Emissões de metano na pecuária: conceitos, métodos de avaliação e estratégias de mitigação. Parte IV

Publicado o: 24/05/2013
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Estratégias de mitigação via rotas alternativas de utilização do H2

Uma das estratégias de mitigação de metano é o redirecionamento do H2 para processos que geram produtos benéficos para os ruminantes. Exemplos incluem a adição à dieta de substratos que estimulam a produção de propionato e tentativas de introduzir bactérias que expressam acetogênese redutiva no rúmen. Esses processos levam à produção de propionato e acetato, respectivamente, e reduzem a disponibilidade de H2 para a metanogênese (VAN ZIJDERVELD et al., 2010). O uso de sais de nitrato ou sulfato também tem sido avaliado como estratégia de mitigação de metano entérico, por também representar via alternativa de utilização do H2.

Probióticos acetogênicos

Microrganismos que utilizam H2 para seu crescimento exercem papel fundamental no ecossistema anaeróbico ruminal. Para que a digestão aconteça normalmente, com formação de acetato, propionato e butirato, é necessário que a pressão parcial de H2 seja mantida baixa. No rúmen, isso acontece por meio da metanogênese. Em algumas espécies com fermentação pós-gástrica (humanos, hamster, coelho, rato) a acetogênese redutiva é um mecanismo natural de utilização do H2 no trato gastrintestinal. Sabe-se que a acetogênese também acontece no rúmen, mas sua capacidade "hidrogeniotrópica" e significância ecológica não são bem compreendidas (MACKIE E BRYANT, 1994).

O primeiro microrganismo ruminal acetogênico reconhecido, Eubacterium limosum, foi isolado em ovinos alimentados com dieta à base de melaço (GETHNER et al., 1981). Foi então demonstrada sua capacidade de crescer em meio com CO2 e H2, e produzir acetato. A dificuldade de isolar acetôgenicos (BRAUN et al. 1979) indicaram que esses microrganismos não eram habitantes naturais do rúmen e a acetogênese não foi considerada processo ruminal relevante. Entretanto, com o aumento das discussões sobre o papel do metano no aquecimento global, a acetogênese passou a ser vista como potencial estratégia de mitigação da emissão de metano entérico.

Além disso, o produto final dessa reação, o acetato, tem a vantagem adicional de ser fonte de energia para o animal hospedeiro. Entretanto, no ambiente ruminal a acetogênese é menos eficiente do que a metanogênese na competição por equivalentes redutores. A acetogênese precisa de concentração de H2 mais elevada no meio para reduzir CO2 a acetato, do que aquela necessária pelas metanogênicas para reduzir CO2 a CH4. Além disso, a última reação é termodinamicamente mais favorável (WEIMER, 1998).

Recentes estudos indicaram que todos os ruminantes apresentam pelo menos uma pequena população de bactérias acetogênicas e que sua densidade é influenciada pela dieta. Sugere-se que a presença de acetogênicas no rúmen seja um mecanismo de defesa para se evitar acúmulo de H2 em casos de inibição da metanogênese, ou seja, esses microrganismos provavelmente não atuam no rúmen competindo com as metanogênicas (HEGARTY, 2001). Bactérias acetogênicas estão presentes em grande número no rúmen de bezerros recém-nascidos, antes do estabelecimento da metanogênese (Morvan et al., 1994), e em bovinos alimentados com dietas com baixa relação volumoso:concentrado (LEEDLE E GREENING, 1988). Le Van et al. (1998) encontraram densidade de bactérias acetogênicas de 2,5 x 105/mL de líquido ruminal em vacas de corte alimentadas com dieta à base de feno e concentrado, mas, para dieta rica em concentrado contendo monensina, densidade foi menor que 102/mL.

A habilidade da acetogênese redutiva competir com a metanogênese parece depender das condições do ambiente ruminal e pode ser necessário que a população de acetogênicas atinja específica densidade mínima. Le Van et al. (1998) relataram ser necessário atingir a densidade de 107/mL para que a população de Acetitomaculum ruminis incubada em digesta ruminal atuasse como hidrogeniotrópica. Esses dados concordam com a observação de que o limiar de H2 da A. ruminis é de 3.830 ppm (1,92 mM), enquanto metanogênicas apresentam limiar de 126 ppm (0,06 mM) (JOBLIN, 1999).

O uso de probióticos para aumentar a população de acetogênicas no rúmen tem sido estudado por vários autores, com e sem adição de inibidores da metanogênese, mas os resultados até agora não foram satisfatórios ou não são conclusivos. O recente isolamento de novas espécies oriundas do trato gastrintestinal de diversas espécies com maior afinidade pelo H2 (KLIEVE E JOBLIN, 2007) representa nova perspectiva para essa estratégia de mitigação.

 

Sais de nitrato ou de sulfato

O uso do nitrato como alternativa de utilização do H2 tem sido mal visto devido aos possíveis efeitos tóxicos do nitrito, composto intermediário formado na redução do nitrato a amônia. A redução de nitrato a nitrito (ΔGT = -130 kJ/mol de H2) e subsequente redução do nitrito a amônia (ΔGT = - 124 kJ/mol de H2) libera mais energia do que a redução do CO2 a CH4 (ΔGT = - 16,9 kJ/mol de H2) (UNGERFELD E KOHN, 2006). Esse processo poderia ser a principal rota de eliminação do H2 se suficiente quantidade de nitrato estivesse disponível no ecossistema ruminal ativo. A redução de nitrato a amônia consome oito elétrons e cada mol de nitrato reduzido, podendo então diminuir a produção de metano em 1 mol. A amônia produzida estaria disponível para processos anabólicos e seria importante fonte de N fermentável em dietas deficientes em proteína bruta, nas quais as baixas concentrações de amônia ruminal limitam a síntese de proteína microbiana (VAN ZIJDERVELD et al., 2010).

Em animais não adaptados ao uso de nitrato na dieta, a capacidade dos microrganismos ruminais reduzirem nitrato a nitrito excede a capacidade de redução do nitrito. Esse composto é então absorvido pelo epitélio ruminal e converte a hemoglobina sanguínea da forma ferrosa (Fe2+) para a férrica (Fe3+), tornando a molécula incapaz de transportar O2 para os tecidos (metahemoglobinemia). A condição resultante é um estado geral de anoxia, que pode reduzir o desempenho animal e, nos casos mais severos, ser fatal (OZMEN et al., 2005). A suplementação com enxofre ou cisteína pode reduzir o acúmulo de nitrito no rúmen. O sulfato também é redutor (ΔGT = - 21,1 kJ/mol de H2) e também competirá por elétrons, podendo reduzir a produção de metano (UNGERFELD E KOHN, 2006).

Van Zijderveld et al. (2010) avaliaram os efeitos da adição de nitrato e/ ou de sulfato na dieta de ovinos (2,6% da matéria seca) sobre a emissão de metano, em câmaras respirométricas. A produção de metano foi reduzida com o uso dos suplementos (nitrato: -32%; sulfato: -16%; nitrato + sulfato: -47%). A redução na emissão de metano devido ao uso de nitrato foi mais pronunciada no período imediatamente após a alimentação, enquanto que a redução na metanogênese devido ao sulfato foi observada durante todo o dia. Os autores concluíram que, quando fornecidos de forma segura, os sais de nitrato e de sulfato são agentes potentes de mitigação de metano entérico.

 

Vacinação contra metanogênicas ruminais

A vacinação contra metanogênicas ruminais tem o potencial de reduzir emissões de metano por meio do decréscimo do número ou da atividade desses microrganismos no rúmen. É provável que tenha bom custo-benefício e que seja uma das poucas opções práticas de mitigação para animais em pastejo. A vacinação em animais de produção é amplamente praticada para controle de doenças, e a aceitação dessa tecnologia por veterinários e produtores pode ser rápida se a mesma se mostrar eficaz na redução das emissões de metano (BUDDLE et al., 2010).

A eficácia da vacinação depende da ligação de anticorpos salivares à superfície das metanogênicas, o que resulta em inativação ou remoção das mesmas do rúmen. Portanto, o alvo primário da vacina é provavelmente proteínas de superfície ou aquelas associadas à membrana, presentes universalmente nas metanogênicas (BUDDLE et al., 2010). Essa estratégia envolve a vacinação dos animais para induzir expressiva produção de anticorpos salivares, que são liberados para o rúmen, a fim de neutralizar as metanogênicas ou reduzir a emissão de metano.

Cook et al. (2008) utilizaram a técnica de imunização passiva, utilizando gema de ovo de galinha como fonte rápida, econômica e não invasiva de produção de anticorpos (IgY), a partir da imunização das aves com vacinas preparadas de células íntegras de três cepas de metanogênicas ruminais. Os autores observaram que a adição de elevados níveis de anticorpos aviários (IgY) reduziu a produção de metano em culturas de líquido ruminal in vitro. Entretanto essa resposta não foi permanente, o que os autores atribuíram à possível instabilidade dos anticorpos no fluido ruminal, ou à presença de metanogênicas não cultivadas no preparo da vacina, não sendo, portanto, afetadas pelos anticorpos IgY.

Grande parte das metanogênicas ruminais não podem ser cultivadas em laboratório (WRIGHT et al., 2006) e, portanto, é possível que essas cepas não-cultiváveis cresçam para substituir as metanogênicas, contra as quais os anticorpos têm sido gerados (McALLISTER et al., 2008). A diversidade das metanogênicas no rúmen pode ser influenciada tanto pela dieta como pela localização geográfica (WRIGHT et al., 2007), o que aumenta o desafio de desenvolver vacinas de amplo espectro contra metanogênicas, que sejam efetivas em diferentes condições de produção animal e em regiões geograficamente distintas.

Wright et al. (2004), avaliando a imunização de ovinos com preparado de células íntegras de três metanogênicas, observaram redução de 7,7% na emissão de metano. Entretanto, quando o estudo foi repetido com uma mistura de cinco metanogênicas, a vacinação não promoveu redução na metanogênese, embora tenha provocado mudança na composição da fauna microbiana no rúmen (WILLIAMS et al., 2009). Esse resultado enfatiza a dificuldade de produzir vacinas efetivas para reduzir a emissão de metano entérico, a partir em preparados de células inteiras (BUDDLE et al., 2010).

O desenvolvimento de vacinas recombinantes contra proteínas da superfície celular, presentes em ampla gama de espécies de metanogênicas pode melhorar a eficácia da vacinação como método de mitigação de metano entérico (McALLISTER et al., 2008). Buddle et al. (2010) propuseram o desenvolvimento de vacinas contra proteínas que são cruciais para o crescimento das metanogênicas e/ou para a metanogênese, e que apresentam reação cruzada para várias espécies, por meio de informações obtidas do sequenciamento genético da M. ruminantium.

 

Bacteriófagos e bacteriocinas

Estratégias de controle biológico, tais como bacteriófagos e bacteriocinas, podem ser efetivas na inibição direta das Archaea metanogênicas e redirecionamento do H2 para bactérias ruminais redutivas, como as produtoras de propionato ou acetogênicas (McALLISTER et al., 2008).

Os bacteriófagos estão presentes em todos os ecossistemas biológicos e sua habilidade de penetrar e, subsequentemente, "lisar" a célula hospedeira faz dos bacteriófagos e seus genes, potenciais estratégias de mitigação (BUDDLE et al., 2010). Apenas seis Archaeal fagos foram sequenciados e descritos até o momento, e apenas dois são de metanogênicas: Methanobacterium phages psi M1 e M2, e Methanothermobacter phage psi M100 (PFISTER et al., 1998; LUO et al., 2001). O rápido mecanismo de adaptação dos microrganismos aos fagos representa desafio ao uso dessa estratégia, e maior número de fagos precisa ser identificado, os quais devem ser sequenciados e caracterizados para que sua utilização seja eficaz (BUDLE et al., 2010). Os fagos são altamente hospedeiro-específicos, o que representa outro fator limitante ao uso dessa estratégia para redução da emissão de metano, já que, aparentemente, há elevada diversidade de metanogênicas no rúmen (JANSEN E KIRS, 2008; McALLISTER et al., 2008).

Bacteriocinas são peptídeos bactericidas produzidos por bactérias e podem desempenhar importante papel na competição entre espécies de microrganismos por nichos dentro do ecossistema ruminal (McALLISTER et al., 2008). Entretanto, há pouca informação sobre seus efeitos sobre a metanogênese. Nisina, uma bacteriocina exógena produzida pelo Lactococcus lactis tem sido estudada como estratégia de mitigação de metano. Sar et al. (2005) avaliaram os efeitos de diferentes concentrações de nisina sobre a produção in vitro de metano por microrganismos ruminais em sistema de cultura contínua. Com o aumento da concentração de nisina de 5 para 30 μmol/L, a produção de metano reduziu de 14 para 40%. A bacteriocina bovicina HC5 produzida pelo Streptococcus bovis inibiu em até 50% a metanogênese in vitro (LEE et al., 2002).

A identificação de bacteriocinas estáveis no ambiente ruminal e específicas contra metanogênicas representa área para futuras pesquisas. São também necessários estudos in vivo para estabelecer a adaptabilidade e efetividade em longo prazo para o uso de bacteriocinas como aditivos alimentares (BOADI et al., 2004; McALLISTER et al., 2008).

 

Manejo de pastagens e Sistemas de Integração

No Brasil, a maior parte das emissões de metano de origem entérica é proveniente de bovinos criados extensivamente (LIMA, 2002) em pastagens que, em grande proporção, encontram-se degradadas. Esse cenário gera ineficiência ao processo produtivo, ocasionando maiores emissões de metano por unidade de produto de origem animal produzido (GUIMARÃES JR. et al., 2010). Dentre as alternativas para mitigação de GEE pela pecuária destacam-se a melhoria da qualidade nutricional da dieta, pela utilização de forragens de melhor valor nutritivo, associadas ao manejo adequado da pastagem (DeRAMUS et al., 2003; LASSEY, 2007).

O investimento na recuperação de pastagens degradadas seria outra estratégia mitigadora de impacto. De acordo com o relatório da FAO (2006), as pastagens (nativas e cultivadas) representam a segunda maior fonte potencial global de sequestro de carbono (C), com capacidade de drenar da atmosfera 1,7 bilhão de toneladas por ano, ficando atrás somente das florestas, cuja capacidade estimada chega a 2 bilhões de t de C por ano. O uso de práticas de manejo adequadas em pastagens, sobretudo de reposição da fertilidade do solo, possibilita o acúmulo de C no solo a uma taxa de 0,3 t de C/ha/ano (IPCC, 2000), o que corresponde, aproximadamente, à mitigação de 1,1 t de CO2- -equivalente/ha/ano. Esse valor, bastante conservador, seria suficiente para anular cerca de 80% da emissão anual de metano de um bovino de corte adulto, estimada em 57 kg (IPCC, 1996), que equivale a 1,42 t de CO2 (57 kg de CH4/ano x 25 potencial de aquecimento global do gás = 1,42 t de CO2-Eq). Portanto, pastagens produtivas e manejadas adequadamente, além de propiciarem condições favoráveis para aumentos significativos no desempenho animal e índices zootécnicos, também podem absorver grande parte do carbono emitido pela atividade pecuária, tornando-se componente importante no balanço de GEE (GUIMARÃES JR. et al., 2010).

Áreas de pastagens bem manejadas podem ser importantes sítios de acúmulo de carbono no solo. Ao mesmo tempo, essas pastagens podem suportar taxas de lotação de bovinos de 1 a 3 UA/ha, com produtividade entre 300 e 1.000 kg de ganho de peso/ha/ano, de forma sustentável. A recuperação de pastagens degradadas é uma opção que não somente permite a retomada da produtividade animal, mas também mantém a integridade química e física do solo, com o simultâneo aumento dos estoques de carbono no solo (BODDEY et al., 2001).

Atualmente, a integração lavoura-pecuária (iLP) tem sido reconhecida como alternativa para redução das emissões de GEE pela agropecuária. O governo brasileiro incorporou a iLP na sua proposta apresentada na 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP 15), do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, como uma das atividades mitigadoras nacionalmente aplicáveis (NAMAs) para redução de suas emissões de GEE. O governo se comprometeu a implantar essa tecnologia em 4 milhões de hectares, com impacto esperado de redução da ordem de 18 a 22 milhões de toneladas de CO2Eq até o ano de 2020. Além disso, faz parte da proposta, recuperar 15 milhões de ha de áreas de pastagens degradadas, o que reduziria de 83 a 104 milhões de toneladas de CO2Eq. Portanto, espera-se que nos próximos anos seja crescente o incentivo à adoção da iLP no país por meio de políticas públicas de crédito e de fomento (GUIMARÃES JR. et al., 2010).

 

Metodologias de avaliação de emissão de metano entérico

Antes que estratégias de mitigação sejam desenvolvidas e aplicadas, é necessário possibilitar a mensuração das emissões de metano entérico de forma acurada, a fim de que sejam determinados os patamares de emissões para as práticas de manejo atualmente adotadas pelos sistemas de produção e para fins de elaboração de inventários nacionais.

Existem diferentes técnicas desenvolvidas para quantificar emissões de metano. A validação e aplicação dessas em diferentes sistemas de produção é importante para a credibilidade de atividades relacionadas aos inventários nacionais de emissões de GEE pela pecuária, e o desenvolvimento de políticas públicas para atender às demandas globais de redução dos impactos ambientais das atividades agropecuárias.

As emissões de metano podem ser mensuradas, utilizando-se metodologias in vivo e in vitro. O uso e a manutenção de animais experimentais representam custos elevados. Consequentemente, os métodos in vitro geralmente são a opção inicial para a avaliação de estratégias de redução ou de inibição da produção de metano. As técnicas in vitro são as menos onerosas e rápidas para screening de dietas e suas combinações, além de permitirem a avaliação dos efeitos de grande diversidade de aditivos e ingredientes alimentares sobre a metanogênese (MAKKAR E VERCOE, 2007). As dietas, aditivos e inibidores capazes de reduzir a produção de metano in vitro, podem então serem avaliadas em ensaios in vivo mais detalhados e onerosos, contemplando situações práticas de alimentação.

Nas técnicas in vitro, uma amostra de líquido ruminal é utilizada para ajudar a simular as condições normais de fermentação ruminal, em cultura contínua ou em frascos de fermentação. A produção de metano pode então ser calculada pela mensuração da produção total de gases, amostragem dos gases produzidos e análise de sua composição, utilizando, por exemplo, cromatografia gasosa. A medição do volume de gases pode ser realizada com o auxílio de um transdutor de pressão ou voltímetros, conforme Maurício et al. (2003) e Schofield e Pell (1995), ou por deslocamento de água em sistema vaso comunicante (FEDORAH E HRUDEY, 1983). A coleta de alíquotas de gases dos frascos de fermentação, acondicionamento em exetainers e análise da concentração de CH4 por cromatografia gasosa podem ser realizadas de acordo com Chaves et al. (2006).

O método in vivo referência (Gold Standard) para quantificar a produção de metano entérico, adotado pelos principais grupos de pesquisa sobre o assunto, envolve o uso de câmaras respirométricas, onde os animais são alocados e os gases emitidos são coletados para análise (RODRIGUEZ et al., 2007). A emissão de metano também pode ser mensurada com auxílio da inserção de indicadores no rúmen, conforme a metodologia do gás traçador Hexafluoreto de Enxofre - SF6 (JOHNSON et al, 1994), que vem sendo adotada como método padrão para mensurações com animais em pastejo.

A técnica de respirometria em câmaras de fluxo aberto envolve a entrada de ar externo na câmara, com fluxo constante e conhecido. Amostras do ar externo e do ar interno da câmara são coletadas a intervalos de tempo determinados, e avaliadas quanto às concentrações de CH4, O2 e CO2 para determinar o consumo de O2 e a produção de CH4 e CO2. Nos estudos de partição de energia, a produção de calor pelo animal pode então ser calculada pela equação de Brouwer (1965), permitindo a determinação dos teores de energia líquida dos alimentos e das exigências energéticas dos animais. Essa técnica apresenta como vantagens a precisão na quantificação dos gases produzidos e consumidos pelo animal, e a possibilidade de avaliar em conjunto os dados de emissão de metano e os parâmetros de metabolismo energético do animal. Por ser o método mais preciso e por mensurar a emissão total de metano entérico (respiração, eructação e ejeção retal), a técnica de respirometria é utilizada como padrão para validar e desenvolver fatores de correção para as demais técnicas in vivo. Entretanto, o uso de câmaras respirométricas tem como limitações o alto investimento necessário em estrutura física, mão-de-obra e equipamentos; a restrição à movimentação dos animais; e a limitação ao número de animais simultaneamente avaliados. Descrições de sistemas convencionais de respirometria de circuito aberto podem ser encontradas nos trabalhos de Yong et al. (1975), Bryant et al. (1977); McLean e Tobin (1987) e Miller e Koes (1988). Já versões mais modernas desse sistema são descritas por Grainger et al. (2007), Odongo et al. (2007) e Rodríguez et al (2007).

A técnica do gás traçador SF6 tem sido utilizada, principalmente, para mensurar a emissão de metano em animais sob pastejo (JOHNSON et al., 1994; LASSEY et al., 1997; WOODWARD et al., 2006). Um pequeno tubo de permeação contendo SF6, cuja taxa de liberação é conhecida, é inserido no rúmen do animal. O ar expirado é amostrado através de um tubo capilar de aço inoxidável (adaptado ao cabresto) conectado à canga (recipiente fabricado com cano de PVC de alta resistência, submetido a vácuo interno), ao qual é acoplada uma válvula de metal com septo para amostragens de gases e engate rápido. As concentrações de CH4 e SF6 são determinadas por cromatografia gasosa. A partir da taxa conhecida de liberação do SF6 no rúmen e das concentrações de CH4 e SF6 nas amostras de gás medidas, pode ser calculado o fluxo de metano liberado pelo animal (JOHNSON E JOHNSON, 1995; USEPA, 2000). Essa técnica elimina a necessidade de contenção do animal, permitindo que ele se mova e pasteje (JOHNSON et al., 2007).

Vários estudos foram conduzidos para comparar as estimativas de produção de metano a partir da técnica do traçador SF6 com as mensurações realizadas em câmaras respirométricas de fluxo aberto. Estudos com bovinos de corte e ovinos indicaram que a produção de CH4 estimada com a técnica do traçador SF6 correspondeu a 93 a 95% daquela mensurada em câmaras respirométricas (JOHNSON et al., 1994; ULYATT et al., 1999; McGINN et al., 2006). Os menores valores estimados para a técnica do traçador SF6 são parcialmente explicados pela liberação de metano via retal (MURRAY et al., 1976). Grainger et al. (2007) compararam as emissões de metano por vacas leiteiras, utilizando a técnica do traçador SF6 e câmara respirométrica e observaram valores semelhantes (331 x 322 g de CH4/dia/vaca). Maior variabilidade dentro de vacas entre os dias de mensuração e maior variabilidade entre vacas foram obtidas para o SF6 (CV = 6,1 e 19,6%) do que para as câmaras (CV = 4,3 e 17,8%). Os autores realizaram meta-análise dos dados de emissão de três diferentes locais e observaram que a técnica do traçador SF6 resultou em valores 8% inferiores aos mensurados em câmaras. Assim, é importante o desenvolvimento de fatores de correção para as emissões mensuradas pela técnica SF6 a partir dos valores obtidos em câmaras respirométricas.

Outras técnicas vêm sendo desenvolvidas para quantificar a emissão de metano entérico por ruminantes. Madsen et al. (2010) descreveram um método baseado no uso do CO2 como indicador interno. Ou seja, a produção de metano pode ser estimada a partir da produção de CO2 (conhecida ou estimada) pelo animal, associada às concentrações de CO2 e CH4 no ar atmosférico e na amostra de ar (contendo mistura de ar atmosférico e gases excretados pelo animal). A eliminação de CO2 pelo animal pode ser calculada a partir de dados de Nutrição Animal obtidos em câmara respirométrica, mostrando estreita relação entre a produção de CO2 e a de calor, quando diferentes nutrientes são metabolizados, considerando-se 21,5 a 22,0 kJ/L de CO2 para dietas normais (CHWALIBOG, 1991). A produção de calor pode ser obtida pela diferença entre a EM consumida e a energia presente nos produtos (ganho de peso e produção de leite). E as concentrações de CO2 e CH4 no ar podem ser obtidas rapidamente com o uso de aparelhos portáteis.

No IPCC (2006) foi reportada a necessidade dos países gerarem informações específicas, incluindo nos modelos de predição da emissão de metano entérico, dados como: composição das dietas, composição dos produtos da fermentação entérica, sazonalidade, caracterização da população animal e da qualidade e disponibilidade do alimento, e inclusão de estratégias de mitigação. Para isso, a mensuração de emissão de metano entérico em experimentos bem documentados é fundamental. Os inventários nacionais e mundiais de emissões de GEE baseiam-se em modelos matemáticos, os quais também são importantes no desenvolvimento de estratégias de mitigação. Os modelos mecanísticos e de regressão permitem analisar as causas e variações na produção de metano (ELLIS et al., 2008a). Existem várias equações de regressão na literatura (KRISS, 1930; AXELSSON, 1949; BLAXTER E CLAPPERTON, 1965; MOE E TYRREL, 1979; MILLS et al., 2003; ELLIS et al., 2007; ELLIS et al., 2008a). Provavelmente, a melhor equação para predição da produção de CH4 dependerá da dieta sendo consumida, e se a equação considera as variáveis mais importantes para cada situação específica (ELLIS et al., 2008a). A utilização de modelagem já vem sendo aplicada aos estudos de emissão de metano e constitui importante ferramenta para o desenvolvimento de inventários de GEE e em estratégias de mitigação.

 

Considerações Finais

A emissão de metano por ruminantes é consequência dos processos fermentativos gastrintestinais, que garantem a estes animais a habilidade de transformar alimentos grosseiros, ricos em celulose, em alimentos (leite e carne) e produtos fundamentais para a evolução e desenvolvimento da humanidade.

O levantamento do potencial de emissão de metano pelos diferentes sistemas agropecuários, bem como a avaliação de estratégias mitigatórias, deve ser realizado sob visão holística, levando-se em consideração a dinâmica e o balanço de carbono em todo o sistema de produção.

As Instituições de pesquisa nacionais têm papel fundamental no desenvolvimento de inventários sobre a emissão de GEE no Brasil, possibilitando o questionamento dos dados apresentados pelas organizações internacionais e o desenvolvimento de soluções sustentáveis para os sistemas de produção. Diante disso, torna-se necessário o planejamento de projetos de pesquisa multidisciplinares e interinstitucionais que atendam a essa demanda da sociedade.

Existem diversas estratégias nutricionais para mitigação de metano entérico sendo estudadas e desenvolvidas. Todas apresentam diferentes viabilidades, custos e possibilidades de aceitação pelos produtores. A escolha de qual ou quais adotar deve ser baseada na capacidade de redução das emissões, associada à viabilidade econômica de adoção e manutenção ou melhoria do desempenho animal.

O incremento nos índices zootécnicos, passíveis de serem atingidos com melhorias nos sistemas de produção (principalmente, aqueles relacionados ao uso eficiente das pastagens), associado às boas práticas de manejo nutricional, sanitário e reprodutivo, são estratégias importantes para a consolidação do Brasil como produtor de alimento para o mundo, respeitando as demandas relacionadas ao uso da terra e da água, à conservação da biodiversidade e à emissão de GEE.

 

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