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Estudo com frangos de corte verificou que a metionina hidróxi-análoga cálcica (MHA-Ca) possui biodisponibilidade ao redor de 65%, comparado com a DL-metionina (DLM)

Publicado: 31/07/2019
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Conclusões

  • A suplementação de DL-Metionina e de MHA-Ca melhorou o desempenho de frangos de corte em comparação a uma dieta basal, deficiente em Met+Cis.
  • A substituição de 100 partes de MHA-Ca por 65 partes de DL-Metionina resultou em desempenho similar de frangos alimentados com diferentes níveis de Met+Cis.
  • O resultado da análise dos dados, por meio de regressão multi-exponencial, do ganho de peso e de conversão alimentar estimou biodisponibilidade média de 62 e 63% do MHA-Ca, comparado com a DL-Metionina (base em kg/kg de produto), nas fases inicial e de crescimento, respectivamente.
  • Os resultados deste experimento indicaram que  biodisponibilidade, ou o valor real de metionina presente no produto MHA-Ca não é maior que 65%, quando comparado com a DL-Metionina (base kg/kg de produto) independente do período de crescimento do frango avaliado (inicial e crescimento).

Introdução

Diversos experimentos encontrados na literatura têm demonstrado que a biodisponibilidade (valor real de metionina disponível para o frango) da hidróxi-análoga de metionina (MHA) e seu sal de cálcio (MHA-Ca), em forma de pó, possui valor médio, ao redor de 65%, em base de produto (kg/kg), quando comparado com a DL-Metionina (DLM) em frangos de corte (Lemme et al., 2002; Hoehler et al., 2005; Elwert et al., 2008; Lemme et al., 2012).

Estes resultados foram obtidos em ensaios de dose-resposta, avaliado por análise estatística utilizando-se a regressão multi-exponencial, em base equimolar (considerando a atividade de Metionina de cada produto) ou em base produto (kg/kg – fontes de metionina avaliadas). Além disso, para validar os valores de bioeficácia relativa obtidos em ensaios de dose-resposta, experimentos comerciais e de pesquisa mostraram que a substituição de 100 partes dos produtos de MHA (líquidos ou pó) por 65 partes de DL-Metionina não influenciou o desempenho de frangos de corte. A utilização desse desenho experimental é mais simples porque requer um número menor de tratamentos e pode ser facilmente aplicado, em condições comerciais. Além disso, pode ser aplicado para gerar uma curva de dose-resposta a diferentes níveis Met+Cis e os dados obtidos também podem ser submetidos à análise de regressão multi-exponencial.

Considerando os fatos mencionados, foram desenvolvidos dois experimentos na Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá, Brasil, para confirmar se a substituição de 100 partes de MHA-Ca por 65 partes de DL-Metionina mostraria desempenho similar de frangos de corte na fase inicial (1 a 21 dias) e de crescimento (22 a 42 dias) e para determinar a biodisponibilidade (valor real de metionina disponível e utilizada pelas aves) do MHA-Ca em relação à DL-Metionina.

Materiais e Métodos

Foram realizados dois experimentos independentes, um na fase inicial (1 a 21 dias) e um na de crescimento (22 a 42 dias). Um total de 1.848 e 1.694 frangos Cobb 500 machos foram utilizados nos experimentos 1 (fase inicial) e 2 (fase crescimento), respectivamente. Em ambos os experimentos, as aves foram distribuídas em um delineamento inteiramente casualizado com 11 tratamentos e 7 repetições, com 24 (inicial) ou 22 (crescimento) aves cada. As dietas foram formuladas para atender ou exceder as recomendações nutricionais de Rostagno et al. (2011), exceto para Met+Cis (Tabela 1). Os tratamentos incluíram uma dieta basal deficiente em Met+Cis e 5 níveis crescentes de cada fonte de metionina avaliada neste estudo (DLM e MHA). No experimento 1 (inicial), os níveis de inclusão de MHA-Ca variaram de 0,114 a 0,570% e, no experimento 2 (crescimento), de 0,095 a 0,476%. Os níveis de suplementação de DL Metionina foram de 65% do nível de MHA-Ca (relação DL-Met:MHA-Ca de 65:100) com base em produto (kg/kg, Tabela 2). As análises laboratoriais confirmaram os níveis de suplementação de DL-Metionina e MHA-Ca nas dietas experimentais. No experimento 2 (crescimento), todos os frangos receberam a mesma dieta comercial, com níveis adequados de todos os nutrientes, durante a fase inicial (1 a 21 dias). Em ambos os experimentos, as rações fareladas e a água foram fornecidas à vontade. Os parâmetros de desempenho foram submetidos à análise de regressão múltipla ou não linear, usando o procedimento NLIN (PROC NLIN) do SAS 9.2. Foi aplicada a seguinte equação, de acordo com Littell et al. (1997):

y = a + b (1 – e ) – (c1*x1 + c2*x2)

onde y = parâmetro de desempenho; a = desempenho obtido com a dieta basal; b = melhora do desempenho (resposta) acima de “a” até a resposta máxima (assíntota); c1 = coeficiente de inclinação da curva de DL-Metionina; c2 = coeficiente de inclinação da curva de MHA-Ca; x1 = nível dietético de DL-Metionina; x2 = nível dietético de MHA-Ca. A biodisponibilidade foi obtida dividindo o coeficiente de inclinação da curva de MHA-Ca (c2) pelo coeficiente de inclinação da curva de DL-Met (c1).

Resultados

Experimento 1 (1 a 21 dias de idade)
Os frangos alimentados com dietas suplementadas com níveis crescentes de DL-Metionina ou de MHA-Ca apresentaram melhor ganho de peso (GP), consumo de ração (CR) e conversão alimentar (CA) (P <0,001) do que o grupo de aves que receberam a dieta basal, deficiente em Met+Cis (Tabela 3). A substituição de 100 partes de MHA-Ca por 65 partes de DL-Metionina não influenciou o consumo de ração (P = 0,49), o ganho de peso (P = 0,83) ou a conversão alimentar (P = 0,26) em nenhum dos níveis de Met+Cis. Os resultados da análise de regressão multi-exponencial revelaram que a biodisponibilidade (valor real de metionina) do MHA-Ca foi de 66 e 58%, em relação à DL-Metionina, em base a produto (kg/kg) para ganho de peso e conversão alimentar, respectivamente (Figuras 1 e 2).

Experimento 2 (22 a 42 dias de idade)
Os frangos alimentados com dietas suplementadas com níveis crescentes de DL-Metionina ou de MHA-Ca apresentaram melhor ganho de peso (GP), consumo de ração (CR) e conversão alimentar (CA; P <0,001), comparado àqueles recebendo dieta basal deficiente em Met+Cis (Tabela 4). A substituição de 100 partes de MHA-Ca por 65 partes de DL-Metionina não afetou o consumo de ração (P = 0,65), o ganho de peso (P = 0,95) ou a conversão alimentar (P = 0,63). Os resultados da análise de regressão multi-exponencial mostram que a biodisponibilidade do MHA-Ca foi de 65 e 61%, comparado à DL-Metionina para o ganho de peso e conversão alimentar, respectivamente, a base de produto (kg/kg, Figuras 3 e 4).

Os resultados destes experimentos indicam que a substituição de 100 partes de MHA-Ca por somente 65 partes de DL-Metionina promoveu desempenho similar dos frangos alimentados com diferentes níveis de Met+Cis. Além disso, a análise de regressão multi-exponencial dos dados de ganho de peso e de conversão alimentar obtidos revelou que a biodisponibilidade do MHA-Ca foi em média de 62 e 63%, comparado à DL-Metionina foi com base em produto (kg/kg), nas fases inicial (1 a 21 d) e de terminação (22 a 42 d), respectivamente, de acordo com os resultados obtidos neste estudo. Os resultados confirmam que a biodisponibilidade do MHA-Ca é significativamente menor que a concentração de princípio ativo do produto (84%) e não apresentou valor maior que 65%, em comparação com a DL-Metionina em base a produto (kg/kg), independentemente do período avaliado (inicial e crescimento).

Referências bibliográficas

 
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