 1977).

Os fungos predadores produzem um extensivo sistema de hifas no meio ambiente. A intervalos ao longo da hifa são formadas armadilhas que capturam os nematóides mecanicamente ou por adesão. As armadilhas são categorizadas como: hifas adesivas não modificadas ou não diferenciadas, ramificações hifais anastomosadas formando redes adesivas tridimensionais, ramificações adesivas que algumas vezes formam redes simples e na maioria das vezes bidimensionais, nódulos adesivos, anéis constritores e anéis não constritores (BARRON, 1977). Além das hifas, os conídios podem germinar e dar origem diretamente às armadilhas (DACKMAN; NORDBRING-HERTZ, 1992).

Nos fungos predadores que utilizam armadilhas aderentes, a substância adesiva pode cobrir toda a hifa ou apenas as estruturas especializadas e/ou as redes. As estruturas de captura não aderentes são os anéis não constritores e os constritores (Figura 3). Os anéis não constritores são estruturas passivas. Os nematóides, ao penetrar nesses anéis, enrolam-se e não conseguem sair (BARRON, 1977). Os anéis constritores têm ação ativa, geralmente têm três células, e quando o nematóide penetra no anel, as células se expandem. Esse intumescimento oblitera a abertura do anel, e o nematóide é, então, firmemente apreendido através de um estrangulamento que ocorre em menos de 0,1 segundo (RUBNER, 1996).

As armadilhas podem ser produzidas em resposta a múltiplos fatores como a motilidade (JANSSON; NORDBRING-HERTZ, 1980), concentração (GRONVOLD, 1989) e substâncias derivadas dos nematóides (BURNEY; ESTEY, 1985; NORDBRING-HERTZ, 1973; WOOTTON; PRAMER, 1966), escassez de água e ou nutrientes (BALAN; GERBER, 1972) e o chamado ritmo endógeno, onde as hifas vegetativas, crescendo, são ritmicamente predispostas para produção de picos de armadilhas (LYSEK; NORDBRING-HERTZ, 1981). Além disso, algumas espécies são capazes de formar armadilhas espontaneamente (HAYES; BLACKBURN, 1966).

A infecção de nematóides por fungos nematófagos envolve uma seqüência de eventos: adesão das estruturas de infecção na superfície do nematóide, penetração da cutícula do nematóide, digestão de tecidos internos e translocação dos nutrientes para partes do micélio crescendo ativamente. Em fungos predadores, o processo de captura inicia-se quando os nematóides são atraídos pela presença das armadilhas (FIELD; WEBSTER, 1977) ou substâncias orgânicas e inorgânicas como o CO2 (BARRON, 1977) sendo apreendidos nas armadilhas. Nesse momento, o processo de adesão começa com o contato físico entre a superfície do nematóide e a armadilha. Esse contato conduz a diferentes eventos que incluem ativação de receptores lectinícos (que reconhecem carboidratos), modificação de polímeros de superfície e secreção de enzimas específicas; como resultado, uma ligação firme ocorre entre o nematóide e o fungo (BORREBAECK; MATTIASSON; NORDBRING-HERTZ, 1984, 1985; NORDBRING-HERTZ, 1988; NORDBRING-HERTZ; MATIASSON, 1979; ROSEN et al., 1992; TUNLID; JANSSON, 1991; TUNLID; ROSÉN; NORDBRING-HERTZ, 1992). Em seguida, o fungo penetra na cutícula formando um bulbo, e inicia o desenvolvimento da hifa, que logo preenche o corpo do nematóide e ocasiona alteração das funções vitais com conseqüente morte (DRECHSLER, 1937).

Entre as enzimas de fungos nematófagos, a atividade de proteases extracelulares (tipo quimiotripsina, colagenase) tem sido detectada e caracterizada (ARAÚJO, 1998; BEDELU; GESSESSE; ABATE, 1998; JANSSON; FRIMAN, 1999; TOSI et al., 2002; TUNLID; JANSSON, 1991), o que sugere a participação dessas enzimas no processo de infecção. As fosfatases também foram encontradas no ponto de contato entre o nematóide e os fungos nematófagos A. olipospora (VEENHUIS; NORDBRING-HERTZ; HARDER, 1985) e Drechmeria coniospora (DIJKSTERHUIS et al., 1991; JANSSON; FRIMAN, 1999), o que sugere, também, a participação destas e possivelmente outras enzimas como parte integrante desse processo de infecção.

 

Utilização dos Fungos Nematófagos no Controle Biológico dos Nematóides Gastrintestinais

A utilização dos fungos nematófagos para o controle de nematóides dos animais de produção é variável de acordo com o grupo de fungo. As informações praticamente estão restritas aos fungos predadores e endoparasitas, e o número de informações é quantitativamente maior para os fungos predadores.

 

Fungos endoparasitas

Drechmeria coniospora, um endoparasita, que produz conídios adesivos que se aderem à região cefálica das larvas (JANSSON; JEYAPRAKASH; ZUCKERMAN, 1985; SANTOS; CHARLES, 1995), demonstrou ser capaz de reduzir significativamente larvas infectantes de Haemonchus contortus quando a densidade de conídios presentes nas fezes atingiu 108 conídios por grama de fezes (SANTOS; CHARLES, 1995). Em levantamento feito com 94 fungos, ele esteve entre os três com maior capacidade de atrair quimicamente nematóides. Além disso, foi capaz de crescer em variados meios de cultivo à base de ágar. Entretanto, esse fungo não cresceu em ágar fezes, e nos cultivos onde ocorreu a colonização o desenvolvimento foi lento (WALLER; FAEDO, 1993).

Um outro endoparasita, Harposporium anguilluae, que produz conídio que necessita de ingestão, foi mais eficaz ao reduzir significativamente larvas de H. contortus em concentração inferior, ou seja, 300.000 clamidósporos por grama de fezes (CHARLES; ROQUE; SANTOS, 1996). Este fungo demonstrou, ainda, ser capaz de passar experimentalmente pelo trato digestivo de ovinos e manter sua atividade nematófaga e de não interferir na população de Panagrellus sp quando incorporado em cultivos fecais na concentração de 2 x 105 conídios por grama de fezes (ROQUE, 1998). Quando administrado a ratos, H. anguillulae, não predou o nematóide Siphacia e não ativou o sistema imune dos animais, mas destruiu significativamente a população de nematóides de ovinos nas culturas fecais confeccionadas com uma mistura de fezes de ovinos e dos ratos (MACIEL et al., 2002).

Outra espécie de Harposporium, H. helicoides, quando testada individualmente ou em combinação com D. flagrans, reduziu a recuperação de larvas infectantes de Ostertagia circumcincta em uma pastagem na Nova Zelândia (WAGHORN et al., 2002).

 

Fungos Predadores

Dentre os fungos predadores, as espécies mais estudadas são A.oligospora e D. flagrans (LARSEN, 1999).

Arthrobotrys oligospora é o mais comum fungo predador de nematóides. Essa espécie produz conídios que são uniseptados com parede delgada e seca. Suas armadilhas, que são do tipo rede tridimensional, são formadas rapidamente quando estimulado por nematóides de vida livre ou parasitas. Entre as quatro primeiras horas do contato do fungo com as larvas, as armadilhas são formadas (CHARLES; SANTOS; ALVIM, 1993; NANSEN et al., 1986) e entre 12-15 horas a maioria das larvas estão presas (NANSEN et al., 1986). As larvas de primeiro e segundo estágio, os nematóides de vida livre, assim como as larvas de maior motilidade, tais como Cooperia oncophora, Ostertagia ostertagi, Haemonchus contortus ou Cyathostoma spp., morrem mais rápido (NANSEN et al., 1988). As larvas infectantes, devido à presença da cutícula remanescente da muda anterior, demoram cerca de 20 horas após a apreensão para morrer (NANSEN et al., 1986).

Estudos laboratoriais conduzidos com um isolado de A. oligospora da Suécia demonstraram a influência de fatores, tais como pH, temperatura e tensão de oxigênio, sobre a taxa de crescimento (GRONVOLD et al., 1985), e temperatura, tensão de oxigênio, luz, nível de nutrientes e concentração de larvas sobre a indução de armadilhas (GRONVOLD, 1989). Também foi possível observar que, quanto maior a concentração inoculada do fungo, maior era o número de larvas apreendidas (GRONVOLD et al., 1985), e que o fungo era inespecífico durante sua atividade predatória, pois várias espécies de nematóides parasitas e de vida livre foram apreendidas (NANSEN et al., 1986, 1988).

Estudos conduzidos a campo com o mesmo isolado de A. oligospora demonstraram que bolos fecais bovinos com ovos de Cooperia oncophora e o fungo, quando depositados em pastagens livres de parasitos e comparados com bolos fecais sem fungos, reduziram em 86% o número de larvas infectantes nas pastagens ao redor dos bolos (GRONVOLD et al., 1987). Estudos posteriores confirmaram a eficácia do fungo para Ostertagia ostertagi, onde se observou redução de até 89% no número de larvas disponíveis nas pastagens com bolos fecais tratados (GRONVOLD et al., 1988). Em testes com animais, bezerros mantidos em pastagens com bolos fecais inoculados com este fungo adquiriram um grau menor de parasitismo, pois o peso corporal foi maior, e o número de ovos por grama de fezes, carga de vermes adultos e o nível de pepsinogênio sérico foram menores que nos animais controles (GRONVOLD et al., 1989).

A resistência à passagem pelo trato digestivo dos animais é uma característica importante devido ao lado prático de utilização no biocontrole. Assim, o fungo seria empregado via oral, e após passagem pelo trato digestivo, se desenvolveria nas fezes juntamente com as larvas, podendo, então, atingi-las, e, como consequência, ocasionaria a redução destas já no bolo fecal. O isolado de A. oligospora da Suécia não sobreviveu quando foi submetido ao estresse digestivo de diversas espécies animais (LARSEN et al., 1992). Dessa maneira, a busca por isolados com esta característica foi iniciada.

Um estudo "in vitro", que simulou o trato digestivo de ovinos (LARSEN et al., 1991), permitiu que sete isolados de D. flagrans, um de A. oligospora e dois de A. superba fossem selecionados para estudos complementares "in vivo". Neste, nove entre os dez isolados foram re-isolados das fezes após a passagem através do trato digestivo de bezerros. A atividade predatória de oito dos dez isolados (um A. superba, um A. oligospora e seis D. flagrans) foi entre 61% e 93% nos bioensaios com bolos fecais. Já nas culturas de fezes, sete dos dez isolados (um A oligospora e seis D. flagrans) reduziram entre 76% e 99% das larvas (LARSEN et al., 1992). O mesmo foi observado por Peloille (1991), com relação a D. flagrans, quando demonstrou, dentre outras características, ser o fungo capaz de sobreviver ao trânsito gastrintestinal de ovinos. Considerando esses resultados, e os de pequenos ensaios de campo, as chances de se concentrar pesquisas neste fungo aumentaram. Assim, testes de campo foram desenvolvidos, e demonstraram que no caso de bovinos alimentados com o material fúngico de D. flagrans, a contaminação das pastagens com as larvas infectantes de trichostrongilídeos reduziram-se significativamente (GRONVOLD et al., 1993; LARSEN et al., 1995b; NANSEN et al., 1995; WOLSTRUP et al., 1994).

Experimentos posteriores avaliaram a eficácia de D. flagrans sobre larvas de nematóides de eqüinos (BAUDENA et al., 2000; FERNÁNDEZ et al., 1997, 1999; LARSEN et al., 1995a; LARSEN et al., 1996), ovinos (CHANDRAWATHANI et al., 2002; CHANDRAWATHANI et al., 2003; CHANDRAWATHANI et al., 2004; CORDEIRO et al., 2004; FAEDO; LARSEN; WALLER, 1997; FAEDO et al., 1998; GITHIGIA et al., 1997; KNOX; FAEDO, 2001; PEÑA et al., 2002), caprinos (CHANDRAWATHANI et al., 2002; CHANDRAWATHANI et al., 2003; PARAUD; CHARTIER, 2003) e suínos (NANSEN et al., 1996; PETKEVICIUS et al., 1998), e se obteve o mesmo sucesso que em bovinos, demonstrando a capacidade do fungo em sobreviver às condições do trato gastrintestinal de diversas espécies animais. Nos experimentos que avaliaram o ganho de peso, foi possível observar que os animais tratados com D. flagrans obtiveram maiores ganhos de peso em comparação com animais controles, em decorrência do efeito do fungo na redução da disponibilidade de larvas infectantes nas pastagens.

A inundação maciça do fungo D. flagrans no ambiente fecal tem demonstrado que o fungo não causa desequilíbrio ao meio ambiente. Em um estudo pioneiro com o tratamento anti-helmíntico convencional estratégico e um método biológico com blocos de alimentação que continham esporos de D. flagrans oferecidos para consumo de ovinos, quando comparados para verificar o efeito nos nematóides do solo, não apresentaram qualquer alteração significante na fauna de nematóides do solo (YEATES; WALLER; KING, 1997). Em outro estudo, Fernández et al. (1999) demonstraram que a presença maciça de D. flagrans em bolos fecais não afetou os valores de matéria seca e conteúdo de matéria orgânica. Em estudos mais recentes, foi demonstrado que a presença de clamidósporos em fezes não afeta a abundância de nematóides de vida livre no solo e microartrópodes que habitam na interface solo/pastagem. Depois da aplicação na pastagem via fezes de ovinos, o fungo não se espalhou além do ponto de deposição no plano horizontal (FAEDO et al., 2002; KNOX; JOSH; ANDERSON, 2002).

Outro fator que tem sido considerado importante é a dose a ser oferecida aos animais para o controle das populações de nematóides. Doses diárias de um milhão ou mais de clamidósporos de D. flagrans por quilo de peso vivo têm sido usadas em testes de campo; contudo, algumas observações mostram que o nível da dose pode ser menor para pequenos ruminantes (LARSEN et al., 1998; PEÑA et al., 2002). A administração diária de doses entre 25.000 – 500.000 durante sete dias a ovinos atingiram reduções que variaram 80,9 a 100%. Mesmo a concentração mais baixa (25.000) chegou a índices acima de 90% de redução, dependendo do dia avaliado (PEÑA et al., 2002). Em um teste com doses diárias de 50, 100, 250 e 500 mil esporos de D. flagrans a caprinos e o tempo de intervalo da administração, verificou-se que em todas as doses houve redução do número de larvas infectantes. Entretanto, apenas na dosagem mais alta foi observada uma constância nos índices superiores a 90% de redução de larvas. A dose diária de 250 mil esporos permitiu uma redução de larvas mais consistente do que as doses intermitentes, ou seja, com intervalos de um e dois dias a cada administração (TERRIL et al., 2004).

Outras espécies de fungos predadores têm sido também estudadas em condições de laboratório e de campo desde a última década. Em testes de interação em placas de Petri ou adição de conídios nas fezes dos animais, os fungos A. superba, A. conoides, A. robusta, M. eudermatum, M. thaumasium têm demonstrado predar as larvas com diferentes graus de eficácia (CASTRO et al., 2003; MENDOZA DE GIVES; VASQUEZ PRATES, 1994; MENDONZA DE GIVES et al., 1992; MENDONZA DE GIVES et al., 1994; MOTA; BEVILAQUA; ARAÚJO, 2000). Em testes da capacidade de resistência ao trânsito digestivo e manutenção da atividade nematófaga, isolados de A. musiformis, A. cladodes, A. superba, A. robusta, M. eudermatum, M. thaumasium, e A. oviformis, embora não produzindo clamidósporos como em D. flagrans, demonstraram manter a atividade predatória contra larvas de nematóides trichostrongilideos após passagem pelo trato digestivo, e provaram, assim, que o conídio e o micélio também são responsáveis por essa característica (ARAÚJO, 1996; LARSEN et al., 1992; LLERANDI-JUAREZ; MENDOZA DE GIVES, 1998; SANTOS; PADILHA; SAUMELL, 1996, 1997; SAUMELL et al., 1999; WALLER et al., 1994). Entretanto, como demonstrado recentemente, D. flagrans em condições semelhantes apresenta melhor eficácia. Na dose de 700.000 conídios e fragmentos miceliais, dois isolados de Arthrobotrys (A. oligospora e de A. musiformis) não conseguiram ser eficientes para reduzir o número de larvas infectantes em cultivos fecais, quando comparados a isolados de D. flagrans, o qual continha a mesma proporção de clamidósporos (CRUZ et al., 2004). Na dose de 20 milhões de conídios, as reduções no número de larvas infectantes nos cultivos fecais variaram de 25-64% para A. oligospora, enquanto Dactilaria foi menos eficiente, embora tenha atingido índices de até 80,7% em amostras individuais. Já para as mesmas concentrações de clamidósporos de D.flagrans, os índices foram acima de 90% (FLORESCRESPO et al., 2003).

 

Perspectivas Futuras

O uso de fungos nematófagos para a redução da população de larvas infectantes é uma forma de controle promissora. Os trabalhos gerados nos últimos 10 - 15 anos, sobretudo com D. flagrans têm demonstrado excelentes resultados, e apontam, em um futuro próximo, para a incorporação desses microrganismos como ferramenta importante, principalmente nos esquemas de controle das nematodioses dos ruminantes. Contudo, estudos devem ser realizados para que verdadeiramente este prognóstico possa concretizar-se.

Devem ser considerados estudos que envolvam:

a) Aspectos da interação do fungo com o hospedeiro e com o habitat

- Mecanismo de adesão e penetração do fungo, sobretudo com D. flagrans, pois, apesar da intensificação de estudos com essa espécie nos últimos anos, pouco tem sido feito em relação a aspectos ultra-estruturais e bioquímicos do seu processo de infecção.

- Capacidade de adaptação a diferentes nichos ecológicos, pois embora os fungos nematófagos sejam cosmopolitas certamente as variáveis climáticas e biológicas envolvidas em cada região devam influenciar na sua performance nematófaga, assim seria importante testá-los localmente.

- Pesquisas adicionais do efeito da inundação maciça do fungo no ambiente fecal, pois poucos trabalhos foram feitos nos últimos anos com esse objetivo usando D. flagrans, portanto, avaliações complementares necessitam ser conduzidas para que efeitos ecológicos possam ser prevenidos ou evitados, sobretudo em se tratando de microrganismos geneticamente modificados, caso isso venha a acontecer.

b) Aspectos relacionados a mecanismos de potenciação de características biológicas eficientes dos isolados

- Manipulação genética, pois a produção de fungos geneticamente modificados pode ser avaliada com intuito de otimizar suas características nematófagas no ambiente, sobrevivência ao trato digestivo e propriedades que facilitem a produção em escala industrial.

- Manipulação de produção poderia envolver, por exemplo, repicagens contínuas estimulando o fungo e o nematóide de forma que se obtenham isolados com atividade predatória mais intensa.

c) Aspectos relacionados à produção em escala comerciável

- Métodos de produção massal, a maioria dos testes em campo tem sido feitos com fungos obtidos a partir de grãos, contudo a produção é limitada. Assim, seria necessário empreender métodos de produção em escala que promovam a multiplicação rápida, sejam de baixo custo e preservem a manutenção nematófaga e a qualidade do produto estocado.

- Veículos de administração, a produção em grãos tem feito que o fungo seja oferecido aos animais junto com a suplementação alimentar diária. Alguns estudos, porém, têm usado outras formas de administração oral como bolos de liberação lenta, blocos de sais minerais ou melaço, pellets de alginato de sódio, entre outros. Estes devem ser incentivados, pois nem todos os ruminantes necessitam de suplementação diária.

 

REFERÊNCIAS

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Figura 1 - Fungo ovicida Pochonia rubescens infectando ovo de Meloidogyne javanica, um nematóide de planta (LOPEZ-LLORCA et al., 2002)

 

Figura 2 - a-b) Harposporium anguillulae, endoparasita que produz esporos que necessitam ser ingeridos para completar a infecção. Estágio inicial e final de infecção em nematóides trichostrongilideos (a, b) e intermediário em Panagrellus spp (c); Endoparasita Drechmeria coniospora infectando com seu esporo adesivo um estágio pré-parasitico de Haemonchus contortus (d). Nesta espécie, a maioria das infecções ocorre na região próxima a cavidade bucal . Fotogrado por Santos, C. P.

 

Figura 3 - Fungos predadores. a) Arthrobotrys oligospora predando Haemonchus contortus por meio de redes tridimensionais, b) redes bidimensionais de Monacrosporium gephyropagum, c) Monacrosporium leptosporum predando Panagrellus spp. por meio de anel não constritor e nódulos adesivos pedunculado. Os esporos (*) deste fungo possuem um nódulo adesivo, d) Monacrosporium aphrobrochum predando Panagrellus spp. por meio de anel constritor. Fotografado por Santos, C. P. e Saumell, C. A.

 

 

***Editar páginas 83 a 103

Capítulo 7 - Livro “Alternativas de controle da verminose em pequenos Ruminantes” Coordenação de Cecília José Veríssimo (Médica Veterinária; Pesquisadora Científica VI) Instituto de Zootecnia (IZ-APTA da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), 2008.

 
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