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Tendências da nutrição avícola. Paulo Teixeira (Evonik)

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17 de Fevereiro de 2020
Dr Paulo , concordamos que a pratica de utilização de rações com menor concentração de proteína bruta(PB) com suplementação de aminoácidos sintéticos, reduz a utilização de grãos e a poluição ambiental. Porém,temos destacados em algumas oportunidades alguns pontos que podem restringir a utilização dessa pratica. PRIMEIRO;- como a redução de PB é feita utilizando o conceito de proteína ideal , onde as relações dos aminoácidos essenciais com a lisina são estabelecidos,constitui um problema a ser contornado .Isto porque, fatores como, estresse ambiental de temperatura e imunológico influenciam modificando essas relações o que torna necessário ajustes na proteína ideal para evitar algum efeito adicional da redução de PB da ração no desempenho dos animais..Deve ser ainda considerado que as relações entre os aminoácidos com a lisina na proteína ideal dos animais, são definidas por experimentos que são conduzidos , normalmente , em ambientes onde os desafios são menos expressivos comparativamente as condições de campo. SEGUNDO;- não menos importante é o fato, que aminoácidos tidos como não essenciais como a glutamina e a glicina entre outros como aspartato e glutamato tem-se revelado influenciar o desempenho dos animais sob desafio imunológico. Com base em dados de literatura, esses resultados são obtidos com a suplementação desses aminoácidos em rações em que os níveis desses aminoácidos não parecem limitantes nas rações.Com base nessa realidade as mais recentes propostas de proteína ideal para suínos e aves contemplam as relações tanto dos essenciais como dos não essenciais com a lisina. Como o Senhor abordou esse assunto, penso ser importante saber sua opinião sobre os questionamentos levantados. Faço essas ponderações por entender que seu conhecimento sobre a matéria pode contribuir para elucidar as dúvidas que temos sobre a praticidade de se reduzir a PB das rações de suínos e aves .em condições de campo.
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27 de Fevereiro de 2020
Caro professor Juarez Donzele , muito obrigada por seus comentários e excelentes observações. Realmente não há muito material disponível em torno de baixa proteína e o impacto (positivo) na imunologia e saúde dos animais, pois muitos outros fatores desempenham um papel determinante neste caso, como o ambiente e o metabolismo do animal. A maioria dos estudos são feitos em condições experimentais e vinculam a redução de proteínas a efeitos relacionados à saúde e não dados diretos sobre os impactos na imunologia. Podemos lhe encaminhar materiais relacionados ao tema e um estudo que mostra o impacto da dieta (padrão, com e sem redução de PB, com e sem probióticos) em um ambiente em que todas as aves foram desafiadas. Como resultado tivemos indicadores "indiretos", como melhorias na qualidade da cama e dermatites nas patas, que podemos usar como indicadores de "melhoradores da saúde". Em poucos meses vamos publicar um AMINONews® que tratará sobre a redução de PB em frangos de corte sem comprometer o desempenho das aves.

Em relação aos seus comentários do ITEM 1, sempre foi o caso de “proteína ideal” ser apenas um conceito. As pessoas que seguem as recomendações da Evonik (AMINOChick®) podem ter percebido que consideramos pelo menos um fator que mostra que as relações entre AA e Lys estão mudando: IDADE (crescimento alométrico, órgãos/tecidos têm perfis de AA diferentes e crescem de maneira diferente rapidamente). Agora, sabemos com certeza que se os nutrientes fossem necessários para fins metabólicos com prioridade mais alta (como saúde), eles estariam menos disponíveis para fins de crescimento "normal" e, como os perfis de AA necessários diferem entre respostas imunológicas, defesa térmica, etc. o padrão alimentar de AA também mudaria.
Com relação à redução de proteína, o número de AA considerados está aumentando e hoje consideramos todos os equivalentes EAA + Gly. Em casos extremos, cada AA limita o desempenho igualmente e, no caso de apenas um deles ser necessário para outra coisa (ou simplesmente sub-administrado), esse AA específico irá determinar o desempenho. Dito isto, sabemos que também o metabolismo dos AA está mudando com a redução de proteínas e, especialmente, para a Thr. Temos indicações de que a atividade enzimática no metabolismo da Thr está mudando, o que tornaria provável um aumento da relação Thr:Lys.
Em relação ao ITEM 2, no que diz respeito aos NEAA, de fato damos recomendações para equivalentes Gly (o que é cientificamente mais sólido que Gly+Ser). O metabolismo da Gly é muito complexo, pois é influenciado por muitos fatores e o mais importante é a formação do ácido úrico. O ácido úrico transporta 4 N para excreção e 1 deles é entregue por Gly, no entanto, se a excreção de N for substancialmente reduzida pela estratégia de baixa proteína (melhor utilização de N com o mesmo desempenho), a necessidade de Gly metabólico irá diminuir tremendamente, então o “requerimento” será afetado. Existem algumas outras interações, como colina, betaína (os metabólitos de ambos são Gly), mas também são necessárias, por exemplo para a formação de creatina. Argumentação semelhante pode ser aplicada para Glu e Asp. Para Glu, também sabemos que é necessária em grandes porções como combustível energético no tecido intestinal. Portanto, uma sincronização de proteínas degradáveis rápidas/lentas (e, portanto, liberação de Glu) com amido degradável rápido/lento também afetaria a necessidade de NEAA. Portanto, uma nutrição de AA precisa é mais do que somente considerar o AA.

Para maiores esclarecimentos, por favor entre em contato conosco. Muito obrigada pelos comentários e importantes observações!
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