Resposta comportamental de frangos de corte alimentados com probiótico

Publicado: 14/02/2019
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O objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento de frangos de corte suplementados com probiótico, já que animais alimentados com probióticos apresentam melhora na saúde intestinal, portanto podem estar em melhores condições de bem-estar.

Para isso, foram alojados 500 pintos de corte com um dia de vida, machos, da linhagem Cobb Slow, distribuídos igualitariamente entre os tratamentos. O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados com dois tratamentos (T1: tratamento controle, sem administração de probiótico comercial e com utilização de antibiótico comercial; T2: suplementação com probiótico comercial, via ração, e sem uso de antibiótico comercial), com cinco repetições de 50 aves cada.

As aves do tratamento 2 foram inoculadas com o probiótico comercial ainda no incubatório, na dosagem de 1 bilhão de UFC/pintinho. Utilizou-se probiótico composto por 3x10E9 UFC/g de Pediococcus acidilactici e 2x10E9 UFC/g de Lactobacillus plantarum, mantido sob refrigeração até o momento de adição na ração.

O bem-estar foi avaliado por dois testes: teste de aproximação (um avaliador entrou no boxe e aguardou 3 minutos, após este tempo esticou os braços e contou quantos animais conseguiu tocar) e teste de apanha (os animais foram levados em grupos de 3 aves para uma região calma, cercada e com diâmetro de 1 metro, após 3 minutos o avaliador tentou segurar as aves, simulando a apanha; atribuíram-se escores variando de 1 a 5).

Os dados foram avaliados utilizando-se o programa estatístico SAS 9.2.

Houve melhoria do bem-estar com a ingestão de probióticos.

Para os testes de aproximação e apanha, as aves que foram alimentadas com dietas contendo antibióticos apresentaram piores resultados, mostrando-se menos calmas.

Em conclusão, o uso de probiótico comercial na ração de frangos ajuda na redução do estresse das aves e, consequentemente, oferece melhores condições de bem-estar, o que pode reduzir as perdas na qualidade do produto final, como arranhões de carcaça ou asas quebradas, já que estas aves são menos agitadas.

Pôster apresentado na Exposição Internacional de Produção e Processamento (IPPE, na sigla em inglês), em Atlanta, EUA.

Autores: ICL Almeida, LTL Vega, ICL Almeida Paz, MR Borges, GHC Chaves, Silva Marconi, Ouros Caio

 
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