Boas práticas de manejo durante a pega de frangos de corte

Publicado: 07/10/2013
Autor/s. : Marília Lessa de V. Queiroz e José Antonio Delfino Barbosa Filho, Núcleo de Estudos em Ambiência Agrícola e Bem-estar Animal (NEAMBE), Universidade Federal do Ceará (UFC), CE.

O setor produtivo de frangos de corte sempre direcionou sua atenção para as áreas de nutrição, sanidade e genética, nem sempre dando a devida importância para áreas diretamente ligadas à qualidade final do produto. Esse é o caso da fase de pega ou captura das aves, parte inicial das chamadas operações pré-aba...

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Reginaldo A De Oliveira Reginaldo A De Oliveira
Gerente de Operações
7 de Outubro de 2013

Senhores, excelente artigo e gostaria de contribuir.
A atividade de frangos de corte é muito estudada e analisada, separada por fases ou etapas do processo produtivo: desde a melhor condição da granjas para matrizes e de ovos, sua qualidade e genética; os aviários de criação e integração, alimentação, conversão alimentar, qualidade de engorda, carcaça, desenvolvimento, mortalidade, biossegurança, ABRIMOS UMA LACUNA, vamos para o recebimento, abate e processamento. Na lacuna aberta está o apanha de aves. Aqui, de forma muito feliz, o artigo passa dar importância. A atividade envolve, como foi visto no artigo, uma série de etapas e procedimentos para o melhor resultado de cada lote abatido (apanhado). Estudos apontam que as reduções por perdas e ou problemas no apanha podem significar um melhor desempenho da agroindústria, por se tratar de milhares de aves apanhadas e abatidas por dia. Se considerarmos valores relativos de danos (percentuais) os indicadores são pequenos, mas ao vislumbrarmos valores absolutos de milhares de aves danificadas e mortas antes do abate, pode representar um grande foco de estudo e sua viabilidade técnica. Atualmente uma empresa em Santa Catarina apanha aproximadamente 1,5 milhões de aves por dia dentro de um processo certificado pela ISO 9001:2008 para atender a estas especificidades técnicas de uma atividade pouco estudada, na busca de melhores resultados para seus clientes. O importante é entender que se olharmos para toda a cadeia produtiva do frango de corte, ainda temos muito a estudar nesta lacuna chamada apanha e ou pega de frangos. Espero ter contribuído e estamos a disposição para a discussão e estudo.

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Jose Nailton Bezerra Evangelista Jose Nailton Bezerra Evangelista
Médico Veterinário
7 de Outubro de 2013

Matéria bastante pertinente, pois como foi ressaltado, todo o esforço para o sucesso do lote pode se acabar antes do abate, confirmando as perdas após as avaliações de aproveitamento rendimento de carcaças, sendo isso valido inclusive aqui no Nordeste brasileiro, principalmente no Ceara, onde o mercado de frango vivo ainda é bastante ativo.

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10 de Outubro de 2013

Obrigado pela contribuição sr. Reginaldo! Temos uma linha de pesquisa voltada exatamente para a detecção e diagnóstico dos pontos críticos durante as chamadas "operações pré-abate" de aves, e trabalhamos para reduzir as perdas e otimizar os processos de manejo nessa fase, que na maior parte das vezes é negligenciada.

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10 de Outubro de 2013
O Ceará é onde as pesquisas do NEAMBE (www.neambe.ufc.br) são realizadas sr. José Nailton, por isso os resultados obtidos destes estudos estão sendo aplicados na prática pelos produtores locais. Temos um grande potencial de produção de frangos de corte no Nordeste, e ao mesmo tempo uma condição ambiental que pode causar sérios problemas de estresse térmico aos animais e aos trabalhadores responsáveis por lidar com estes (durante a pega por exemplo), assim, os desafios são grandes, mas estamos dispostos a enfrentá-los! Obrigado!
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Reginaldo A De Oliveira Reginaldo A De Oliveira
Gerente de Operações
10 de Outubro de 2013

Prezado José Antonio,
Tenho interesse em conhecer o processo de apanha de aves na região e estreitar os laços do conhecimento, compartilhar nossas experiências nesta atividade, mas do frio do SUL do nosso maravilho Brasil. Parabenizo os trabalhos do NEAMBE, observei através do site sugerido, estou lendo cada um deles. O conhecimento nesta atividade precisa ser compartilhado, pois acredito neste potencial emergente para nosso Brasil, sendo no futuro, o celeiro de alimentos e proteínas do MUNDO. Alguns estudos buscam validar condições de melhoria de processos com cunho comercial, é claro que baseado no capitalismo organizacional, não pode deixar de lado os recursos de fomento para desenvolvimento, mas compartilharmos experiências é um desafio neste nosso imenso País. Estou a disposição.

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