Berne um inimigo do rebanho

Publicado: 16/01/2012
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A mosca Dermatobia hominis, cuja fase larval, no Brasil, é denominada por berne, encontra-se distribuída desde o sul do México, na América Central, e em todos os países das Américas do Sul.

No Brasil, encontra-se distribuída em quase todos os Estados, variando de intensidade de acordo com as condições climáticas e altitudes. O berne, uma vez presente nos animais causa a chamada miíase furuncular ou dermatobiose, que se caracteriza pela formação de nódulos no hospedeiro, com a presença de uma ou mais larvas no interior. Ocasionalmente, abscessos subcutâneos, alem de postura de ovos pela Cochlimyia hominivorax, mosca da bicheira, o que determinaria o estabelecimento de uma miíase primaria.

Nas propriedades rurais, a D. hominis ataca preferencialmente os bovinos, entretanto, outros animais domésticos podem ser parasitados como, o cabrito, o cão, o eqüino, o búfalo, o porco, enfim todos os animais de sangue quente inclusive o homem.

 

Mosca Dermatobia hominis

 

Berne

 

CICLO BIOLOGICO

A D. hominis possui um aspecto curioso no hábito de depositar ovos, pois ela, precisa de um outro inseto, geralmente outra mosca, como vetor de seus ovos, para levar o berne até o hospedeiro e iniciar assim, seu ciclo biológico.

O ciclo de vida da mosca do berne é estritamente rural e nele devem-se distinguir as chamadas fase doméstica e fase selvagem. A fase domestica se realiza entre os bovinos e os vetores de seus ovos, onde se observa um grande numero de animais com alto grau de infestação. A fase selvagem ocorre em áreas de bosques com bovinos em volta, onde, tanto o número de animais infestados, quanto o grau de infestação, é baixo.

O homem desempenha um papel importante na sua manutenção e disseminação, pela convivência com o parasitismo, pelo comercio de animais infestados, pela transferência de animais com berne para regiões livres deste e, pela manutenção de invernadas sujas e de animais infestados na propriedade.

PREJUIZOS

Os prejuízos econômicos à pecuária se traduzem pela redução na produção de carne, de leite, retardo do crescimento, pré disposição às enfermidades diversas e, danos parciais ou totais nos couros, os quais, ainda acarretam prejuízos às indústrias calçadistas e produtos afins.

Não se têm os valores exatos dos prejuízos causados pelo berne, mas sabe-se que são de grande monta. Para se ter um exemplo, basta citar que animais com 20 a 40 bernes, chegam a perder entre 10 a 15% de peso. Vacas leiteiras infestadas por 50 bernes reduzem de 16 a 24% suas produções de leite. Peles com 10 a 20 perfurações em sua região nobre perdem de 30 a 40% de seu valor comercial.

O berne só não causa maiores prejuízos, porque sua presença em grande numero nos animais, leva ao surgimento de lesões abertas de extensões variadas, com a presença de sangue ou secreção purulenta e atraindo outras moscas, o que leva o produtor a tratá-la, ainda que de forma empírica. Neste caso, o tratamento mais usual tem sido a aplicação de medicamento cicatrizante, resolvendo assim, somente o problema da lesão, não atuando de forma preventiva.

CONTROLE

É difícil estabelecer normas para erradicar a D. hominis, pois haveria a necessidade de se controlar não só os hospedeiros domésticos, mas também os silvestres e os vetores. Em relação ao controle biológico pode-se afirmar que ainda não foram encontrados, bactérias, vírus, parasitas, predadores eficiente e aplicáveis na pratica.

O controle desta mosca se faz quase que exclusivamente por meio de produtos químicos, visando o estagio larval (berne) que se realiza no hospedeiro, ocasião em que a maior parte dos danos já não tem mais como ser revertida.

Atualmente, entre os produtos mais usados estão os organofosforados, as ivermectinas (endectocidas), os piretróides e outros, entretanto, os resultados obtidos nem sempre são satisfatórios, devido às variações e peculiaridades de cada propriedade.

O tratamento ao berne pode ser associado ao tratamento de outras parasitoses, pensando nisso o Laboratório Microsules Uruguai colocou no mercado o IVERMIC PREMIUM (ivermectina 3.15%) com ação prolongada que protege seus rebanhos até 140 dias contra os bernes, 50 a 75 dias contra nematódeos gastrintestinais e pulmonares e 50 a 60 dias contra os carrapatos, mantendo dessa forma as pastagens limpas e diminuindo o estresse dos animais, e conseqüentemente aumentando a produção zootécnica de seu rebanho.

 

 

 

 
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