A seguinte publicação técnica está relacionada com o evento:
XXII Congresso Latino-Americano de Avicultura 2011

Pré-reprodução Genéticas Galinhas INTA

Análise das fases de pré-reprodução em duas linhas genéticas de galinhas de tipo Campero-INTA

Publicado: 20/10/2011
Autor/s. :
Sumário

Este estudo está dirigido ao período de pré-reprodução de duas linhas maternas de matrizes para a produção de frango Campero INTA (Linhas E e T). foi analisado o período correspondente ao início da fotoestimulação (20 a 24 semanas do ciclo), registrando o índice de crista, a idade da maturidade sexual e a porcentagem de produção no início da produção (24 semanas). Na maturidade sexual (24 semanas), foram encontradas diferenças significativas para índice de crista a favor da linha E (p<0,05), com uma média de 1.183,92 ± 38,60 a respeito da linha T, que alcançou uma média de 960,33 ± 115,63. Ao contrário, a idade da maturidade sexual (postura do primeiro ovo) não apresentou diferenças significativas por linha genética, já que se registrou aos 163 ± 2 dias para a linha E, e aos 164 ± 3 na linha T. A porcentagem de produção a 24 semanas (início de postura) foi de 9,41 ± 2,41 e 6,24 ± 2,05 (para a linha E e T, respectivamente), diferenças não significativas (p>0,05). Dos resultados aqui analisados, deve-se destacar que as frangas da linha E apresentaram uma maior altura de crista. Na etapa analisada, esta situação permitiria projetar uma melhor performance produtiva na linha E com relação a linha T.
Palavras-chave: Avicultura, Pré-reprodução, Maturidade sexual.

Introdução

O manejo do plantel de reprodutores é a atividade avícola que exige maior nível de atenção, já que os erros que se cometem aqui se multiplicam e têm efeitos sobre toda a cadeia de produção, incluindo especialmente o rendimento da progênie (North, 1993). Independentemente dos critérios utilizados para dividir o ciclo destas aves, o importante é que as primeiras etapas da vida marcam o futuro produtivo do animal (Buxadé Carbo, 1988; North, 1993). Nesse sentido, a maturidade sexual e o ínicio da produção de ovos constituem indicadores precoces sobre a evolução do processo prévio, permitindo também inferir o rendimento produtivo futuro do lote (Robinson et al., 2007). Um aspecto de relevância dentro do ciclo é a definição do momento em que acontece a maturidade sexual no lote de aves e o estado físico no qual o alcançam. Trata-se de um fato biológico e, como tal, acontece em determinado momento da vida e sob circunstâncias específicas (Leeson, & Summers, 2000). Se o fenômeno for deixado ao acaso, geralmente as condições em que se produzirá não serão as adequadas para maximizar os rendimentos produtivos (Reddish, 2004). Devido a que os processos fisiológicos envolvidos na função reprodutiva das aves revelam variações relacionadas com a raça ou linhagem genética considerada, no presente trabalho se avalia a fase em início da reprodução em duas linhas parentais diferentes (E e T), a partir das quais se obtém o frango Campero-INTA (Bonino y Canet, 1999).

Materiais & Métodos

O estudo foi realizado no Centro de Multiplicación de Aves de la Estación Experimental Agropecuaria del INTA Corrientes, localizado na Ruta Nacional Nº 12, km 1008, El Sombrero - Corrientes, Argentina. Foi analisado o comportamento de duas linhas genéticas (E e T) de fêmeas destinadas à produção de frangos Campero-INTA, num desenho experimental completamente aleatório. A cria (0 a 6 semanas) se realizou num galpão fechado, com janelas e piso de cimento liso, no qual foram feitas divisões para alojar as aves do ensaio (boxes de 4m de fundo x 3m de largura). No final da sexta semana, as frangas foram trasladadas a um galpão de recria de tipo semiaberto, dividido em 6 currais (3 por cada linha genética). Nas primeiras quatro semanas de vida, a alimentação foi controlada, com quantidades estabelecidas de acordo com um protocolo elaborado sobre a base de trabalhos prévios (Terraes et al., 2010), com um sistema de distribuição diária de ração. Durante o presente estudo, foram utilizadas três rações de tipo comercial, iniciador (0 a 6 semanas), recria (6 a 20 semanas), pré-reprodução (20 semanas até a maturidade sexual).

O estudo abrangeu o período correspondente ao início da fotoestimulação (20 a 24 semanas do ciclo), determinando a idade na maturidade sexual (coleta do primeiro ovo posto no lote), o índice de crista (comprimento da crista por altura, expresso em mm2) e a porcentagem de produção no início da postura (24 semanas). Os resultados foram expressos como média e desvio padrão, e se levou a cabo uma análise da variância para detectar diferenças estatísticas significativas entre as variáveis resposta, com um nível de significância de 5%.

Resultados & Discussão

A idade da maturidade sexual, segundo linha genética, aparece na tabela 1. A análise da variância para maturidade sexual não trouxe diferenças significativas.

Tabela 1. Média e desvio padrão da idade da maturidade sexual (em dias), segundo linhas genéticas

Linha

Idade da Maturidade sexual

DP

T

164a

2

E

163a

3

Letras distintas indicam diferenças estatísticas significativas (p<0,05).

Deve-se destacar que a falta de diferenças significativas no início da maturidade sexual foi constatada levando em conta as linhas genéticas, nas quais intervêm cruzamentos de diferentes raças de aves. Nossos resultados coincidem com os observados por alguns autores, entre eles Robinson & Renema (2003), que não observaram diferenças durante a fase de pré-reprodução, apesar de tratar-se de linhas genéticas diferentes. No entanto, os mesmos autores registraram variações em relação à idade do primeiro ovo, peso corporal e diferenças significativas na produção de ovos a 58 semanas do ciclo (entre outras variáveis), num trabalho em que foram utilizados três programas de alimentação e atribuição de nutrientes, para avaliar os efeitos da superalimentação em fases prévias à entrada da reprodução (Robinson & Renema, 2003).
No presente trabalho, foram constatadas diferenças significativas no índice de crista, a favor da linha E (p<0,05) a 20 semanas do ciclo. Estes resultados são apresentados na tabela 2. 

Tabela 2. Média e desvio padrão do índice de crista (mm2), segundo linhas genéticas. Idade: 20 semanas.

Linha

Média

DP

T

960,33b

115,63

E

1183,92a

38,60

Letras distintas indicam diferenças estatísticas significativas (p<0,05).

Em coincidência com estes resultados, Eitan et al. (1998) constataram uma relação entre o tamanho da crista e a linha genética, no momento da maturidade sexual. Estes autores analisaram os efeitos da genética, fotoperíodo e alimentação sobre o desenvolvimento da crista num experimento com frangas de uma linhagem pesada e uma linha de postura. Os dois grupos experientais foram submetidos a alimentação restrita durante a recria, demonstrando um efeito da genética e da alimentação sobre o peso corporal e desenvolvimento da crista prévio ao início da maturidade sexual. O tamanho dos atributos sexuais exprimiu adequadamente a interação de fatores do meio ambiente e genéticos que culminaram na cascata de eventos que intervieram na entrada na maturidade sexual. A porcentagem de produção a 24 semanas (início de postura) aparece na Tabela 3, na qual se pode constatar que a linha genética E apresentou porcentagens superiores à T, embora estas diferenças não chegaram a ser significativas (p>0,05).  

Tabela 3. Média e desvio padrão da Porcentagem de Produção (%), segundo linha genética. Idade: 24 semanas

Linha

Média

DP

T

9,41a

2,41

E

6,24a

2,05

Letras distintas indicam diferenças estatísticas significativas (p<0,05).

Conclusões

Apesar de que não foram encontradas diferenças significativas na idade na maturidade sexual e na porcentagem de postura no início desta fase, nas condições em que foi conduzido o presente ensaio, pode-se concluir que o índice de crista se comportou como uma variável com valor de predição do início da atividade sexual no tipo genético que analisamos. Além de constituir uma evidência associada à genética de cada linha de aves, os resultados registrados poderiam ser expressos logo, durante a fase de pré-reprodução e reprodução de maneira diferencial.

Bibliografia

Bonino MF & Canet ZE. 1999. Producción de pollos y huevos camperos. Boletín Técnico editado por la Dirección de Comunicaciones INTA. 39 pp.

Buxade Carbo C. 1988. El pollo de carne. Ed. Mundiprensa. Segunda Edición. 365p.

Eitan Y, Solle M, Rozenboim I. 1998. Comb size and estrogen levels toward the onset of lay in broiler and layer strain females under ad libitum and restricted feeding. Poultry Science. 77:1593-1600.

Lesson S & Summers JD. 2000. Broiler breeder production. Published by University Books. Guelph, Ontario. Canada.

North MO. 1993. Manual de Producción avícola. Ed. El Manual Moderno S.A. México D.F. Tercera Ed. 829 p.

Reddish JM. 2004. Evaluation of the effects of selection for increased body weight and increased yield on growth and development of Poultry. Dissertation presented in Partial fulfillment of the requirements for the degree Doctor of Philosophy in the Graduate School of The Ohio State University.

Robinson FE & Renema R. A. 2003. Variation between strains of breeders in managing sexual maduration. University of Alberta, Edmonton, Alberta, Canada, PIC Health conference. URL:http://www.poultryindustrycouncil.ca/bbreedersession.pdf.

Robinson FE, Renema RA, Zuidhof MJ. 2007. The pullet to hen transition: Why this is the most critical time in female broiler breeder management. Disponible en: http://www.poultryindustrycouncil.ca/pdf/HC%2007%20PDF/Robinson%20-%20PIC%202007
.pdf

 

 

 
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