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manejo pragas grãos armazenados

Uso dos produtos naturais no manejo de pragas de grãos de milho e sorgo armazenados - Tendências e perspectivas

Publicado: 15 de fevereiro de 2013
Por: Prates, H.T., Santos, J.P. e Waaull, J.M. da Embrapa Milho e Sorgo, e Oliveira, A.B., Raslan, D.S., Pimenta, L.P.S. e Boaventura, M.A.D. do Depto. de Ouímica, Instituto de Ciências Exatas, Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG-, MG.
Os produtos naturais provenientes de plantas podem ser de potencial interesse no desenvolvimento de novos agentes biocidas para o combate a insetos-pragas. Muitos óleos essenciais reduzem a fecundidade de vários insetos de produtos armazenados e afetam negativamente o crescimento, o desenvolvimento e a reprodução de alguns insetos herbívoros. Na Embrapa Milho e Sorgo, os estudos nessa área estão voltados para a avaliação da atividade inseticida de substâncias de origem vegetal contra insetospragas de grãos de milho e sorgo. Os trabalhos foram iniciados com testes do efeito dos monoterpenos sobre os insetos Sitophilus zeamais, Sitophilus oryzae, Rhyzopertha dominica e Tribolium castaneum. Até o momento, foram realizados os seguintes trabalhos: 1) Evaporação dos monoterpenos (+)-α-Pineno, 1,8-Cineol, (-)-β-Pineno, Limoneno, (-)-α-Pineno, Linalol, Citronelal, Isopinocanfona, Mentol, Citronelol, QTerpineol, visando testes e fumigação; 2) Ação fumigante dos monoterpenos 1,8-cineol e limoneno, dentre aqueles que apresentaram maiores possibilidades para o teste de fumigação (100 % evaporação), sobre as pragas de grãos armazenados submetidas ao vapor das substâncias após um período de 24 horas; 3) Ação por contacto e/ou por ingestão. Nesse ensaio avaliou-se a mortalidade dos insetos ao caminharem sobre papel de filtro impregnado com as substâncias teste após período de 48 h. Posteriormente, foram realizados testes por ingestão e/ou contato em grãos, com as mesmas espécies. Nesse caso, as pragas foram confinadas, juntamente com grãos de trigo impregnados com a substância pura e em diferentes diluições, sendo feitas anotações da mortalidade 48 h após o contato dos insetos com os grãos. Na continuidade desse trabalho, os extratos de folhas de angico (Anadenanthera peregrina), carqueja (Baccharis genistelloides), araticum (Annona crassiflora) e de "neem tree" (Azadirachta indica) foram testados. Dos resultados observados podemos concluir que os monoterpenos cineol e o limoneno, componentes de óleos essenciais de Eucaliptus globulus e E. camaldulensis, e na casca de Citrus auratium, possuem grande ação inseticida, sendo letais para o R. dominica e T. castaneum. Essas substãncias são tóxicas via penetração na cutícula do inseto (efeito de contacto), pelo sistema respiratório (efeito fumigante) e/ou pelo aparelho digestivo (efeito de ingestão). O limoneno controlou mais o T. castaneum do que o R. dominica. O teste de contato dos insetos com grãos foi mais sensível do que com papel de filtro. Suporte financeiro: EMBRAPA, FAPEMIG, CNPq.
 
*** O Trabalho foi originalmente publicado pela Embrapa Milho e Sorgo/1998.
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