Discussão criada em 31/01/2012

Micotoxinas: crescimento real ou está se dando mais atenção ao assunto?

Boa tarde meus caros, gostaria de lançar uma discussão acerca das micotoxinas para agregar mais conhecimento a todos e intercambio de informações:

Há como perceber lendo sobre o assunto que a incidência de micotoxinas tem aumentado nos últimos anos. Este crescimento é real ou está se dando mais atenção ao assunto?

gostaria que os caros profissionais que aqui estão participassem dessa discussão, obrigado

Fabio Ricardo Lopes
Fabio Ricardo Lopes
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Luiz Celso Hygino Da Cruz Luiz Celso Hygino Da Cruz
- Prof.Titular e Prof. Emérito de Micologia e Micotoxicologia.
31 de Janeiro de 2012

Talvez as duas coisas. Na década de 60, quando as aflatoxinas foram descobertas, as micotoxinas já eram conhecidas há muito tempo, mas nao se dava atençao a elas, era com se nao existissem. Com as aflatoxinas, o interesse da comunidade científica mundial cresceu de forma exponencial. A pequenos intervalos de tempo, novas micotoxinas eram descobertas e suas relações com patologia animal foi sendo determinada. O interesse sobre essas substâncias tóxicas foi num crescente e a literatura sobre elas foi se avolumando. Ao lado disso, a produçao de graos também foi crescendo de forma impressionante, especialmente no Brasil, aumentado as chances de surgimento das micotoxinas. Na década de 80, pouco se falava sobre essas substâncias, até que em S. Paulo, foi criado um grupo liderado pela Dra Myrna Sabino e Ademar Purchio, do qual fiz parte, para estudar e também estimular novos profissionais a trabalharem nessa área. O grupo foi crescendo e diversos laboratórios de análises foram implantados em diversos estados. Sem esquecer das faculdades de Veterinária que, ensinando sobre o assunto em disciplinas de Micologia, passaram a formarvprofissionais com conhecimentos básicos sobre o tema. Em consequência, hoje também há muito mais laboratórios, inclusive particulares, analisando ou estudando micotoxinas. Entao, meu caro Fabio, aumento da produçao de graos, maior número de animais sendo alimentados com raçao e maior número de profissionais conhecendo o problema... resultado: maior crescimento das informações sobre o assunto.

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Reuel Gonçalves Reuel Gonçalves
Pós-gradução em Veterinária
1 de Fevereiro de 2012

Concordo com o Colega Luiz Celso, e acrescento que outro fator que tem chamado à atenção sobre o tema das micotoxinas é a maior atenção dos veterinários que atendem as propriedades na área de reprodução, principalmente as com atividade leiteira ou que suplementam animais a cocho.
Com o advento das biotecnologías da reprodução, IATF, TETF, TE, etc, os veterinários começaram dar mais atenção à sanidade dos rebanhos que assistem ou prestam assistência. Toda nova tecnologia possui um custo e quando os índices esperados não são alcançados, os mesmo buscam o porquê. Deste modo a utilização de suplementação mineral obrigatória, e uso de vacinas reprodutivas para prevenção de IBR, BVD, Leptospirose, deslocou as suspeitas de baixos índices para forma de produção e armazenagem dos alimentos, principalmente silagens e ração (grãos).
Com isso, mais material esta sendo enviado aos laboratórios especializados e um índice maior de micotoxinas esta sendo constatado nos alimentos com altas doses das mesmas.
Quando iniciei como clínico em 1988, poucos locais faziam esta analise, e sempre utilizei os laboratórios da ESALQ como referencia. Hoje temos a oportunidade de contar com mais opções e os colegas veterinários estão mais conscientes que este tema deve ser sempre ventilado quando detectamos problemas nos índices produtivos da propriedade assistida. Além disso, empresas do segmento de nutrição como de outras áreas estão desenvolvendo equipamentos, produtos e técnicas para minimizar o aparecimento das micotoxinas nos alimentos.
Atenciosamente
Reuel Luiz Gonçalves
CRMV SP 5595 & CRMV PR 5581/S

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