Discussão criada em 04/03/2020

Como explorar o ganho compensatório dos suínos

Minha intenção com respeito a essa matéria, é a de demonstrar a comunidade envolvida na produção de suínos , que com base em um programa de pesquisa conduzidos com suínos de diferentes sexo, abatidos com peso igual ou acima de 110 Kg, que é viável para o produtor explorar essa capacidade de ganho de peso compensatório dos suínos que são abatidos com peso a partir de 110 Kg.. Nesse programa de pesquisa que foi conduzido com suínos machos castrados,com fêmeas e machos imunocastrados , em que os animais foram selecionados no final da creche ,com idade aproximada de 63 dias,. A partir do final do período de creche , os animais foram submetidos a 4 tratamentos sendo que cada um correspondiam a sequências de 3 níveis de lisina digestível , sendo o primeiro fornecido por 40 dias com os outros dois níveis fornecidos por 30 dias cada,Os animais eram pesados no final de cada período. Portanto os animais foram abatidos com idade aproximada de 163 dias. Em todos os experimentos avaliados , a primeira sequência de lisina digestível correspondia exatamente a da exigência dos animais sendo que as demais sequências os níveis de lisina ficaram gradativamente
abaixo da exigência, portanto com menores aporte de lisina digestível. Em todos os experimentos sem exceção , quando se avaliou o primeiro período de 40 dias os animais que receberam o nível mais alto de lisina , que correspondia ao da sua exigência apresentaram o melhor desempenho . Porem quando a avaliação foi feita no período total de 163 dias, não se observou diferença na desempenho e na quantidade de carne na carcaça dos animais.entre os 4 tratamentos. O que os estudos revelaram é que em regiões que os animais são abatidos com peso igual ou acima de 110 Kg é possível utilizar programas de nutrição utilizando níveis de lisina significativamente inferiores as das exigências dos animais. A pergunta que fica é ,porque isto é possível?. Pode-se deduzir com base nesses resultados que os suínos apresentam ganho de peso compensatório e que essa pratica de nutrição é viável desde que os animais sejam abatidos com peso acima de 110 Kg. Isto porque é sabido que a máxima deposição de proteína na carcaça dos suinos ocorre por volta dos 65 aos 80 Kg , variação justificada pela genética dos animais.O peso mais elevado para a utilização desse programa de nutrição torna-se então necessário para que os animais tenham tempo suficiente para recuperar a carne depositada na carcaça ,igualando a dos animais que apresentaram melhor desempenho com o nível mais alto de lisina no primeiro período ,conforme foi comprovada nos experimentos. Em todos os experimentos a totalidade dos animais foram abatidos e tiveram suas carcaças avaliadas em frigorifico. Outro detalhe importante a ser mencionado é que alem de manter o desempenho final, a qualidade da carne dos animais em que se utiliza esse programa de nutrição é de melhor qualidade, por conter maior teor de gordura intramuscular , que também foi avaliado em um dos experimentos.. Na literatura dispõe de informação que suínos que recebem menor aporte de lisina aumentam o teor de gordura intramuscular , Deve-se ponderar ainda, que a utilização desse programa de nutrição alem de baratear o custo de produção, também contribui com o meio ambiente, reduzindo a carga poluente dos dejetos. Finalmente informamos que os experimentos a que referimos form publicados ENGORMIX>

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5 de Março de 2020
Uma correção necessária a matéria apresentada , a idade de abate dos animais foi de 163 dias e não os 63 como consta no artigo.
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