INFLUÊNCIA DAS FASES DE CRESCIMENTO E TERMINAÇÃO SOBRE NEUTRÓFILOS E LINFÓCITOS EM SUÍNOS

Publicado: 02/08/2016
Autor/s. :
Sumário

O objetivo do presente trabalho foi avaliar as concentrações de neutrófilos e linfócitos em suínos nas fases de crescimento e terminação. Foram utilizados 14 suínos alojados em granja comercial. O protocolo experimental foi realizado nos dias (D): D1 = 71 dias e D2 = 151 dias de vida dos suínos e os valores neutrófilos não variaram significativamente, já os de linfócitos variaram no período estudado, demonstrando que os valores de linfócitos são mais elevados em suínos na terminação quando comparados aos de suínos no inicio do crescimento.

 

Palavras-chave – Sus domesticus; leucócitos; imunidade.

 

Introdução

Os leucócitos refletem a imunocompetência dos organismos, pois compreendem células efetoras do sistema imune inato e adaptativo que estão diretamente envolvidas na eliminação de patógenos (HENRYON et al., 2006). O número total e diferencial de leucócitos pode fornecer um critério adequado para avaliar suínos resistentes e sensíveis a doenças clínicas e subclínicas (HENRYON et al., 2002). Os valores dos leucócitos podem variar de acordo com desafios diferentes impostos de acordo com as fases de criação dos suínos. Com isso, o objetivo do presente trabalho foi avaliar neutrófilos e linfócitos de suínos na fase de crescimento e terminação, levando em consideração as condições nas quais os animais são submetidos.

 

Material e Métodos

Foram utilizados 14 suínos, ambos os sexos, do cruzamento Landrace x Large White x Duroc, clinicamente saudáveis, alojados em granja comercial no município de Maranguape/Ceará. Os animais entraram no experimento com 71 dias e foram acompanhados até 151 dias de vida. Os animais provenientes da creche, onde eram alojados em baias (3 animais/m2) do tipo suspensas, até os 70 dias, posteriormente, foram transportados para granja de terminação onde foram alojados em baias (1 animal/m2) com piso de compacto, permanecendo até os 151 dias, recebendo água e ração ad libitum. O protocolo experimental foi realizado nos dias (D): D1 = 71 dias (inicio do crescimento) e D2 = 151 dias (terminação) e foi submetido e aprovado pelo CEUA/UECE (12773941- 6). Foram realizadas coletas de sangue por venopunção cefálica nos animais em D1 e D2, as amostras foram armazenadas em tubos com EDTA e mantidas em refrigeração durante o transporte até o laboratório. No laboratório, as amostras de sangue em EDTA foram submetidas à homogeneização por 20 minutos, a contagem diferencial dos leucócitos foi realizada através de esfregaço sanguíneo corado com panótico comercial por um técnico através de microscopia óptica (1000x). Os resultados foram expressos em média±desviopadrão. Os dados foram submetidos ao teste t-Student pareado (Graphpad Prism®), considerados significativos com p≤0,05.

 

Resultados e Discussão

Os valores de neutrófilos não variaram (p≥0,05), já os valores de linfócitos foram maiores em suínos na fase de terminação quando comparados com os da fase de creche (p≤0,05) (Tabela 1).

 

Tabela 1 - Valores de neutrófilos e linfócitos em D1 e D2 (média±desviopadrão)

 

O aumento dos linfócitos nos suínos com mais idade pode estar relacionado ao estresse pelos quais os animais encontram-se no alojamento e os desafios imunológicos, devido a uma maior densidade na fase de terminação. É relatado na literatura que a liberação leucócitos na corrente sanguínea é influenciada pelo estresse social e estresse térmico (MORROW-TESCH et al., 1994), o que pode ser refletido no aumento dos linfócitos, já que suínos possuem mais esse tipo de leucócitos do que neutrófilos no sangue periférico (MEYER & HARVEY, 2004).

 

Conclusão

Baseado nos dados, conclui-se que a fase fisiológica da criação tem influência sobre os valores de linfócitos, com isso sugere-se que os leucócitos devem ser determinados em fases distintas, contribuindo assim para avaliar o status imunitário dos suínos.

 

Referências Bibliográficas

1. HENRYON, M.; JUUL-MADSEN, H.R.; BERG, P.; 2002. Genetic variation for total and differential numbers of leukocytes exists in growing pigs. Proceedings of the 7th World Congress on Genetics Applied to Livestock Production, Montpellier, França.

2. HENRYON, M.; HEEGAARD, P.M.H.; NIELSEN, P.B.; JUUL-MADSEN, H.R.; 2006. Immunological traits have the potential to improve selection of pigs for resistance to clinical and subclinical disease. Animal Science, (82): 597-606.

3. MEYER, D.J.; HARVEY, J.W.; 2004. Veterinary laboratory medicine: Interpretation & Diagnosis, 2.ed. Philadelphia: Sauders.

4. MORROW-TESCH, J.L.; MCGLONE, J.J.; SALAK-JOHNSON, J.L.; 1994. Heat and social stress effects on pig immune measures. Journal of Animal Science, (72): 2599-2609.

 

***O TRABALHO FOI ORIGINALMENTE APRESENTADO DURANTE O XVII CONGRESSO ABRAVES 2015- SUINOCULTURA EM TRANSFORMAÇÂO, ENTRE OS DIAS 20 e 23 DE OUTUBRO, EM CAMPINAS, SP.

 
remove_red_eye 108 forum 0 bar_chart Estatísticas share print
Compartilhar :
close
Ver todos os comentários
 
   | 
Copyright © 1999-2020 Engormix - All Rights Reserved