Controle de Salmonella e Clostridium exige estratégia integrada
Publicado:30 de junho de 2026
Por:Marcio Lanzarin - Coordenador de Produtos Conservantes da Safeeds
A biosseguridade é hoje um dos principais pilares da produção animal moderna. Em um cenário em que a avicultura mundial convive com rígidos protocolos sanitários e crescente preocupação com a segurança dos alimentos, controlar microrganismos como?Salmonella?e?Clostridium?tornou-se uma necessidade estratégica para toda a cadeia produtiva.
Segundo?Marcio Lanzarin, Coordenador de Produtos Conservantes da Safeeds, a proteção não pode ficar restrita apenas ao ambiente da granja. Ela precisa começar muito antes, ainda durante a fabricação da ração.
"Quando falamos em biosseguridade, muitas pessoas pensam apenas na granja. Mas a verdade é que ela começa dentro da fábrica de ração. O alimento precisa sair protegido e permanecer seguro até o momento em que será consumido pela ave."
A Salmonella continua sendo um dos maiores desafios da avicultura mundial por seu impacto na saúde animal, na segurança dos alimentos e nas exigências dos mercados consumidores. Já espécies do gênero Clostridium estão associadas a importantes enfermidades entéricas, capazes de comprometer a integridade intestinal, reduzir o desempenho zootécnico e aumentar perdas econômicas.
Para enfrentar esses desafios, a Safeeds desenvolveu o?Programa ProSafe, uma estratégia completa de biosseguridade voltada ao controle microbiológico da cadeia produtiva. O programa reúne monitoramento, rastreabilidade, análises laboratoriais, treinamentos em biosseguridade e tecnologias aplicadas à conservação da ração, atuando desde a fábrica até as granjas e incubatórios. O objetivo é reduzir a pressão microbiológica ao longo de todo o processo produtivo, oferecendo maior segurança para produtores e indústrias.
De acordo com Lanzarin, um dos diferenciais da estratégia está justamente no chamado?efeito residual?da proteção.
"Não basta fabricar uma ração microbiologicamente segura e imaginar que o problema terminou ali. O alimento percorre transporte, armazenamento, silos, comedouros e somente depois será consumido. Por isso, é fundamental que essa proteção permaneça durante todo esse percurso."
Além do uso contínuo como ferramenta preventiva, as tecnologias podem ser incorporadas em diferentes estratégias sanitárias, conforme o desafio enfrentado por cada operação.
"Existem momentos em que a empresa precisa de uma ação contínua de prevenção. Em outras situações, pode ser necessário realizar um tratamento intensivo diante de um desafio microbiológico específico ou até utilizar a tecnologia como ferramenta de desinfecção de linhas de produção, escolhendo fases estratégicas da fabricação da ração. O importante é que cada situação seja avaliada tecnicamente."
Segundo o coordenador, essa flexibilidade permite que indústrias de alimentação animal desenvolvam programas sanitários mais eficientes, reduzindo riscos de contaminação e contribuindo para a manutenção da saúde intestinal das aves.
"Quando protegemos a ração, protegemos também o plantel. Uma estratégia eficiente de biosseguridade reduz desafios sanitários, melhora a qualidade do alimento e fortalece toda a cadeia de produção."
Para Marcio Lanzarin, investir em biosseguridade deixou de ser apenas uma medida corretiva e passou a representar uma vantagem competitiva para as empresas.
"A segurança dos alimentos começa muito antes da chegada ao consumidor. Ela começa na escolha das estratégias adotadas dentro da fábrica, passa pela qualidade da ração e acompanha todo o sistema de produção. É essa visão integrada que faz a diferença para uma avicultura cada vez mais segura, eficiente e sustentável."