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Eficiência do protocolo de fermentação em cama de aviário para controle de salmonela

Publicado: 31 de agosto de 2023
Por: Rafaela Lima1, Carolina Fontana2. Centro Universitário Dinâmica das Cataratas, UDC, Brasil.
1. Introdução
O Brasil é caracterizado pela alta produtividade agropecuária, dentro dessas atividades se destaca a avicultura de frango de corte que com o alto consumo e consequente produção, de acordo com a EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias, em 2021 o Brasil alcançou a terceira posição mundial na produção de carne de frango com 14.500 milhões de toneladas e foi o país que mais exportou seus produtos.
A cama de aviário exerce influência na qualidade e produtividade do frango de corte com função de absorver a umidade, diluir excretas e isolamento térmico (Andrade, 2017). A cama pode apresentar agentes oportunistas indesejáveis como a Salmonella sp. (Martins, 2013).
A Salmonella sp. é uma bactéria de grande importância por sua relação com casos de DTA’s (doenças transmitidas por alimentos) em humanos (Silva et al., 2019). De modo geral a contaminação pela bactéria não interfere significantemente na saúde das aves, visto que esse grupo de salmonela é altamente adaptado a viver no hospedeiro, porém em caso de contaminação do intestino pode atingir a circulação sanguínea e ser identificado em outros órgãos, favorecendo a contaminação da carcaça (Ferreira et al., 2022). Sua presença na cama aviária é um comum indicador da presença da bactéria no sistema gastrointestinal da ave (Voss Rech, et al., 2017).
Há vários fatores contaminantes de salmonela como a ração, água, roedores, transporte, equipamentos e o ambiente, tornando difícil o controle de entrada da bactéria em granjas (Voss Rech, et al., 2015). Os casos de contaminação em humanos estão relacionados ao consumo de alimentos de origem animal, principalmente por produtos originados das aves, como os ovos e a carne de frango crua (Vargas et al., 2020).
De acordo com a Instrução Normativa n° 56 de 04 de dezembro de 2007, as camas de aviários que forem identificados problemas sanitários deverão passar por um processo de fermentação, ou outro método aprovado pelo DSA (Defesa Sanitária Animal) e para a reutilização da cama deverá ser assegurado que não há risco potencial ao próximo lote (Brasil, 2007). A fermentação de cama é um processo biológico que consiste em produção de calor, vapor d’água e dióxido de carbono com o enleiramento e cobertura da cama com lona (Rocha, 2017), com o objetivo de reduzir a carga parasitária na cama de aviário e conceder condições sanitárias às aves (Martins, 2013).
Esse trabalho tem como objetivo identificar a presença de salmonelas e a eficiência do procedimento de fermentação biológica em camas de aviário de 156 granjas da região oeste do Paraná.
2. Metodologia
2.1.Coleta de amostras
Entre os meses de junho de 2021 a dezembro de 2022 foram realizadas sorotipagens de amostras de swab de arrasto de cama de aviário positivas para salmonela em 156 galpões nas cidades de Cascavel, Céu Azul, Diamante D’Oeste, Itaipulândia, Matelândia, Medianeira, Missal, Ramilândia, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Toledo e Vera Cruz do Oeste, cidades da região oeste do Paraná. Aos 21 dias do pintainho foi realizado a coleta de swab de arrasto, umedecidos com meio de conservação, para verificação da presença de salmonela, onde o médico veterinário ou assistente técnico responsável pelo núcleo retirou as sapatilhas, utilizou luvas e realizou a assepsia com álcool 70%, colocou-a nos pés e andou em todo aviário.
Imagem 01. Utilização de luvas.
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Imagem 02. Assepsia das mãos.
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Imagem 03. Utilização das sapatilhas propé.
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Imagem 04. Caminhada em diversos pontos da cama.
2.2. Processamento e sorotipagem
Para a análise, o swab de arrasto foi hidratado com 200mL de caldo BHI (Brain Heart Infusion), homogeneizado com stomacher ou de forma manual e incubado em estufa a 35/37°C por 18 a 24 horas. A segunda etapa da análise é o enriquecimento seletivo para isolar espécies de microrganismos específicos, como a salmonela. As amostras foram homogeneizadas manualmente, e em seguida 1mL foi acrescido em 10mL de caldo Tetrationato e 0,1mL em 10mL de caldo Rapapport – Vassiliadis, agitados os tubos enriquecidos e incubados em temperatura de 42 a 43°C por 18 a 24 horas. A terceira etapa é denominada isolamento, os tubos foram agitados com meios seletivos em um agitador tipo vórtex, cada caldo foi estriado em placas de petri contendo meios ágar BGA, ágar MacConkey, ágar Harlequin, seguindo com a técnica de semeadura, seguida da incubação das placas a temperatura de 35 a 37°C por 18 a 24 horas.
Após o período de incubação foram verificados os aspectos das colônias desenvolvidas nas placas para leitura e avaliação. Foram consideradas positivas para salmonela as placas com características: ágar BGA: colônias rosadas; ágar MacConkey: colônias incolores; ágar Harlequin: colônias verdes, em caso de não formação de colônias características para salmonella, a amostra foi definida como negativa para a bactéria.
Os casos que apresentaram características salmonela nas placas de petri realizaram o teste de confirmação bioquímica no equipamento Vitek de rápida identificação de bactérias, um equipamento francês da empresa bioMériuex especializada em diagnóstico in vitro, este equipamento permite a identificação de 64 provas bioquímicas. As placas que confirmaram positividade seguiram com a caracterização antigênica com soros polivalente O e H para avaliar a característica dos microrganismos. Após a caracterização foi utilizado o método Check&Trace, o teste emprega marcadores de DNA que garantem a identificação precisa de mais de 300 sorotipos de Salmonella spp. Após a sorotipagem foi emitido laudo para utilização no abate.
2.3. Fermentação da cama
As amostras de cama positivas para salmonela evidenciaram necessidade de realização do procedimento de fermentação e rebaixamento de cama no intervalo sanitário seguindo o manual descrito pela integradora responsável. Onde os produtores realizaram a primeira queima de penas em toda a cama no primeiro dia após a saída do lote, com esguicho de alta pressão retirou o excesso de poeira dos equipamentos (comedouros, nipple, linhas, canos de carregamento) e lonas consequentemente umedecendo a cama, o produtor realizou montes de cama leirados e aplicou veneno líquido para cascudinho, a base de Cipermetrina, Clorpirifós, Citronelal, Veículo q.s.p., enlonou 100% da cama, no primeiro dia de enlonamento lavou os equipamentos, área de transição entre placa evaporativa e túnel door e estrutura com detergente alcalino, logo após aplicou 300gr de cal por m² nas laterais das leiras e pintou muretas e postes, fechou o galpão por sete dias.
Após todas as ações realizadas, o médico veterinário ou assistente técnico responsável pelo núcleo realizou a coleta do swab de arrasto em todo monte de cama para nova investigação da presença de salmonela. Para liberação e confirmação de eficiência do procedimento de fermentação, fez-se necessário o resultado negativo.
Em caso de resultados negativos foram então retiradas as lonas, o excesso de cama e distribuído o restante em todo aviário, desinfetaram os equipamentos e estrutura, aplicaram 500gr/m² de cal e incorporaram na cama utilizando o equipamento batedor de cama, e a segunda queima de penas. Após todo o procedimento interno, foi feita a aplicação de cal atrás do galpão, composteira e em trajeto de veículos e pessoas.
Imagem 05. Lavagem das lonas.
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Imagem 06. Lavagem de equipamentos.
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Imagem 07. Bobcat realizando montes da cama.
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Imagem 08. Aplicação de veneno para cascudinho.
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Imagem 09. Enlonamento da cama.
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Imagem 10. Aplicação de CAL.
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Imagem 11. Fechamento do aviário.
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Imagem 12. Distribuição da cama.
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Imagem 13. Cama pronta para alojamento.
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2.3.1. Análise positiva para salmonela pós procedimento
De acordo com a Instrução Normativa n° 20, de 21 de outubro de 2016, artigo 30 em caso de pós procedimento a análise de swab de arrasto, realizada pelo assistente técnico ou médico veterinário, confirmar positividade para salmonela deve-se remover e descartar toda a cama, lavagem e desinfecção das instalações e equipamentos. Deve ser realizada uma investigação afim de identificar a fonte de infecção, bem como a adoção de um plano de ação para prevenção de novas infecções. O médico veterinário deverá comprovar ao SVO a realização dos procedimentos (Brasil, 2016).
3. Resultados e Discussão
3.1.Resultados sorotipagem
Foram identificados 23 sorotipos de salmonela na coleta dos 21 dias, sendo Agona, Braenderup, Bredeney, Derby, Give, Havana, Heidelberg, Infantis, Isangi, Javina, Kralingen, Mbandaka, Minnesota, Montevideo, Muenchen, Newport, Oslo, Panama, Saint Paul, Schwarzengrund, Senftenberg, Subespécie entérica e Worthington. Percebe-se uma alta prevalência dos sorotipos Minnesota (37,1%) e Heidelberg (33,3%) consecutivamente, ambas ocorrendo nesse período de tempo, sem predileções por verão/inverno. Salmonella infantis (7,7%), Newport (3,2%), Panama (3,2%) e Subespécie entérica (3,2%) seguem nessa ordem, as demais poucos casos foram encontrados.
A partir do Gráfico 01. pode-se verificar a sorotipagem da coleta do swab de cama, aos 21 dias do pintainho, dos 156 aviários.
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Pandini et al., (2015), identificou em 39 amostras S. Heidelberg com maior frequência, S. Mbandaka, S Newport, S. Schwarzengrund, S. Enteritidis, S. Livingstone e S. Orion em granjas avícolas do oeste do Paraná.
Buosi (2021) afirmou que a S. Enteritidis, S. Typhimurium, S. Heidelberg, S. Senftenberg, S. Minnesota, S. Agona, S. Mbandaka são as mais comuns no Brasil. Na região sul do Brasil Ansiliero et at. (2019) isolou 23 amostras sendo S. Heidelberg predominante na região.
Falabretti et al., (2019) identificou em granjas S. Havana, S. Muenchen, S. Schwarzengrund, S. Bradfort e S. Bredeney.
Caballero (2022) afirmou em seu estudo realizado em três granjas localizadas em Tolima, Colômbia que os sorotipos mais isolados em cama de frango são S. Typhimurium, S. Enteritidis, S. Kentucky e S. Newport.
O presente estudo comparado aos demais apresenta sorotipo similares nas demais pesquisas, sendo compatível com estudos realizados no sul do Brasil. Os estudos realizados em épocas diferentes apontam os mesmos sorotipos.
3.2.Resultados fermentação em cama de aviário
Após a saída do lote os galpões descritos acima, foi realizado em cada núcleo o procedimento de fermentação e rebaixamento, seguindo as orientações da integradora como descrito e após os sete dias de galpão fechado foram realizadas as coletas para avaliar o procedimento. No presente estudo, dos 156 galpões avaliados, 154 obtiveram laudos negativos. Dois galpões, mesmo após o procedimento, obtiveram laudos positivos e aplicaram o plano de ação descrito no art. 30 da IN 20. Conforme demostrado no Gráfico 02.
Gráfico 02. Resultado da análise para Salmonella pós procedimento.
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Durante o procedimento foi realizada a coleta para verificar a ausência de salmonela, porém houve a permanência em dois galpões verificando ser o mesmo sorotipo verificado na primeira coleta do swab de arrasto, assim podendo avaliar que o procedimento foi 98,7% efetivo.
Tazuel (2018), relatou o procedimento de fermentação por cinco dias com taxa de efetividade de 78,9% pós o processo de fermentação, o processo se mostrou mais efetivo que o tratamento de cama duplo onde a fermentação foi feita por três dias e utilizava-se aplicação de soda no chão do aviário, ao redor da leira e na área de biosseguridade e após dez dias era retirada a lona e distribuída a cama.
Voss-Rech et alt., (2017) em seu relato utilizou a fermentação plana de doze dias que se mostrou superior na redução de bactérias aos demais tratamentos utilizados no estudo, como utilização de oxido de cálcio virgem, fermentação plana com oxido de cálcio, cama em repouso sem tratamento e utilização de cama nova sem contaminação e sem tratamento prévio.
Muniz et al. (2022), realizou o estudo de fermentação em cama de aviário com dois tratamentos, T1 sem injeção de amônia e T2 com injeção de amônia. O T2 mostrou-se efetivo na redução de bactérias garantindo a desinfecção da cama decorrente da elevação de amônia.
Kaefer (2020) utilizou modulador biológico ambiental à base de esporos de microrganismos, o BAC TRAT 2A®, para tratamento de salmonela em cama de aviário. Análises anteriores ao tratamento quantificaram salmonela por 2,88 Log NMP/g e após a aplicação do modulador o resultado foi de 0,07 Log NMP/g.
Chang (2020) utilizou o tratamento de cama com ozônio gasoso que apresentou potencial na redução da carga bacteriana com altas concentrações e um longo período de ação.
Inúmeros métodos de tratamento para cama aviária tem sido estudados, como acidificantes, alcalinizantes e processos fermentativos. A escolha do tratamento visa a disponibilidade do produtor, aspectos ambientais e econômicos (Rocha, 2017). O reuso do material é indicado por até seis lotes consecutivos (Campos et al., 2018).
Corroborando com o presente estudo, inúmeros métodos de tratamento vem sendo estudados ao longo dos anos afim de reduzir a carga bacteriana em cama de aviário. O procedimento de fermentação se mostrou efetivo para o tratamento contra a salmonela, similar ao estudo realizado por Tazuel, Voss-Rech e Muniz.
4. Conclusão
Com base nos dados relacionados acima os sorotipos predominantes nas cidades citadas acima foram Salmonella Minnesota e Salmonella Heidelberg, foi possível identificar, também, que o procedimento de fermentação de cama é eficiente como tratamento para a bactéria. Visto que o patógeno é de grande importância tanto para economia quanto para saúde pública sendo necessário procedimentos que consigam eliminar a presença da mesma na produção, não sendo o único procedimento possível de se realizar, porém comprovando sua eficiência.
Publicado originalmente na Revista JRG de Estudos Acadêmicos, Ano 6, Vol. VI, n.13, jul.-dez., 2023. Acesso disponível em: https://revistajrg.com/index.php/jrg 

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