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Pegasus Science

O clima influencia as micotoxinas, mas não determina sozinho o risco de contaminação

Publicado: 16 de setembro de 2026
Por: Pegasus Science
Com a chegada de um novo episódio de El Niño, o tema volta ao centro das discussões no agronegócio. Alterações nos padrões de chuva e temperatura podem criar condições mais favoráveis ao desenvolvimento de fungos toxigênicos em determinadas regiões e culturas, modificando o perfil de risco das micotoxinas.
No entanto, a ocorrência dessas toxinas é resultado da interação de diversos fatores, como clima, cultura agrícola, manejo, colheita e armazenamento.
Por isso, em anos de maior instabilidade climática, o monitoramento contínuo torna-se ainda mais crítico para identificar mudanças na contaminação e apoiar decisões técnicas baseadas em dados. Mais do que acompanhar a previsão do tempo, é essencial acompanhar a qualidade das matérias-primas.
Como o El Niño afeta o clima regional?
  • Sul: Aumento das chuvas e maior frequência de eventos extremos.
  • Centro-Oeste e Sudeste: Efeitos variáveis, com períodos de forte calor e oscilações na distribuição das chuvas.
  • Norte e Nordeste: Redução das chuvas e maior probabilidade de estiagens em diversas áreas.
O que isso significa para as micotoxinas?
As condições climáticas influenciam diretamente os fungos produtores de toxinas:
  • Mais umidade: Favorece o desenvolvimento de determinados grupos fúngicos.
  • Calor e estresse hídrico: Estimulam a proliferação de outras espécies.
Cada grupo de fungos responde de forma distinta ao ambiente, o que altera o mapa do risco: em um mesmo ano, diferentes regiões do Brasil apresentam cenários completamente opostos. Isso significa que as micotoxinas predominantes variam, os grãos apresentam perfis de contaminação divergentes e as estratégias de controle precisam respeitar a realidade local.
O clima é apenas parte da equação
A proliferação de micotoxinas depende de uma cadeia de fatores interligados:
  • Cultura agrícola e suscetibilidade da planta
  • Condições microclimáticas
  • Tipos de fungos presentes no solo e na palhada
  • Manejo da lavoura e tratamentos fitossanitários
  • Cuidados no momento da colheita
  • Condições de secagem e armazenamento
É essa combinação que determina o risco final do lote.
O clima muda. O monitoramento precisa acompanhar.
Em safras de maior instabilidade climática, o monitoramento contínuo é a única ferramenta capaz de:
  • Acompanhar mudanças em tempo real no perfil de contaminação;
  • Avaliar com precisão os riscos das matérias-primas recebidas;
  • Apoiar tomadas de decisão técnicas e de compra com máxima segurança.
Sua empresa está preparada para os desafios que o clima pode trazer à próxima safra?
Fonte
Pegasus Science
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