Embalagens e produtos veterinários

Destino de Embalagens Vazias – De Quem é a Responsabilidade ?!

Publicado: 30/09/2009
Autor/s. : Geder Paulo Cominetti (Médico Veterinário, Poly Sell)
Introdução                                                               &nb...
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João Luis dos Santos João Luis dos Santos
Mestrado em Engenharia Agrícola
30 de Setembro de 2009

Concordo plenamente com o Dr Geder.
Nos da Beraca temos nos preocupado com esta questão e o  meio ambiente.
Implantamos alguns processos para melhorias neste sentido, inclusive buscando otimizar embalagens para reduzir sua emissão.
Tentamos no passado recente estabelecer parceria com clientes para dar o destino correto para as embalagens de nossos produtos.
Este último caso é mais complicado, precisa haver muito empenho das partes envolvidas, pois a difusão dos produtos neste mercado é muito grande e recuperar este material depois requer um esforço bem concentrado e talvez até com alguma motivação para o usuário final, ou seja, o produtor.

Um bom tema para discussão.
Parabéns Dr Geder.

Responder
Diomar Barro Diomar Barro
MÉDICO VETERINÁRIO
30 de Setembro de 2009

Dr Geder!
Parabéns pela iniciativa de motivar a discussão deste assunto e. Com a experiência que tens no sistema de Integração/Cooperativo conseguiste pegar bem todos os aspectos do problema, que poderá ser solucionado se os profissionais comprometidos com o sistema dispuserem-se a buscar soluções com a mente aberta e desprovida de negativismo.
Vamos difundir o assunto, pois é o mínimo que poderemos fazer no exercício da cidadania pelo meio ambiente... 

Abraço fraterno!
Diomar

Responder
4 de Novembro de 2009

Sobre o assunto de reciclagem, o poder público já tentou de todas maneiras e até hoje, algumas pequenas experiências obtiveram resultados a médio prazo. Pela minha experiencia, o foco da questão do meio ambiente não está sendo atacado. é preciso resolver quem é quem em cada instância, o gerador de resíduos a quantidade gerada o catador de resíduos e o destino do resíduo a industrialização do resíduo e a sua finalidade. Por etapa, estamos tentando atrair para uma parceira a iniciativa privada, estamos disponibilizando uma área de 10.000m2 da Prefeitura em regime de comodato por 20 anos, estamos zerando todos os impostos municipais pelo mesmo período e estamos buscando junto aos Bancos oficiais uma linha de crédito para financiamentos dos equipamentos básicos para uma Empresa do ramo. Por considerar-mos resíduos sólidos, como insumos, achamos que se coloca bem incentivar a implantação de uma usina de beneficiamento de resíduos sólidos, pela iniciativa privada e se for necessário mais de uma empresa que queira se estabelecer em nossa região, estaremos dispostos a incentivar no que for possível. Achamos que não é da alçada do poder público, dar destinação final aos resíduos sólidos oriundos de coletas normais ou selectivas dos centros urbanos. Cidade Canindé-Ceará - (85) 3343.1041 e 8606.1520

Responder
5 de Novembro de 2009

Caros,

Parabéns por levantarem este tema para discussão. O setor de avicultura, devido à sua sistemática de atuação, pode, além dos avanços tecnológicos ligados à produção, incorporar os conceitos mais abrangentes de qualidade, como preservação de meio ambiente e responsabilidade social, de forma muito mais eficiente que outros setores da agroindustria.
Este trabalho têm grande impacto sobre a imagem da empresa, em especial dentro de mercados consumidores mais exigentes.

Responder
8 de Dezembro de 2009

Geder, Parabéns. Esse é realmente um Tema muito importante mas muito Polêmico. Creio que falta um pouco de bom senso de todas as partes envolvidas. As empresas que fornecem os produtos, principalmente Veterinários deveriam fazer um acordo com a ANDAV que já tem um sistema Implantado no Brasil para recolha de embalagens de agrotóxicos e também de Produtos Veterinários, creio que falta algum ajuste para que isso seja melhor conduzido. Ou as Empresas Veterinárias deveriam pegar esse exemplo. Também as empresas Integradoras devem concientizarseus Produtores da Importancia da Reciclegem e correto destino de embalagens. Essa é uma Tarefa de todos para o meio ambiente, se ficarmos achando os responsáveis creio que nada será feito. 


Um Grande ABRAÇO.

Responder
Geder P. Cominetti Geder P. Cominetti
Médico Veterinário
12 de Dezembro de 2009

Obrigado pela sua participação e comentários. Realmente é um tema polêmico, mas temos que chegar a uma solução. Da forma que está, não podemos deixar. Como dizes, todos somos responsáveis pelo meio ambiente e é de todos este dever. Vamos colher opiniões e idéias para acharmos a melhor solução. 


Obrigado, e forte abraço.

Responder
Romão Miranda Vidal Romão Miranda Vidal
Médico Veterinário
3 de Fevereiro de 2010

Srs.
Já nos foi dada a oportunidade de nos posiconar a este respeito dias atráz, quando foi publicado um artigo no qual dava a nítida impressão de haveria uma ação coordenda de cunho pecuniário.
Mas o que o nobre colega coloca para análise, diria que é meritória e porque náo messiânica.
Nas três principais cadeias produtivas de proteínas de origem animal, creio que a de bovinos de corte e leite, são as que mais produzem resíduos de forte impacto ambiental, seguidas da avicultura e depois suinocultura.Aqui me refiro as embalagens de vidro, plástico, metal e papel. Quanto aos tecidos e efluentes orgânicos não são alvo de análises neste momento.
Vamos então analisar a cadeia produtiva bovina - corte e leite-:
- resíduos sólidos plásticos [equal] frascos de vacinas. Ao pecuarista caberia a gestão destes resíduos. Não o fazem. Jogam em um tambor e depois queimam, quando não enterram ou servem para fazer vasos para plantar flores ou canecos para beber água. A solução. Devolver ao fornecedor, para que este as devolva ao fabricante.
O mesmo raciocínio para embalagens de sal branco e sal mineral. Assim como com material utilizado na I.A. , seringas, agulhas, frascos de spray, conteineres com produtos para combater endo e ectoparasitas. Sacos de sementes e adubo.

A avicultura de corte o maior volume de resíduos sólidos de forte impacto no meio ambiente  gerado na própria unidade de fabrico de rações que serão distribuidas aos seus integrados ou aos seus criatórios próprios. Tonéis, sacos, barricas, baldes com componentes essenciais para o fabrico de rações, deveriam tomar o mesmo destino antes sugerido no parágrafo anterior.
Não esquecendo dos incubatórios que geram um volume considerável de resíduos sólidos recicláveis. Não me refiro aos orgânicos.

Suinocultura, praticamente a geração de resíduos sólidos recicláveis, é minima.A não ser que se opte pelo fabrico de ração na propriedade. Quanto ao uso de medicamentos acondicionados em vidros ou plásticos, acredito ser menor que todas as demais.

Nossa modesta sugestão ao nobre colega.
Uma palestra sobre ISO 26000 Responsabilidade Social, com enfoque na ISO 9000 e ISO 14.000 - 2000.
Parabéns pela iniciativa, extensiva á Ergomix que de forma muito elegante franqueia este espaço.
Médico Veterinário Romão Miranda Vidal

Responder
Romão Miranda Vidal Romão Miranda Vidal
Médico Veterinário
1 de Junho de 2010
Srs.
Recentemente visitei uma indústria em Belo Horizonte, que recicla plásticos ( das mais variadas classificações) e material orgânico ( vegetal : folhas, palha de arroz, capins, cascas de árvores e animal : pelos em geral) para o fabrico de material que substitui a madeira em todas as suas aplicações.
Um palanque de cerca, elaborado com este material reciclado, tem a duração de aproximadamente 100 anos, não é carburante, não apodrece, não sofre ataque de fungos e substitui os tradicionais palanques de eucalipto tratado.
No tocante à construção rural, pode ser empregado na construção de células para armazenar grãos, construção de casas em especial paredes, batentes de portas e caixilhos.
Ao se indagado o que o meio rural poderia fornecer, respondi que existem praticamente todos os materias de RSU, como os sacos de ráfia, sacos de papel que embalam sementes, sacos que ambalam sal minieral e sal comum, bombonas plásticas, frasco de vacinas contra F.Aftosa.
Portanto surge como forma lucrativa mais um fonte de rendas, aos agropecuaristas que se organizados em especial os de Minas Gerais de fornecer este tipo de material, na verdade é um Passivo Ambiental.
Médico Veterinário Romão Miranda Vidal.
Responder
Geder P. Cominetti Geder P. Cominetti
Médico Veterinário
3 de Junho de 2010

Obrigado pela sua participação e informações. É essa consciencia que todos devemos cultivar. Acabo de ler o artigo do Dr. Palhares sobre impactos da Agropecuária no meio ambiente, onde coloca o novo perfil de nossa produção, os caminhos a seguir e como poderemos ser lembrados nas próximas décadas/gerações, não somente como maiores produtores mundiais de alimentos mas tambem de que maneira produzimos, com responsabilidade ambiental e social, preservando e conservando os recursos naturais. 


Parabens a todos que se enganjam nessa luta.

Abraço.

Responder
Prof. Roberto de Andrade Bordin Prof. Roberto de Andrade Bordin
Doutor Ciencias Veterinárias (Sanidade); Mestre em Zootecnia (Nutrição e Produção Animal); Médico Veterinário
28 de Outubro de 2010

Olá tudo bem?

Tenho convicção que a problemática de destino das embalagens seja do interesse da indústria de origem e o uso adequado e armazenagem de todos. Porém se a missão das empresas visa em algum momento características sustentáveis deve-se achar a saída para firmar a característica sustentável ao meio ambiente. Se da mesma forma as empresas tem galpões para armazenagem de embalagens cheias o mesmo seria para embalagens vazias... tanto para a indústria de origem quanto a indústria de utilização, lojas...cabendo no final um destino determinado pela indústria de origem, para estas embalagens...pensando em formas de implantação...acredito que este seria um novo modelo de negócio. 


abs

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Stella Maris Chaves de Pinho Stella Maris Chaves de Pinho
Gerente de Marketing
9 de Dezembro de 2014
Bem, podemos ficar aqui discutindo de quem é a responsabilidade, isto é muito bacana, mas eu acredito que seja responsabilidade de todos nós, ou seja, das pessoas juntarem as embalagens vazias e diversas e do Governo Municipal, Estadual ou Federal, encontrarem um espaço para serem colocadas e depois poder distribuir para pessoas que trabalham com reciclagem.
Eu moro em Belo Horizonte, eu e algumas pessoas juntávamos embalagens vazias de remédios e estas eram encaminhadas para um pessoal que as usavam e por algum motivo este pessoal não está mais juntando e eu queria saber se tem alguém aqui que poderá me ajudar informando se tem outro lugar aqui na minha cidade para que possamos continuar a juntar estas embalagens, porque elas poderão ser reutilizadas.
Agradeço a oportunidade de estar aqui neste site e falar o que penso e quem sabe conseguir uma solução para as embalagens vazias de remédio.
Fico no aguardo e deixo aqui o meu contato de e-mail stellaamarelasinternet@gmail.com obrigada.
Responder
Marcelo de Souza Lima Marcelo de Souza Lima
Médico Veterinário
11 de Dezembro de 2014
Prezados,
maravilhosa iniciativa para debate e oportunidade de não somente aprendermos com vários exemplos, como o citado pelo colega Romão, como também de iniciar boas ações que visem esse passivo ambiental produzido nas mais variadas cadeias produtivas.
Creio que a medida que normas de ISO vão sendo conhecidas e implantadas, as cadeias produtivas vão se adequando e tornando essas ações rotineiras dentro do seu dia-a-dia, beneficiando todos.
Mas essa cultura deve ser formada também dentro de cada usuário, para que possa cobrar nas demais esferas, a condição necessária para que essa reciclagem possa ser implantada no menor espaço de tempo possível e, para isso, a conscientização deve se inicializar nas camadas de base, nas escolas.
Aqui em Goiás, a Federação da Agricultura, via Senar, tem um programa por nome Agrinho, que qualifica professores da zona rural para que possa repassar aos alunos do campo essa cultura de preservar para explorar ecologicamente de maneira correta.
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Prof. Matheus Lima
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