Suplementação de Gordura protegida na produção de progesterona, momento da Luteólise e prenhez em vacas Nelore (Parte II)

Publicado: 27/01/2010
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RESUMO

Foram realizados quatro experimentos com o objetivo de avaliar possíveis mecanismos relacionados ao aumento da prenhez com a utilização de ácidos graxos poliinsaturados (PF). No exp. 1 foram utilizadas 51 vacas multíparas Nelore não lactantes, ovuladas, para avaliar se PF alteram a produção de progesterona (P4) e o momento da luteólise. No exp. 2 foram utilizadas 43 vacas multíparas Nelore não lactantes, ovuladas, para avaliar se PF alteram a sensibilidade do corpo lúteo de seis dias a aplicação de prostaglandina (i.m. 12,5mg de dinoprost trometamina, Lutalyse). No exp. 3 foram utilizadas 27 vacas multíparas Nelore, ovuladas, com 30 a 40 dias pós parto para avaliar se PF diminuem a incidência de ciclo curto. Os tratamentos utilizados foram: grupo controle (100g mineral + 100g milho + 100g caolin vaca dia); grupo SF (100g mineral + 100g milho + 100g/vaca/dia de Megalac (7-9% C18:2; Arm&Hammer a Church&Dwight Company, EUA); grupo PF (100g mineral + 100g milho + 100g/vaca/dia de Megalac-E QGN, Brasil: 40-42% de C18:2; 2-3% de C18:3). No exp. 4 (1457 vacas multíparas Nelore) foi avaliado se a suplementação com PF pós IATF por diferentes períodos altera a taxa de prenhez. Nos experimentos 1, 2 e 3 não foi detectado efeito de PF nas concentrações de P4 durante o período avaliado, no momento da luteólise e na incidência de ciclo curto (P>0,1). Ao se agrupar os dados do Exp 1 e 2, a concentração de P4 (P=0,01) no dia 6 foi maior nos animais suplementados com PF em relação ao SF e controle (4,45; 3,25; 3,48 ng/ml, respectivamente; EPM=0,278). No experimento 4 vacas recebendo PF por 21 e 28 dias após a IATF tiveram maior (P<0,05) taxa de prenhez (50,38%) quando comparadas com os outros tratamentos agrupados (42,38%). Não foi detectado diferença entre os tratamentos PF21 (50,99%) e PF28 (49,81). Os resultados em conjunto mostram que apesar de suplementação com PF não alterar a concentração de P4 durante o ciclo estral, aumentou (P<0,05) no D6 no grupo PF em relação aos outros tratamentos e que suplementação por 21 dias foi suficiente para aumentar a prenhez.

Palavras chave: Nelore, P4, luteólise, PF, SF, taxas de prenhez

INTRODUÇÃO

A suplementação com PF pós-parto aumenta o tempo de vida do CL, que pode estar relacionada a capacidade de AG específicos em diminuir a síntese uterina de prostaglandina (Williams & Stanko, 1999; Perry et al., 2005). Os PF aumentam as concentrações séricas de P4, por aumentar a síntese pelo CL (Spicer et al., 1993) ou diminuir o seu catabolismo hepático (Hawkins et al., 1995; Lopes et al., 2009), resultando em aumento das concentrações séricas de P4 em vacas de leite e corte (Lammoglia et al., 2000; Lopes et al., 2009). A utilização de ácidos graxos polinsaturados (PF) em dietas de vacas de corte pode melhorar o desempenho reprodutivo independente de sua contribuição energética (Staples et al., 1998; Lopes et al., 2009). Estratégicas que aumentam a concentração de progesterona (P4) em bovinos após a IA tem sido associadas positivamente a aumentos de taxa de prenhez porque a P4 é necessária para estabelecimento adequado a manutenção da prenhez (Robinson, 1989; Spencer e Bazer, 2004). Lopes et al. (2009) suplementaram vacas Nelore com PF por 16 ou 28 dias pós IA e observaram que suplementação por 28 dias foi eficaz em aumentar as taxas de prenhez enquanto que por 16 dias não. Esse resultado sugere que um possível mecanismo envolvido no aumento da taxa de prenhez com a suplementação com PF seja a alteração do momento da luteólise. A hipótese deste estudo é que suplementação com PF aumenta concentração sérica de P4 e atrasa a luteólise, aumentando a prenhez quando suplementado por mais de 21 dias após a IA. Portando, quatro experimentos foram conduzidos para avaliar o efeito de PF, nas concentrações séricas de P4 ao longo do ciclo estral, na regressão do CL, e desempenho reprodutivo em vacas Nelore.

MATERIAL E METODOS

EXPERIMENTO 1:


A hipótese deste experimento é que suplementação com PF aumenta as concentrações séricas de P4 durante o ciclo estral e atrasa a luteólise. O experimento foi delineado para avaliar os efeitos de PF nas concentrações séricas de P4 ao longo do ciclo estral e a regressão do CL em vacas de corte, e foi realizado entre outubro e novembro de 2008 na fazenda São Joaquim, município de Pardinho/SP. Foram utilizadas 51 vacas Nelore multíparas e não lactantes (ECC 2,89 ± 0,29) efetivamente ovuladas (de um total de 59 vacas sincronizadas), distribuídas aleatoriamente em 12 piquetes de Brachiaria brizantha (aproximadamente 4 vacas por piquete). Os piquetes foram designados aleatoriamente para receber 0,2Kg por vaca/dia de um suplemento mineral acrescido de 0,1Kg/vaca/dia de uma fonte protegida de PF (PF; Megalac-E®, QGN, RJ, Brasil) ou de SF (SF; Megalac®, Church&Dwight, Company, New jersey, USA), ou 0,1Kg de caolin/vaca/dia (controle; substancia ruminalmente inerte). Os tratamentos foram fornecidos pela manhã em cochos com espaçamento linear de 1m/vaca.

A composição nutricional dos tratamentos esta descrita na Tabela 1. Os suplementos SF e PF foram isoenergéticos e isoprotéicos, diferindo apenas no perfil de AG. Vacas de todos os tratamentos foram submetidas ao mesmo protocolo de sincronização de ovulação. Tratamentos foram fornecidos por 20 dias, a partir do ultimo dia do protocolo (D0), conforme descrito na Figura 1. O protocolo utilizado foi o descrito por Meneghetti et.al. (2009): D-11 inserir dispositivo intravaginal contendo P4 (CIDR® Pfizer Saúde Animal, São Paulo, Brasil) + aplicação i.m. de 2,0mg de benzoato de estradiol (Estrogin®, Farmavet, São Paulo, Brasil); no D-4 aplicação i.m. de 12,5mg de dinoprost trometamina (Lutalyse®, Pfizer Saúde Animal, São Paulo, Brasil); no D-2 aplicação i.m. de 0,5mg de cipionato de estradiol (ECP®, Pfizer Saúde Animal, São Paulo, Brasil) + retirada do CIDR®, 48h após o ECP foi aplicado 1 mL de GnRH (100 μg, i.m., gonadorelina, Fertagyl, Intervet/Schering-Plough Animal Health, São Paulo, Brasil) visando maior sincronia no momento da ovulação. Foram definidas como vacas ovuladas ao protocolo as que apresentaram P4 crescente entre o dia 2, 4 e 6 após o GnRH. Foram consideradas vacas com ciclo curto, as que ovularam e que tiveram regressão do CL ate o dia 10 do ciclo. Foi considerado luteólise quando a P4 foi inferior a 1ng/ml; foi considerado sem regressão do CL as vacas com P4 > 1ng/ml no dia 20. O ECC foi realizado pelo mesmo técnico no primeiro dia do protocolo de sincronização de acordo com o procedimento descrito por Lowman et al. (1976).

EXPERIMENTO 2:

A hipótese deste experimento é que suplementação com PF diminui a taxa de luteólise após aplicação de prostaglandina no dia 6 do ciclo estral. O objetivo foi avaliar se tratamento com PF diminui a sensibilidade do corpo lúteo de 6 dias à prostaglandina exógena, e foi realizado entre novembro e dezembro de 2008 na fazenda São Joaquim, município de Pardinho/SP. Foram utilizadas 43 vacas Nelore multíparas e não lactantes (ECC 2,91 ± 0,43 ) efetivamente ovuladas (inicialmente sincronizadas 53 vacas), distribuídas aleatoriamente em 12 piquetes de Brachiaria brizantha (aproximadamente 4 vacas por piquete). Os piquetes foram designados aleatoriamente para receber PF, SF, ou controle. Os tratamentos foram fornecidos pela manhã em cochos com espaçamento linear de 1m/vaca. A composição nutricional dos tratamentos esta descrita na Tabela 1.

Os suplementos SF e PF foram isoenergéticos e isoprotéicos, diferindo apenas no perfil de AG. Vacas de todos os tratamentos foram submetidas ao protocolo de sincronização de ovulação utilizado no experimento 1. Tratamentos foram fornecidos por 8 dias, a partir do dia 0. No dia 6 do experimento todas as vacas receberam uma injeção de prostaglandina (i.m. 12,5mg de dinoprost trometamina, Lutalyse), visando regressão do CL, conforme descrito na Figura 2. O protocolo utilizado foi semelhante ao descrito anteriormente. A ovulação foi definida como sendo as vacas que apresentaram P4 maior que 1ng/ml no dia 6. Foi considerado luteólise o momento em que a P4 foi inferior a 1ng/ml e se manteve baixa; foi considerado sem regressão do CL vacas com P4 > 1ng/ml 48h após a aplicação da prostaglandina.

EXPERIMENTO 3

A hipótese deste experimento é que suplementação com PF diminui a incidência de ciclo curto em vacas Nelore pós parto. 30 O objetivo deste experimento foi avaliar se o tratamento com PF minimiza ciclo curto de vacas após a primeira ovulação pós parto, e foi realizado em Abril de 2009 na fazenda Campo Novo, município de Alcinopolis/MS. Foram utilizadas 27 vacas Nelore multíparas com 30-40dpp (ECC 2,9 ± 0,3) efetivamente ovuladas (inicialmente sincronizadas 46 vacas), distribuídas aleatoriamente em 8 piquetes de Brachiaria brizantha. Os piquetes foram designados aleatoriamente para receber PF ou controle. Os tratamentos foram fornecidos pela manha em cochos com espaçamento linear de 1m/vaca. A composição nutricional dos tratamentos está descrita na Tabela 1. Os bezerros foram removidos de suas mães por 48h e aplicou-se 1 mL de GnRH (100 μg, i.m., gonadorelina, Fertagyl) imediatamente antes do retorno do bezerros, visando maior sincronia no momento da ovulação. Os tratamentos foram fornecidos por 10 dias, a partir do D0, conforme descrito na Figura 3. A avaliação da ciclicidade foi realizada nos dias -14 e 0 (US1 e 2), sendo considerados em anestro os animais que não apresentaram corpo lúteo em ambos exames, e nos dias 0 e 2 (US2 e 3) determinar a taxa de ovulação (vacas ovuladas/vacas tratadas), foi utilizado o aparelho Aloka, modelo SSD-500, com transdutor linear de 7,5 MHz. Foram consideradas vacas com ciclo curto as vacas que ovularam e que tiveram regressão do CL ate ao dia 10 do ciclo. Foi considerado momento da luteólise quando a P4 foi inferior a 1ng/ml e se manteve baixa.

EXPERIMENTO 4

A hipótese deste experimento é que suplementação com PF por mais de 21 dias aumenta a taxa de prenhez. O objetivo desde experimento foi avaliar se a suplementação com PF aumenta a prenhez quando a suplementação ocorre ate após o momento esperado da luteólise, e foi realizado na Fazenda Novo Horizonte, município de Coxim/MS. Foram utilizadas 1457 vacas Nelore multíparas lactantes com 40-60 dpp (ECC 2,89 ± 0,53), distribuídas aleatoriamente em 28 piquetes de Brachiaria humidicula (aproximadamente 51 vacas por piquete). Os piquetes foram designados aleatoriamente para receber 1 dos 7 tratamentos, que foram oferecidos por 28 dias a partir da IATF (D0); 1) controle do D0- D28 (C: 3 piquetes), 2) SF do D0-D14 e controle do D15-D28 (SF14: 3 piquetes), 3) PF do D0-D14 e controle do D15-D28 (PF14: 6 piquetes), 4) SF do D0-D21 e controle do D22-D28 (SF21: 3 piquetes), 5) PF do D0-D21 e controle do D22-D28 (PF21: 5 piquetes), 6) SF do D0-D28 (SF28: 3 piquetes), 7) PF do D0-D28 (PF28: 5 piquetes). A composição nutricional dos tratamentos esta descrita na Tabela 1. Os suplementos SF e PF foram isoenergético e isoprotéicos, diferindo apenas no perfil de AG. Os tratamentos foram fornecidos pela manha em cochos com espaçamento linear de 1m/vaca. As vacas de todos os tratamentos foram submetidas ao mesmo protocolo de sincronização, conforme descrito na Figura 4. Os bezerros foram separados das vacas por 48h após a remoção do CIDR®, retornando após a IATF. O sêmen (5 diferentes touros) e os inseminadores (8 técnicos) foram igualmente distribuídos entre os lotes de IATF. O numero de piquetes por tratamento foi diferente devido disponibilidade reduzida da fonte de SF. A taxa de prenhez foi definida como a porcentagem de fêmeas gestantes dividido pelo total de fêmeas tratadas. O diagnostico de gestação foi realizado 28 dias após a IATF, com aparelho Aloka, modelo SSD-500, com transdutor linear de 7,5 MHz.

COLHEITA DAS AMOSTRAS DE SANGUE PARA DOSAGEM DE PROGESTERONA


No experimento 1 as amostras de sangue foram colhidas nos dias 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 15, 16, 17, 18, 19 e dia 20, entre 8 a 10hs após o oferecimento da suplementação, na veia coccígea em tubos com vácuo sem anticoagulante. No experimento 2 as amostras de sangue foram colhidas no dia 3 e a partir do d6 as 0h (antes da aplicação da prostaglandina), e as 12, 24, 36 e 48h após a aplicação; na veia coccígea em tubos com vácuo sem anticoagulante, e as colheitas aconteceram 1h e 13h após a ingestão do suplemento. No experimento 3 as amostras de sangue foram colhidas nos dias 7, 8, 9 e 10; entre 3 a 4h após o oferecimento da suplementação, na veia coccígea em tubos com vácuo sem anticoagulante. Após as colheitas, o sangue foi imediatamente colocado em gelo na posição vertical e até completar 24 h, mantido em refrigerador a 4°C. As amostras foram centrifugadas a 1500 g por 10 minutos à temperatura ambiente, para separação do soro. As amostras de soro foram armazenadas em freezer a -20°C até a realização das dosagens.

DOSAGEM DA PROGESTERONA SÉRICA

As dosagens de P4 foram realizadas no Laboratório de Endocrinologia da Faculdade de Medicina Veterinária da UNESP – Araçatuba. As concentrações de P4 séricas foram determinadas nas amostras de soro com o Kit de radioimunoensaio em fase sólida (Coat-a-countâ - Diagnostic Products Corporation, Los Angeles, CA, EUA). As amostras do experimento 1 foram processadas em 4 ensaios a sensibilidade dos ensaios foi de 0,1 ng/ml. O coeficiente de variação (CV) intra-ensaios médio foi de 3,77% e o CV interensaio de 5,54%. Para o experimento 2 as amostras foram processadas em 2 ensaios, sendo o CV intra-ensaio médio foi de 6,98% e o CV interensaio de 7,19%. No experimento 3 as analises foram realizadas em um único ensaio, e o CV intra-ensaio foi de 4,72%.

ANÁLISE ESTATÍSTICA

Concentrações de P4 (Experimento 1, 2 e 3) e dia da luteólise (Experimento 1) foram analisadas com o PROC MIXED do SAS (SAS Inst., Inc.,Cary, NC) e o método Satterhwaite para determinar os graus de liberdade do denominador para os testes de efeitos fixos. O modelo utilizado continha os efeitos de tratamento, dia, e a interação. Os dados foram analisados usando lote(tratamento) e vaca(lote) como variáveis aleatórias. O termo especifico para a opção de medidas repetidas foi o dia, e a estrutura de covariância utilizada foi auto-regressiva, que resultou no melhor modelo para essas analises de acordo com o critério de informação Akaike. O modelo utilizado para analise do dia da luteólise no Experimento 1 continha somente os efeitos de tratamento. Esses dados foram analisados usando lote(tratamento) e vaca(lote) como variáveis aleatórias. O modelo utilizado para analise dos dados de p4 combinados entre o Experimento 1 e 2 continham os efeitos de tratamento, experimento, e interação. Os dados foram analisados usando lote(tratamento x experimento) e vaca(lote) como variáveis aleatórias. Agruparam-se os dados, pois foi realizado nas mesmas vacas, divisão de lotes, tratamento, protocolo de sincronização e os experimentos foram realizados na mesma época do ano. Os dados binários (taxa de luteólise no experimento 2 e 3, e taxa de prenhez no experimento 4) foram analisados com o PROC GLIMMIX do SAS. O modelo continha os efeitos de tratamento.

Os dados foram analisados usando lote(tratamento) como variáveis aleatórias. Foi considerada diferença estatística quando P<0,05, e tendência quando o valor foi de P>0,05 e <0,1. Dados de prenhez e taxa de luteólise são descritos como médias aritméticas enquanto concentração de P4 e dia da luteólise são descritos como média dos quadrados mínimos. Os resultados foram separados usando a opção PDIFF (Experimento 1, 2, 3 e 4) ou contrastes ortogonais (Experimento 4). Esses contrastes foram C1 (C+PF14 vs PF21+PF28); C2 (C+SF14 vs SF21+SF28); C3 (PF21+PF28 vs SF21+SF28); C4 (PF21+PF28 vs todos os outros tratamentos). Resultados são descritos de acordo com o efeito de tratamento se as interações não foram significativas, ou de acordo com a interação de maior ordem detectada.

RESULTADOS

EXPERIMENTO 1: Não foi detectado efeito de tratamento na concentração sérica de P4 ao longo do ciclo estral (Figura 5) e no dia da luteólise (17,5; 16,0; e 17,2 dias para controle, SF e PF respectivamente; EPM=0,64).

EXPERIMENTO 2: Não foi detectado efeito do tratamento na taxa de luteólise à aplicação de prostaglandina no D6 (57,1%; 76,9% e 62,5%, nos grupos controle, SF e PF respectivamente). Não foi detectado efeito de tratamento na concentração media de P4 após a aplicação da prostaglandina do dia 6 (1,74; 1,18; 1,65; para controle, SF e PF respectivamente; EPM=0,243; Figura 6). Para aumentar o poder da análise estatística agruparam os dados de P4 no D6 dos animais do experimento 1 e 2 (antes da aplicação da prostaglandina). Foi detectado aumento da concentração sérica de P4 (P=0,01) no grupo tratado com PF em relação ao SF e controle (4,45; 3,25; 3,48 ng/ml, respectivamente; EPM=0,278).

EXPERIMENTO 3: Não foi detectado efeito de tratamento com PF na incidência de ciclo curto (46,2%; e 42,9% nos grupos controle e PF respectivamente, P>0,05).

EXPERIMENTO 4: Não foi detectado efeito de tratamento (P>0,05; Tabela 2) quando todos os tratamentos foram comparados individualmente entre si com a opção PDIFF. Contudo suplementação com PF por mais de 21 dias aumentou a taxa de prenhez em relação à suplementação de SF pelo mesmo período (P=0,02; Tabela 2), e também em relação a todos os outros tratamentos (P<0,01; Tabela 2).

DISCUSSÃO

Suplementação com PF pós ovulação em vacas não inseminadas não alterou a concentração sérica de P4 durante o ciclo estral e o momento da luteólise (experimento 1), e também não alterou a sensibilidade do corpo lúteo a prostaglandina exógena (experimento 2) e endógena (experimento 3). Quando as vacas do experimento 1 e 2 foram agrupadas, as que receberam PF tiveram maiores (P=0,01) concentrações de P4 no D6 em relação aos demais tratamentos. A suplementação com PF por mais de 21 dias pós IATF aumentou a taxa de prenhez. Estes dados em conjunto mostram que o mecanismo pelo qual o PF aumenta a taxa de prenhez deve ser por meio do aumento da concentração de P4 no desenvolvimento inicial do embrião e também por uma possível melhoria na comunicação entre embrião e a mãe no período de reconhecimento materno/fetal (Mattos et al., 2002).

No experimento 1 e 2 em desacordo com Lopes et al. (2009) não foi detectado efeito de tratamento com PF na concentração sérica de P4, o que pode ser devido ter sido realizada neste estudo apenas uma colheita de sangue diária, enquanto no anterior foi realizado colheita seriada. Alguns autores, independente do momento da colheita em relação ao momento da suplementação, detectaram efeito da suplementação com AG na concentração de P4. Spicer et al. (1993), verificaram que vacas holandesas (n=14) suplementadas com Megalac® do parto até 84 dias pósparto tiveram maiores concentrações séricas de P4 entre o 10 e 11º dia do primeiro e terceiro ciclo estral pós parto. Staples et al. (1998) também detectaram aumento de P4 quando os animais foram suplementados com PF. Talavera et al. (1985) suplementaram novilhas com gordura a base de sementes de girassol, e verificaram que a concentração sérica de P4 aumentou durante o terço final da fase luteínica (10- 16 dia), concluindo que dietas hiperlipídicas poderiam alterar a síntese de P4 pelo CL ou alterar seu metabolismo luteínico. Hightshoe et al. (1991) trabalhando com vacas de corte, verificaram que animais suplementados com Megalac® (0,5% do peso vivo; PV médio foi de 582Kg) apresentaram maiores concentrações séricas de P4 entre os dias 6 e 8 do ciclo estral. Hawkins et al. (1995) trataram vacas primíparas de corte (n=11) com Megalac® (282,0 g/dia) a partir do 12º e 13º dia do terceiro ciclo estral pós-parto e observaram que as concentrações séricas de P4 eram maiores antes da remoção dos ovários, e que após a remoção dos mesmos a metabolização da P4 demorou maior tempo para acontecer no grupo tratado com Megalac® quando comparado ao grupo controle. Dados de Bilby et al. (2006) mostraram que animais suplementados com PF não tiveram aumento da concentração plasmáticas de P4 e De Fries et al. (1998) também não encontraram diferenças nas concentrações séricas de P4 nos grupos recebendo 3,7 ou 5,2% de gordura. Em desacordo com a maioria da literatura, Robinson et al. (2002) verificaram decréscimo na concentração de P4 quando os animais foram suplementados com PF. Os resultados contraditórios podem ser devido as dosagens utilizadas, os momento da colheita de sangue, a fase do ciclo, e os animais utilizados. O aumento da concentração sérica de P4 de vacas suplementadas com gorduras pode ser devido ao aumento da produção da P4 (Spicer et al., 1993), ou devido a diminuição da metabolização hepática da P4 (Hawkins et al, 1995; Lopes et al., 2009).

Não foi detectado efeito de tratamento na luteólise natural (experimento 1 e 3) ou após a aplicação de PGF no dia 6 do ciclo estral (experimento 2), diferente de hipótese proposta e a incidência de ciclo curto (48,8%) ficou abaixo do encontrado por Sá Filho et al. (2006) que relataram a incidência de 79,0% de ciclo curto em vacas Bos indicus no primeiro ciclo estral pós-parto. Williams & Stanko (1999) sugerem que o possível mecanismo pelo qual os PF aumentam a concepção seria devido o aumento do tempo de meia vida do CL, atrasando a luteólise. Lopes et al. (2009) mostraram que em animais suplementados por apenas 16 dias após a IA não foi detectado aumento de prenhez, enquanto que a suplementação por 28 dias após a IA aumentou de 39,1 para 50,0% a taxa de prenhez, sugerindo efeito dos PF entre 16 e 28 dias pós IA reduzindo a morte embrionária precoce. Burke et al. (1997) sincronizaram a ovulação de 341 vacas (GnRH – 7d – PGF2α) e detectaram que as concentrações séricas de P4 dois dias após a aplicação da PGF foram maiores nas vacas suplementadas com PF, sugerindo atraso na luteólise provavelmente por diminuição da sensibilidade do CL à PGF2α. Staples et al. (1998) relatam que animais suplementados com PF, e que receberam PGF2α no dia 16 do ciclo estral tenderam a apresentar luteólise atrasada em relação ao grupo controle (19,3 vs. 18,1 dias respectivamente). Os mesmos autores citam que quando suplementaram vacas com caroço de algodão, aumentou o tempo de meia vida do CL quando comparados ao grupo controle (15,3 vs. 7,2 dias respectivamente). Petit e Twagiramungu (2006) e Wathes et al. (2007) mostraram que a suplementação com lipídeos aumenta a síntese de substâncias luteotróficas (PG série 3), que poderiam proteger o CL da ação endógena de PG. Staples et al. (1998) também sugerem que os PF podem diminuir a sensibilidade do CL as PGF2α, o que aumenta o tempo de vida do CL e diminui a incidência de ciclos curtos em vacas suplementadas com PF.

Os resultados observados neste estudo foram em vacas sem a presença de embriões, o que pode explicar estas diferenças, já que PF podem atuar no desenvolvimento do embrião e estes no atraso da luteólise, Santos et al. 2009 verificaram que animais sem embrião com maior concentração de P4 tiveram maior resposta em PGFM a aplicação de ocitocina. Apesar de não ter sido detectado efeito de tratamento na concentração sérica de P4 durante o período avaliado, quando as vacas do experimento 1 e 2 foram agrupadas verificou-se aumento (P=0,01) da concentração de P4 no D6 nos grupos tratados com PF em relação aos outros tratamentos (controle e SF). Esta informação é importante, pois esta de acordo com dados de trabalho com colheita seriada de sangue (Lopes et al., 2009) e pode ser um fator que contribui para a maior prenhez no grupo PF. Estes resultados estão de acordo com Demétrio et al. (2007) que mostraram que a P4 é importante no desenvolvimento embrionário antes do sétimo dia da IA, com Stronge et al. (2005) que também mostraram que baixas concentrações de P4 entre o quinto e sétimo dia pós IA estavam associados a baixa fertilidade e com Mann et al. (2006) que suplementaram animais cinco dias após a IA com P4 e tiveram melhor desenvolvimento embrionário. Lopes et al., 2009 também verificaram efeito de suplementação com PF em receptoras de embrião e Demétrio et al. (2007) não verificaram efeito da concentração de P4 no dia 7 na concepção em receptoras de embrião. Dados em conjunto sugerem que a suplementação pode ter ação direta no embrião, aumentando sua manutenção e a concepção.

No experimento 4 os animais suplementados com PF por 21 ou 28 dias tiveram maior prenhez que os outros tratamentos, e não foram diferentes entre si, sugerindo que o efeito da suplementação seja próximo da luteólise. Estes dados estão de acordo com o observado por Lopes et al. (2009) que verificaram efeito da suplementação quando realizada por mais de 16 dias pós IATF. Haggarty et al. (2006) mostraram em seu trabalho a importância dos AGE na composição dos embriões (humanos), em que embriões suplementados com PF tiveram melhor desenvolvimento. Kojima et al. (1997) verificaram que doadoras (suínas) quando suplementadas com PF tiveram maior desenvolvimento inicial (d6) dos embriões (maior números de células) em relação ao grupo controle. Fouladi-Nashta et al. (2007) verificaram que animais suplementados com gorduras tiveram maior taxa de clivagem e produção de blastocistos de embriões de vacas leiteiras. Guardieiro (2008) quando suplementou doadoras de embrião com Megalac-E não verificou melhora na qualidade dos embriões tratados. Como não foi observado aumento de prenhez no grupo suplementado com PF por 14 dias, o provável melhor desenvolvimento inicial não foi suficiente para aumentar a prenhez, sugerindo outro mecanismo. Não foi detectado efeito de suplementação com PF em vacas sem presença de embrião na luteólise natural (experimento 1 e 3) ou após aplicação de prostaglandina (experimento 2) porem verificou-se aumento da concentração de P4 no dia 6 no grupo suplementado com PF em relação ao controle e SF e aumento da taxa de prenhez quando suplementou por mais de 21 dias, o que mostra que este modelo com ausência de embrião não permite concluir que atraso da luteólise seja o mecanismo para o aumento da prenhez detectada no experimento 4, já que a ação dos PF pode ser no desenvolvimento do embrião, e este inibir a luteólise.

CONCLUSÃO

Suplementação com PF aumentou a concentração de P4 no sexto dia após a ovulação, o que pode contribuir para o desenvolvimento inicial do embrião. Suplementação com os PF durante o momento crítico da luteólise (entre o 14º e 21º dia pós IA) aumentou as taxas de prenhez.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Figura 1: Diagrama esquemático do delineamento experimental; foram utilizadas 51 multíparas secas da raça Nelore efetivamente ovuladas; o protocolo para sincronização da ovulação: D-11 dispositivo intravaginal contendo P4 + benzoato de estradiol; D-4 dinoprost trometamina; D-2 cipionato de estradiol + retirada dispositivo intravaginal, após 48 horas + GnRH, gonadorelina; as vacas foram aleatoriamente distribuídas em 12 lotes e designadas a receber um dos três tratamentos (Controle, SF e PF); as colheitas de sangue foram realizadas do D2 ao D14 com um intervalo de 48 h (8-10 após a ingestão do suplemento) e do D15 ao D20 do ciclo estral foram realizadas colheitas diárias (8-10h após a ingestão do suplemento), o D0 foi considerado o dia da ovulação (aplicação do GnRH), Pardinho-SP. Figura

Figura 2: Diagrama esquemático do delineamento experimental; foram utilizadas 43 multíparas secas da raça Nelore efetivamente ovuladas; o protocolo para sincronização da ovulação: D-11 dispositivo intravaginal contendo P4 + benzoato de estradiol; D-4 dinoprost trometamina; D-2 cipionato de estradiol + retirada dispositivo intravaginal, após 48 horas + GnRH, gonadorelina; as vacas foram aleatoriamente distribuídas em 12 lotes e designadas a receber um dos três tratamentos (Controle, SF e PF); as colheitas de sangue foram realizadas no d3 e d6, para determinação das vacas efetivamente ovuladas; e no D6 foi realizada uma colheita de sangue antes da aplicação da PG, e ate ao D8 foram realizadas colheitas de sange com intervalos de 12 h, Pardinho-SP.

Figura 3: Diagrama esquemático do delineamento experimental; foram utilizadas 27 vacas multíparas lactantes (30-40 dpp) da raça Nelore efetivamente ovuladas; o protocolo para sincronização da ovulação consistiu em: RB (remoção de bezerros por 48 horas); GnRH (gonadorelina). No dias -14 e 0 foram realizados US (US1 e 2, respectivamente) para a confimação do anestro; nos dias 0 e 2 foram realizados US (US2 e 3, respectivamente) para determinar a taxa de ovulação. As vacas foram aleatoriamente distribuídas em 7 lotes e designadas a receber um dos dois tratamentos (Controle ou PF); foram realizadas colheitas de sangue diárias do D7 ao D10, cerca de 3-4h após a ingestão do suplemento, Alcinópolis/MS.

Figura 4: Diagrama esquemático do delineamento experimental; foram utilizadas 1437 vacas multíparas lactantes da raça Nelore (40-60dpp); o protocolo para IATF consistiu em: D-11 dispositivo intravaginal contendo P4 + benzoato de estradiol; D-4 dinoprost trometamina; D-2 cipionato de estradiol + retirada dispositivo intravaginal, remoção de bezerros (RB) por 48 horas imediatamente após a IA; as vacas foram aleatoriamente distribuídas em 28 lotes e designadas a receber um dos sete tratamentos (Controle, SF e PF); após 28 dias da IA foi realizado um diagnostico de gestação, Coxim- MS, 2009.

Figura 5: Concentração sérica de P4 durante o ciclo estral de animais suplementados com os tratamentos: Controle, SF e PF, colheitas de sangue foram realizadas do D0 até ao D20 do ciclo estral para verificar as concentrações séricas de P4, Pardinho-SP, 2008.

Figura 6: Concentração sérica de P4 do dia 3 ao dia 8 do ciclo estral de animais suplementados com os tratamentos controle, SF e PF, colheita de sangue no D3 foi realizada para determinar a taxa de ovulação das vacas, no D6 aplicação de PG foi realizada para induzir a luteólise, colheitas de sangue do D6 antes da aplicação ao D8 (12 em 12 horas), Pardinho-SP, 2008.

CAPÌTULO 3

CONLUCSÕES GERAIS E IMPLICAÇÕES

O objetivo da pecuária é obter maior lucratividade e para isto deve-se trabalhar para melhorar os resultados e diminuir o custo da produção. A suplementação com 100g/d/vaca de Megalac-E® por 21 dias após a IA é eficiente em aumentar as taxas de prenhez, podendo ser usada estrategicamente. Suplementação por 21 dias é suficiente para obter resposta á suplementação com Megalac E, podendo viabilizar melhor a técnica, pela diminuição do custo e possibilidade de maior retorno econômico.

 

 
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