UE publica embargo a 20 frigoríficos brasileiros

Publicado: 16/05/2018
Fonte : Agrolink

A União Europeia (UE) publicou na segunda-feira (14.05) o embargo definitivo a importações brasileiras de carne de frango que afeta 20 frigoríficos. De acordo com o documento assinado pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, a medida começará a valer oficialmente daqui a dois dias. O embargo havia sido decidido em votaç&atil...

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16 de Maio de 2018
Lamentável o descaso das empresas frigorificas, quanto ao controle de qualidade interno deles, pois de nós produtores são exigidos os mais rigorosos controles, e agora somos nós produtores que acabamos amargando com prejuízos decorrentes ao descaso. Podemos aguardar ajuste de alojamento aumentando o intervalo e o período que o frango fica no aviario, elevando despesas com mão de obra e energia elétrica e diminuindo a remuneração paga.
Muito triste este cenário, onde quem produz é penalizado pelo erro dos outros e nunca seremos cobertos pela nova lei da integração pois as empresas em minha região, nenhuma se adequou a nova lei.
Vamos ver até quando conseguiremos continuar produzindo alimentos! Pois reconhecimento nunca tivemos ou teremos, na política é fácil vir fazendo propaganda política dizendo que vai ajudar a produtores rurais em geral mais eu quero ver é fazer funcionar.
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16 de Maio de 2018
poderia me dizer qual é a lei da integração? obrigada
Responder
16 de Maio de 2018
Silvânia Andrade sim claro é LEI Nº 13.288, DE 16 DE MAIO DE 2016
 Dispõe sobre os contratos de integração, obrigações e responsabilidades nas relações contratuais entre produtores integrados e integradores, e dá outras providências.
O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA
 Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre os contratos de integração vertical nas atividades agrossilvipastoris, estabelece obrigações e responsabilidades gerais para os produtores integrados e os integradores, institui mecanismos de transparência na relação contratual, cria fóruns nacionais de integração e as Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração - CADEC, ou similar, respeitando as estruturas já existentes.
Parágrafo único. A integração vertical entre cooperativas e seus associados ou entre cooperativas constitui ato cooperativo, regulado por legislação específica aplicável às sociedades cooperativas.
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, entende-se por:
 I - integração vertical ou integração: relação contratual entre produtores integrados e integradores que visa a planejar e a realizar a produção e a industrialização ou comercialização de matéria-prima, bens intermediários ou bens de consumo final, com responsabilidades e obrigações recíprocas estabelecidas em contratos de integração;
 II - produtor integrado ou integrado: produtor agrossilvipastoril, pessoa física ou jurídica, que, individualmente ou de forma associativa, com ou sem a cooperação laboral de empregados, se vincula ao integrador por meio de contrato de integração vertical, recebendo bens ou serviços para a produção e para o fornecimento de matéria-prima, bens intermediários ou bens de consumo final;
III - integrador: pessoa física ou jurídica que se vincula ao produtor integrado por meio de contrato de integração vertical, fornecendo bens, insumos e serviços e recebendo matéria-prima, bens intermediários ou bens de consumo final utilizados no processo industrial ou comercial;
 IV - contrato de integração vertical ou contrato de integração: contrato, firmado entre o produtor integrado e o integrador, que estabelece a sua finalidade, as respectivas atribuições no processo produtivo, os compromissos financeiros, os deveres sociais, os requisitos sanitários, as responsabilidades ambientais, entre outros que regulem o relacionamento entre os sujeitos do contrato;
V - atividades agrossilvipastoris: atividades de agricultura, pecuária, silvicultura, aquicultura, pesca ou extrativismo vegetal.
§ 1º Para os efeitos desta Lei, equiparam-se ao integrador os comerciantes e exportadores que, para obterem matéria-prima, bens intermediários ou bens de consumo final, celebram contratos de integração com produtores agrossilvipastoris.
§ 2º A simples obrigação do pagamento do preço estipulado contra a entrega de produtos à agroindústria ou ao comércio não caracteriza contrato de integração.
§ 3º A integração, relação civil definida nos termos desta Lei, não configura prestação de serviço ou relação de emprego entre integrador e integrado, seus prepostos ou empregados.
Art. 3º É princípio orientador da aplicação e interpretação desta Lei que a relação de integração se caracterize pela conjugação de recursos e esforços e pela distribuição justa dos resultados.
Art. 4º O contrato de integração, sob pena de nulidade, deve ser escrito com clareza, precisão e ordem lógica, e deve dispor sobre as seguintes questões, sem prejuízo de outras que as partes contratantes considerem mutuamente aceitáveis:
 I - as características gerais do sistema de integração e as exigências técnicas e legais para os contratantes;
II - as responsabilidades e as obrigações do integrador e do produtor integrado no sistema de produção;
III - os parâmetros técnicos e econômicos indicados ou anuí- dos pelo integrador com base no estudo de viabilidade econômica e financeira do projeto;
IV - os padrões de qualidade dos insumos fornecidos pelo integrador para a produção animal e dos produtos a serem entregues pelo integrado;
V - as fórmulas para o cálculo da eficiência da produção, com explicação detalhada dos parâmetros e da metodologia empregados na obtenção dos resultados;
VI - as formas e os prazos de distribuição dos resultados entre os contratantes;
 VII - visando a assegurar a viabilidade econômica, o equilíbrio dos contratos e a continuidade do processo produtivo, será cumprido pelo integrador o valor de referência para a remuneração do integrado, definido pela Cadec na forma do art. 12 desta Lei, desde que atendidas as obrigações contidas no contrato;
VIII - os custos financeiros dos insumos fornecidos em adiantamento pelo integrador, não podendo ser superiores às taxas de juros captadas, devendo ser comprovadas pela Cadec;
IX - as condições para o acesso às áreas de produção por preposto ou empregado do integrador e às instalações industriais ou comerciais diretamente afetas ao objeto do contrato de integração pelo produtor integrado, seu preposto ou empregado;
 X - as responsabilidades do integrador e do produtor integrado quanto ao recolhimento de tributos incidentes no sistema de integração;
 XI - as obrigações do integrador e do produtor integrado no cumprimento da legislação de defesa agropecuária e sanitária;
 XII - as obrigações do integrador e do produtor integrado no cumprimento da legislação ambiental;
XIII - os custos e a extensão de sua cobertura, em caso de obrigatoriedade de contratação de seguro de produção e do empreendimento, devendo eventual subsídio sobre o prêmio concedido pelo poder público ser direcionado proporcionalmente a quem arcar com os custos;
XIV - o prazo para aviso prévio, no caso de rescisão unilateral e antecipada do contrato de integração, deve levar em consideração o ciclo produtivo da atividade e o montante dos investimentos realizados, devidamente pactuado entre as partes;
XV - a instituição de Comissão de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração - CADEC, a quem as partes poderão recorrer para a interpretação de cláusulas contratuais ou outras questões inerentes ao contrato de integração;
 XVI - as sanções para os casos de inadimplemento e rescisão unilateral do contrato de integração.
Parágrafo único. O fórum do lugar onde se situa o empreendimento do produtor integrado é competente para ações fundadas no contrato de integração, devendo ser indicado no contrato. Art. 5o Cada setor produtivo ou cadeia produtiva regidos por esta Lei deverão constituir um Fórum Nacional de Integração - FONIAGRO, de composição paritária, composto pelas entidades representativas dos produtores integrados e dos integradores, sem personalidade jurídica, com a atribuição de definir diretrizes para o acompanhamento e desenvolvimento do sistema de integração e de promover o fortalecimento das relações entre o produtor integrado e o integrador.
§ 1º Para setores produtivos em que já exista fórum ou entidade similar em funcionamento, será opcional a sua criação.
§ 2º O regulamento desta Lei definirá o número de participantes do fórum e as entidades dos integrados e dos integradores que indicarão os representantes, seu regime e localidade de funcionamento e outros aspectos de sua organização.
Art. 6º Cada unidade da integradora e os produtores a ela integrados devem constituir Comissão para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração - CADEC.
§ 1º A Cadec será composta paritariamente por representantes:
I - escolhidos diretamente pelos produtores integrados à unidade integradora;
II - indicados pela integradora;
III - indicados pelas entidades representativas dos produtores integrados;
 IV - indicados pelas entidades representativas das empresas integradoras.
§ 2º A falta de indicação dos representantes previstos nos incisos III e IV do § 1º deste artigo não impede a instalação e funcionamento da Cadec.
 § 3º A constituição da Cadec respeitará as estruturas com função similar às constituídas até a data de publicação desta Lei.
 § 4º A Cadec terá os seguintes objetivos e funções, entre outros estabelecidos nesta Lei e no regulamento:
 I - elaborar estudos e análises econômicas, sociais, tecnológicas, ambientais e dos aspectos jurídicos das cadeias produtivas e seus segmentos e do contrato de integração;
 II - acompanhar e avaliar o atendimento dos padrões mínimos de qualidade exigidos para os insumos recebidos pelos produtores integrados e para os produtos fornecidos ao integrador;
 III - estabelecer sistema de acompanhamento e avaliação do cumprimento dos encargos e obrigações contratuais pelos contratantes;
 IV - dirimir questões e solucionar, mediante acordo, litígios entre os produtores integrados e a integradora;
V - definir o intervalo de tempo e os requisitos técnicos e financeiros a serem empregados para atualização dos indicadores de desempenho das linhagens de animais e das cultivares de plantas utilizadas nas fórmulas de cálculo da eficiência de criação ou de cultivo;
VI - formular o plano de modernização tecnológica da integração, estabelecer o prazo necessário para sua implantação e definir a participação dos integrados e do integrador no financiamento dos bens e ações previstas;
VII - determinar e fazer cumprir o valor de referência a que alude o inciso VII do art. 4º desta Lei.
 § 5º Toda e qualquer despesa da Cadec deverá ser aprovada pelas partes contratantes, por demanda específica.
Art. 6º O integrador deverá elaborar Relatório de Informações da Produção Integrada - RIPI relativo a cada ciclo produtivo do produtor integrado.
§ 1º O Ripi deverá conter informações sobre os insumos fornecidos pelo integrador, os indicadores técnicos da produção integrada, as quantidades produzidas, os índices de produtividade, os preços usados nos cálculos dos resultados financeiros e os valores pagos aos produtores integrados relativos ao contrato de integração, entre outros a serem definidos pela Cadec.
§ 2º O Ripi deverá ser consolidado até a data do acerto financeiro entre integrador e produtor integrado, sendo fornecido ao integrado e, quando solicitado, à Cadec ou sua entidade representativa.
§ 3º Toda e qualquer informação relativa à produção do produtor integrado solicitada por terceiros só será fornecida pelo integrador mediante autorização escrita do produtor integrado.
§ 4º É facultado ao produtor integrado, individualmente ou por intermédio de sua entidade representativa ou da Cadec, mediante autorização escrita, solicitar ao integrador esclarecimentos ou informações adicionais sobre o Ripi, os quais deverão ser fornecidos sem custos e no prazo máximo de até quinze dias após a solicitação.
Art. 8º Todas as máquinas e equipamentos fornecidos pelo integrador ao produtor integrado em decorrência das necessidades da produção permanecerão de propriedade do integrador, devendo-lhe ser restituídos, salvo estabelecimento em contrário no contrato de integração.
§ 1º No caso de instalações financiadas ou integralmente custeadas pelo integrador, o contrato de integração especificará se e quando estas passarão a ser de propriedade do produtor integrado.
§ 2º No caso de animais fornecidos pelo integrador, o contrato de integração especificará se e quando passarão a ser de propriedade do produtor integrado.
§ 3º Poderá o contrato, ainda que por ajustes posteriores, estabelecer normas que permitam o consumo próprio familiar, salvo para os setores que necessitam de serviços de inspeção para o consumo do produto.
 Art. 9º Ao produtor interessado em aderir ao sistema de integração será apresentado pelo integrador Documento de Informação Pré-Contratual - DIPC, contendo obrigatoriamente as seguintes informações atualizadas:
I - razão social, forma societária, Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ e endereços do integrador;
II - descrição do sistema de produção integrada e das atividades a serem desempenhadas pelo produtor integrado;
 III - requisitos sanitários e ambientais e riscos econômicos inerentes à atividade;
 IV - estimativa dos investimentos em instalações zootécnicas ou áreas de cultivo e dos custos fixos e variáveis do produtor integrado na produção;
V - obrigação ou não do produtor integrado de adquirir ou contratar, apenas do integrador ou de fornecedores indicados formalmente pelo integrador, quaisquer bens, serviços ou insumos necessários à operação ou à administração de suas instalações zootécnicas ou áreas de cultivo;
 VI - relação do que será oferecido ao produtor integrado no que se refere a:
a) suprimento de insumos;
b) assistência técnica e supervisão da adoção das tecnologias de produção recomendadas cientificamente ou exigidas pelo integrador;
c) treinamento do produtor integrado, de seus prepostos ou empregados, especificando duração, conteúdo e custos;
d) projeto técnico do empreendimento e termos do contrato de integração;
 VII - estimativa de remuneração do produtor integrado por ciclo de criação de animais ou safra agrícola, utilizando-se, para o cálculo, preços e índices de eficiência produtiva médios nos vinte e quatro meses anteriores, e validados pela respectiva Cadec;
VIII - alternativas de financiamento por instituição financeira ou pelo integrador e garantias do integrador para o cumprimento do contrato durante o período do financiamento;
IX - os parâmetros técnicos e econômicos indicados pelo integrador e validados pela respectiva Cadec para uso no estudo de viabilidade econômico-financeira do projeto de financiamento do empreendimento;
X - caráter e grau de exclusividade da relação entre o produtor integrado e o integrador, se for o caso;
XI - tributos e seguros incidentes na atividade e a responsabilidade das partes, segundo a legislação pertinente;
XII - responsabilidades ambientais das partes, segundo o art. 10 desta Lei;
XIII - responsabilidades sanitárias das partes, segundo legislação e normas infralegais específicas.
Parágrafo único. O DIPC deverá ser atualizado trimestralmente para os setores de produção animal e anualmente para os setores de produção e extração vegetal.
 Art. 10. Compete ao produtor integrado e à integradora atender às exigências da legislação ambiental para o empreendimento ou atividade desenvolvida no imóvel rural na execução do contrato de integração, bem como planejar e implementar medidas de prevenção dos potenciais impactos ambientais negativos e mitigar e recuperar os danos ambientais.
 § 1º Nas atividades de integração em que as tecnologias empregadas sejam definidas e sua adoção supervisionada pelo integrador, este e o integrado responderão, até o limite de sua responsabilidade, pelas ações relativas à proteção ambiental e à recuperação de danos ao meio ambiente ocorridos em decorrência do empreendimento.
 § 2º A responsabilidade de recuperação de danos de que trata o § 1º deste artigo deixa de ser concorrente quando o produtor integrado adotar conduta contrária ou diversa às recomendações técnicas fornecidas pelo integrador ou estabelecidas no contrato de integração.
 § 3º Compete ao integrador, no sistema de integração em que as tecnologias empregadas sejam por ele definidas e supervisionadas:
I - fornecer projeto técnico de instalações e de obras complementares, em conformidade com as exigências da legislação ambiental, e supervisionar sua implantação;
II - auxiliar o produtor integrado no planejamento de medidas de prevenção, controle e mitigação dos potenciais impactos ambientais negativos e prestar-lhe assistência técnica na sua implementação;
 III - elaborar, em conjunto com o produtor integrado, plano de descarte de embalagens de agrotóxicos, desinfetantes e produtos veterinários e supervisionar sua implantação;
 IV - elaborar, em conjunto com o produtor integrado, plano de manejo de outros resíduos da atividade e de disposição final dos animais mortos e supervisionar sua implantação.
Art. 11. Compete ao produtor integrado e ao integrador, concorrentemente, zelar pelo cumprimento da legislação sanitária e planejar medidas de prevenção e controle de pragas e doenças, conforme regulamento estabelecido pelos órgãos competentes.
 Parágrafo único. Nos sistemas de integração em que os medicamentos veterinários utilizados sejam de propriedade do integrador, o recolhimento e a destinação final das embalagens de antibióticos ou de outros produtos antimicrobianos deverão ser por ele realizados.
Art. 12. Compete ao Fórum Nacional de Integração - FONIAGRO estabelecer metodologia para o cálculo do valor de referência para a remuneração do integrado, que deverá observar os custos de produção, os valores de mercado dos produtos in natura, o rendimento médio dos lotes, dentre outras variáveis, para cada cadeia produtiva.
 § 1º Para estabelecer metodologia para o cálculo do valor de referência para a remuneração do integrado, o Foniagro poderá contratar entidades ou instituições de notório reconhecimento técnico, desde que requisitada por uma das partes e cuja escolha dar-se-á por comum acordo.
§ 2º A metodologia para o cálculo do valor de referência para a remuneração do integrado será reavaliada periodicamente, conforme regulamentação específica do Foniagro.
§ 3º O Foniagro terá o prazo máximo de seis meses contados da promulgação desta Lei para apresentar as metodologias de cálculo para cada cadeia produtiva, podendo esse prazo ser prorrogado, mediante justificativa aceita pelas partes.
§ 4º Compete ao Foniagro o envio das metodologias para o cálculo do valor de referência para a remuneração dos integrados às respectivas Cadecs.
Art. 13. Sobrevindo pedido de recuperação judicial ou decretação da falência da integradora, poderá o produtor rural integrado:
I - pleitear a restituição dos bens desenvolvidos até o valor de seu crédito;
II - requerer a habilitação de seus créditos com privilégio especial sobre os bens desenvolvidos.
 Art. 14. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Parágrafo único. (VETADO).
Brasília, 16 de maio de 2016; 195º da Independência e 128º da República.
MICHEL TEMER
Blairo Borges Maggi
José Sarney Filho
Fábio Medina Osório
Responder
Marcelo de Souza Lima Marcelo de Souza Lima
Médico Veterinário
17 de Maio de 2018
Daniel de Carvalho Goncalves , gostaria de acrescente as suas palavras alguns comentários que sempre defendi e que acaba chegando na esfera política ou dentro ou fora da cadeia.
Inicialmente, sou médico veterinário e tive a oportunidade de trabalhar nessa maravilhosa cadeia alimentar dentro da integração, fora da integração e por fim, inspecionando o produto final dentro do Frigorífico respondendo pelo Serviço de Inspeção Federal-MAPA, no estado de Goiás.
Conheço a cadeia de ponta a ponta iniciando em matrizes e terminando no frigorífico, por isso, me arrisco em comentar a cadeia, por que também já fui integrado e, por consequente, sofri na pele suas angústias, se me permite, em dobro, por conhecer "o mecanismo".
Dessa forma, Salmonela não nasce em frigorífico. Nesse ambiente a ave sofre intervenções para resguardar a qualidade adquirida no campo, validando genética, ambiência e nutrição. Ao serem processadas para adequação ao modo de armazenamento, mantendo a seguridade alimentar do produto, os processos de controle de qualidade, tanto das empresas quanto do MAPA, são os melhores do mundo, isso eu posso afirmar e garantir aos meus filhos, que é o que tenho de mais sagrado aqui nessa terra de malditos políticos do jeitinho brasileiro. Quero ressaltar que minhas crias aprenderam engatilhar, dar os primeiros passos dentro de aviário, nos alojamentos de pintos e nos carregamentos de aves para abate, coçaram a gengiva nos primeiros dentes com coxinha da asa e hoje são jovens na faixa dos 24 anos bem nutridos com essa fantástica proteína animal, deixando de lado os mitos que cercam a carne de frango.
Asseguro também a seriedade das análises realizadas nos laboratórios da rede do MAPA e de laboratórios particulares no tocante ao controle de qualidade das indústrias, mas não a manipulação dos resultados fraude dos e ajeitados depois que são expedidos e assinados. Isso é fraude, nos mais altos níveis de interesses excusos.
Tá, mas é aí? Onde quer chegar com essa linda história para boi dormir? Meus amigos, a falta de profissionalismo da cadeia produtiva é muito grande. Vejam como é nefasta a ausência desse profissionalismo e a falta de conhecimento daquilo que estou produzindo.
Eu comentei no início que Salmonela não nasce no Abatedouro frigorífico e tenho certeza que ninguém se perguntou ao ler, onde está a fonte então? No "mecanismo".
Vejam que nefasto. As integrações mantém um corpo técnico de vigilância sanitária no seu plantel alojado, monitorando a sanidade. Lembram que comentei que nosso sistema sanitário é o melhor do mundo? E é. Mas é minitorado pela raposa, não pelos donos das ovelhas. Cansei de brigar com associações de criadores de frangos de corte afirmando que quem monitora índices sanitários e zootecnicos deveria ser os integrados, os maiores interessados no resultado positivo. Nada tem a ver se a integradora também somar, mas os profissionais sérios e qualificados devem responder aos integrados, por que são quem estão pagando a vigilância. O que existe hoje é o contrário, os profissionais das integradoras vão atender os interesses de quem lhes paga o salário, não questiono aqui o profissionalismo, só questiono a omissão dos integrados, das diretorias de associações de criadores que deveriam estar mais sintonizados com a entidade que representam.
Como pode observar, é política. E como observa a semelhança, quem paga é a maioria de integrados em detrimento a minoria que norteia os caminhos das entidades que representam. Só para validar essa afirmação, veja a questão recente da CNA em relação a obrigatoriedade da contribuição sindical.
Finalizo com sentimento de pesar, por que conheço bem a cadeia e sei que junto com os milhares de integrados estão milhões de frangos que são parceiros de bons tratos, respondem ao carinho e amor a eles dedicados, fazem valer a multiplicação da carne e do suor daqueles que lhe abrigam até a jornada final, mas o "mecanismo" sempre falará mais alto se mudanças na base não ocorrerem e a cantiga de grilo sempre continuará.
Responder
18 de Maio de 2018
Daniel de Carvalho Goncalves quais são estes 20 frigoríficos?
Responder
Fabio G. Nunes Fabio G. Nunes
Administrador Web
17 de Maio de 2018
É lamentável ver o descaso com que esta IMPORTANTÍSSIMA CADEIA PRODUTIVA, estratégica econômica e socialmente para o país, foi tratada por alguns de seus integrantes. Administrados por incompetentes, desconhecedores da matéria, arrogantes e pensando, mera e exclusivamente, no resultado financeiro a qualquer preço, colocaram pelo ralo do esgoto a ILIBADA REPUTAÇÃO E RECONHECIMENTO MUNDIAL DA AVICULTURA DO BRASIL, construída em décadas de trabalho serio e duro das muitas empresas que dela participam por meio do comprometimento e dedicação de profissionais preparados e sérios.

Isto é mais uma fotografia do Brasil irresponsável que sobrepuja e mancha o Brasil que trabalha e respeita as regras (do comercio mundial). Reverter isso não será fácil e exigirá muito, muito suor!

Enquanto isso, os profissionais (ir)responsáveis, aventureiros e arrogantes, a raiz de tudo isto, estão ai.....lépidos e fagueiros, cheios de razão e empáfia como se nada houvesse acontecido e como se o assunto não lhes dissesse respeito. Por este tipo de gente, meu desprezo e asco!
Responder
Diomar Barro Diomar Barro
MÉDICO VETERINÁRIO
21 de Maio de 2018
Fabio G. Nunes ...assino embaixo da tua exposição...Infelizmente o negócio CARNES no Brasil serviu para fins politicos e nefastos...criaram LIDERES que se beneficiaram dos recursos públicos para destruir a forma de Gestão focada na Produção...Como nossa evolução como sociedade segue a lei do Pêndulo, agora vamos precisar agir no sentido contrário...Pessoas e Profisionais como você devem ajudar na reestruturação desse negócio...Vamos em frente...
Responder
Marcelo de Souza Lima Marcelo de Souza Lima
Médico Veterinário
17 de Maio de 2018
MICHEL TEMER
Blairo Borges Maggi
José Sarney Filho
Vejam quem assina essa Lei de Integrações, que li e não vi nada de interessante e que venha a resolver os problemas conhecidos.
Quero ressaltar que a trinca acima são altamente qualificados em propinagem e defesa de interesses escusos e que estam na mída para que seja validada suas canalhices.
Responder
18 de Maio de 2018
O produtor reclama mas quando tem que seguir as normas de qualidade não as seguem, no abate de frangos e necessário o jejum mas muitos não seguem o jejum para dar peso ,isto ajuda na condenação e perda pelo sif ,e na evisceração a extravasamento do conteúdo do papo ajudando na contaminação e na perda , trabalhei num grande grupo desta área na gestão da produtividade e no controle de qualidade e o frango que este grupo produz eu como de olho fechado ,já sobre os integrados aconselho a todos a fazer uma visita sem marcar e ver como e feito uma apanha , porque se perde com ematomas e a situação das camas que não se trocam.
Responder
20 de Maio de 2018
Desculpe se ofendi alguém e pelo meu modo de falar, não conheço tanto o processo nos frigoríficos e sei que salmonelas não nasce no abatedouro, porém se for gerado um falso negativo ou algum fiscal de sif corrompido ou alguma falha no processo de fiscalização no abate não teria como ser um produtor, ou estou enganado e talvez tenha produtor violando containers e colocando carne contaminada?
A raiz do problema talvez de fato não saibamos com certeza, pois não adianta atacarmos uns aos outros pois Aki na granja somo regulados pelas integradoras e as integradoras pelos órgãos estaduais e federais sei que existe corrupção mais não acredito que seje nestas proporções, por tanto acredito nos negativos daki e desconfio do positivo da U.E.
Pois lá talvez seje a única forma q eles conseguiram aproveitar a onda de corrupção do Brasil e usar isto para proteger os produtos e produtores de lá, diferentemente do que acontece no Brasil , que Aki tudo querem enfiar de guela abaixo no produtor .
Este é meu ponto de vista humilde do setor não sei mais do que ninguém e não tenho a intenção de desmerecer o conhecimento de ninguém.
Seja criativo e defenda cada ponto de vista seu, pois atacar apenas mostra sentimento de culpa ;)

Responder
Clovis Ourique Clovis Ourique
Médico Veterinário
21 de Maio de 2018
Comprometimento e foco em resultados estão baseados no tripé confiança, respeito e admiração.
A confiança não se estabelece em ambientes contaminados pelo carreirismo, interesses espúrios, ausência de atitudes exemplares e falta de conhecimento gerencial responsável.
Nosso país é fertilizado e dominado desde o império até as próximas gerações por gente de mau caráter no poder legislativo.

Enquanto não transformarmos as leis penais brandas do Brasil em punições exemplares (prisão perpétua por exemplo) e novas exigências mínimas para cargos públicos (assim como exigido para os técnicos concursados) estaremos à disposição servil das autoridades que não assumem os erros e sequer têm idéia sobre o que legislam. Quebrar este circulo de poder medindo os prejuízos causados nas cadeias produtivas, responsabilizando os verdadeiros fraudadores e traidores da nação e promovendo os profissionais especializados, pode ser um dos caminhos para a mudança. Os keiretsu podem ajudar. O seu desenvolvimento é baseado em relações empresariais de longo prazo, há troca frequente de informação e as transações obedecem a princípios rígidos. O keiretsu é uma aliança estratégica que liga vários agentes económicos, incluindo as entidades bancárias, que são parceiros estratégicos na medida que o acesso a financiamentos é facilitado. Há junto destes entes a participação inteligente e ativa do estado japonês. Os beneficiários só dirão que aqui é impossível. Têm razão. Só lamentar viver inseguros em um país riquíssimo e parasitado. Vamos então parar e curtir a Copa de Futebol mundial.
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