Uso de antibióticos e diluidores em sêmen suíno

Publicado: 02/08/2013
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A inseminação artificial (I.A) tem se desenvolvido mundialmente de forma muito rápida e, atualmente, é uma realidade junto a granjas suinícolas brasileiras tecnificadas. A intensa difusão da I.A está relacionada com a redução do custo final de produção, pois dentre outras, esta biotécnica permite uma redução das variáveis relacionadas a cobertura, pois há um maior controle na qualidade dos ejaculados empregados. No entanto, vários aspectos que influenciam na eficiência reprodutiva devem estar sob controle, evitando que falhas no emprego desta biotécnica revertam a viabilidade econômica do processo. Dentre estes devem ser citados a qualidade da dose inseminante (DI) . A qualidade da DI está relacionada a fatores individuais dos machos e a fatores inerentes a tecnologia do sêmen, estando estes, normalmente, associados a coleta e a manipulação do ejaculado e armazenamento da dose. A coleta e a manipulação do ejaculado devem estar associadas, principalmente, a cuidados higiênicos do material que entra em contato com o ejaculado, bem como a qualidade do diluente a ser empregado. A má qualidade da DI, muitas vezes, pode estar associada a falhas no processamento.

Há grande variabilidade no número total de espermatozóides das DI oriundas das centrais de IA, sendo em todas observadas um limite inferior muito abaixo do esperado. As DI  com antibiótico apresentam uma menor motilidade já após o segundo dia de armazenamento. As DI com antibiótico apresentam menos alterações acrossomais durante o período de armazenamento.

Muitas vezes, a implantação de um programa de IA se dá sem a mínima orientação e sem treinamento adequado de pessoal, o que é refletido nos dados de produtividade. A falta de orientação ocorre desde o momento da coleta até o processamento e armazenamento do sêmen diluído, quando não são levadas em conta medidas de higiene e manejo para uma boa manutenção e sanidade das células espermáticas. A contaminação bacteriana do ejaculado é um dos fatores que interferem no período de conservação deste. A temperatura na qual o sêmen diluído é conservado (15 – 18º C ), aliado ao tempo de armazenamento, não inibe a multiplicação bacteriana, levando, conseqüentemente, ao acúmulo de toxinas e produtos do metabolismo bacteriano que provocam uma rápida queda na sobrevivência e capacidade fecundante das células espermáticas. A contaminação bacteriana do ejaculado é, praticamente, inevitável, e ocorre, principalmente, no momento da coleta, porém, pode ser reduzida se forem tomadas medidas de higiene adequadas. Assim, na tentativa de evitar a proliferação bacteriana, garantindo uma melhor conservação do sêmen diluído, são acrescentados agentes antimicrobianos ao diluente.

A flora bacteriana encontrada no sêmen suíno é bastante diversificada, variando de acordo com o método de coleta, cuidados adotados durante a mesma e o processamento do ejaculado. A adição de antibióticos a dose inseminante é uma forma de minimizar a contaminação , entretanto, é incapaz de resolver problemas de má higiene ocorridos na coleta, processamento ou armazenamento. Assim, é de extrema importância que o ejaculado seja manipulado de forma correta para evitar que bactérias potencialmente patogênicas possam ser introduzidas no trato genital da fêmea suína durante a IA, acarretando problemas reprodutivos posteriores.

DILUIDORES E RESFRIAMENTO DE SÊMEN SUÍNO

Diluente tipo B.T.S (Beltsville Thawing Solution) é salino e difere dos demais pela proporção básica de seus componentes. Enquanto que outros possuem macromoléculas como a B.S.A  soro albumina bovina, álcool polivinílico, e são considerados diluentes de longa duração (Androhep, M.R.A, Zorlesco, Buschiweler, Reading, etc.), permitindo a conservação  por até 6 –7 dias a 16ºC. Admite-se que as macromoléculas exerçam proteção contra o choque térmico, variações do pH e da pressão osmótica. A soro albumina bovina (B.S.A) parece exercer efeito protetor por remoção de catabólitos que são capazes de lesar a membrana plasmática. O álcool polivinílico, outra macro molécula que é capaz de manter a motilidade dos espermatozóides e o acrossoma intacto por período prolongado, mas o mecanismo de ação não e conhecido.

Outro fator a ser considerado é a taxa de diluição que com certeza pode interferir na motilidade e longevidade do sêmen suíno. Taxa de diluição refere-se a relação partes de sêmen por partes de diluidor. Silva Filho (1994) relatou que a diluição excessiva reduz a viabilidade, espermática, fenômeno conhecido como efeito diluição. Para Varner et.al (1987) o efeito diluição tem sido observado em varias espécies e pode estar relacionado a vários fatores, dentre eles com a taxa de diluição e composição do diluente.

Para Pursel et. aal. (1973) a susceptibilidade dos espermatozóides ao choque térmico varia com a taxa de diluição, será maior quanto maior for a taxa de diluição. Um importante fator a ser considerado na avaliação da eficiência de um diluidor de sêmen é  a determinação da concentração espermática por dose inseminante. Para Cambo et. aal. (1988) a concentração por dose inseminável está entre 3.000.000.000 a 5.000.000.000 (bilhões) de espermatozóides e um volume de 100 ml, e nunca superior a 8.000.000.000 de espermatozóides em um volume de 100 ml.

Diluente Androhep é um diluente de longa duração que possui macromoléculas como a B.S.A soro albumina bovina, que parecem exercer proteção das membranas celulares contra o choque térmico, variações do pH e da pressão osmótica. A soro albumina bovina B.S.A evita a lesão da membrana plasmática, a concentração de células espermáticas poderá variar de 3.000.000.000 – 5.000.000.000 (bilhões) em um volume de 100 ml.5

 

REFERENCIAS  BIBLIOGRAFICAS

ANAIS – VIII CONGRESSO BRASILEIRO de VETERINARIOS ESPECIALISTAS em suínos -  Foz do Iguaçu – PR  1997.

Manejos de reprodução em Suínos  (Uso da Inseminação Artificial)  internet 08/08/2006 www.saudeanimal.com.br

 
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