Desempenho nas fases de crescimento e terminação utilizando a combinação da xilanase e protease com níveis crescentes de fitase em dietas de frango de corte

Publicado: 08/05/2020
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INTRODUÇÃO

Estudos com a utilização da combinação das enzimas xilanase , protease e fitase em dietas de frangos pode ser uma excelente ferramenta contra os fatores antinutricionais e ganhos em disponibilização de nutrientes.

Diante disso, objetivou-se com este trabalho avaliar a interação das enzimas xilanase, protease e níveis crescentes de fitase no desempenho nas fases de crescimento (25-35 dias) e fase final (36-42 dias).


MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no aviário experimental da EVZ/UFG, sob protocolo aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais n°010/17.

Foram alojados 1536 pintos machos, da linhagem Ross com 21 dias de idade, e distribuídas em delineamento inteiramente casualizado (DIC) com 8 tratamentos e 6 repetições de 32 aves cada, totalizando 48 parcelas experimentais. Os tratamentos avaliados foram:

  • Trat. 1: 75g/ton de fitase

  • Trat. 2: 75g/ton de fitase + 60g/ton de xilanase

  • Trat. 3: 75g/ton de fitase + 500g/ton de protease

  • Trat. 4: 75g/ton de fitase + 60g/ton de xilanase + 500g/ ton de protease

  • Trat. 5: 1500g/ton de fitase

  • Trat. 6: 1500g/ton de fitase + 60g/ton de xilanase

  • Trat. 7: 1500g/ton de fitase + 500g/ton de protease

  • Trat.8: 1500g/ton de fitase + 60g/ton de xilanase + 500g/ton de protease

Na condução dos experimentos serão medidos os pesos das aves, e das rações fornecidas e as sobras por pesagens realizadas com 21,28,35 e 42 dias de idade, anotados a mortalidade diária, o peso das aves mortas, e posteriormente calculados: ganho de peso, consumo de ração, conversão alimentar. A análise dos dados foi realizada utilizando-se o procedimento de análise de variância (ANOVA).


RESULTADOS

Na avaliação do desempenho dos frangos alimentados com as enzimas exógenas xilanase, protease e fitase no período de 22 a 35 dias (Tabela 1), não foram encontradas diferenças em peso final, ganho de peso e consumo de ração (P>0,05).

Para conversão alimentar as dietas contendo 750 FTU, 750 FTU + xilanase e 750 FTU + protease e contendo a fitase de 1500 FTU com as outras enzimas obtiveram menor conversão alimentar (P<0,05).

Já no desempenho de frangos alimentados com as enzimas exógenas, protease e fitase no período de 36 a 42 dias (Tabela 2) não foram encontradas diferenças em peso final, ganho de peso, conversão alimentar e consumo de ração (P>0,05).
 

CONCLUSÕES

Concluiu-se que a inclusão de xilanase e protease com 750 FTU/Kg de ração de fitase nas dietas de frango podem melhorar o desempenho das aves.
 

Tabela 1. Desempenho de frangos no período de 22 a 35 dias

Tratamentos

PF

GP

CA

CR

750 FTU

2639,41

1535,69

1,211 B

1859,17

750 FTU + xilanase

2634,37

1535,73

1,185 B

1818,39

750 FTU + protease

2651,50

1538,48

1,199 B

1874,81

750 FTU + xilanase + protease

2607,39

1501,03

1,227 A

1833,72

1500 FTU

2630,23

1523,63

1,221 A

1856,02

1500 FTU + xilanase

2564,84

1481,32

1,240 A

1818,40

1500 FTU + protease

2620,19

1500,65

1,257 A

1860,11

1500 FTU + xilanase + protease

2654,33

1533,35

1,208 B

1852,18

Valor de P

0,495

0,655

0,008

0,880

CV

2,80

4,09

2,56

4,22

a,b Na coluna, as médias diferem entre si (P<0,05) pelo teste Scott_Knott. CV = coeficiente de variação


Tabela 2
. Desempenho de frangos no período de 36 a 42 dias

Tratamentos

PF

GP

CA

CR

750 FTU

3315,09

675,68

2,184

1521,69

750 FTU + xilanase

3358,49

715,00

2,131

1534,86

750 FTU + protease

3356,41

759,61

2,247

1583,72

750 FTU + xilanase + protease

3295,70

690,53

2,102

1516,16

1500 FTU

3302,32

691,41

2,223

1519,06

1500 FTU + xilanase

3252,81

737,87

2,147

1539,16

1500 FTU + protease

3296,45

716,91

2,174

1589,87

1500 FTU + xilanase + protease

3314,43

660,10

2,297

1514,62

Valor de P

0,711

0,318

0,171

0,626

CV

3,15

9,15

5,30

5,20

CV = coeficiente de variação

 
O artigo técnico foi apresentado no 15° Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão da UFG em 2018

Referências bibliográficas

 
Autor/s.
Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Univ. Federal do Paraná (UFPR, 1985), mestrado em Zootecnia pela Univ. Federal de Viçosa (UFV, 1989) e doutorado em Zootecnia, área de concentração em Produção Animal pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Univ. Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP, 1998). É Professor Associado II da Univ. Federal de Goiás (UFG). Tem experiência na área de Zootecnia, principalmente em produção e nutrição de monogástricos, com ênfase em aves e suínos. É editor científico da revista Ciência Animal Brasileira desde 1999.
 
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