Produção intensiva de carne bovina em pastagens

Publicado: 13/10/2011
Autor/s. : Luciano de Almeida Corrêa

As pastagens representam a forma mais prática e econômica de alimentação dos bovinos e como tal constituem a base de sustentação da pecuária de corte no Brasil. Todavia, a maioria das pastagens está na região dos Cerrados, nas áreas de menor fertilidade e ou em áreas marginais, exploradas de maneira extrativista e, como co...

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Ermete Antonio Wegher Ermete Antonio Wegher
Médico Veterinário
13 de Outubro de 2011
Bom dia Luciano e parabens pelo tabalho apresentado especialmente endossado por numeros que quantificam os resultados desta experiencia bem sucedida.Gostaria tambem de ampliar o horizonte sobre a produtividade dos bovinos a pasto evocando mais uma vez a necessidade do controle de parasitas em especial a verminose,sempre contando com o fator genetica para completar o quadro.Nas nossas experiencias no desenvolvimento de endectocida tivemos resultado surpreendentes com 4 - 6 doseamentos por ano e por via oral com gan hos de peso expressivos (47 a 55 kg por animal em 24 meses)comparativamente ao manejo tradicional com duas aplicações injetáveis por ano.Este é um aspecto que devido a dificuldade de ter que ajuntar o gado para a vermifugação os pecuaristas não controlam adequadamente o parasitismo dos seus animais retardando o tempo de maturação para o abate e consumindo mais pastagens.Aos pouco os empresarios da bovinocultura se convencerão que numero de bovinos e extensão de pastagem nem sempre é sinonimo de produtividade.
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Hélio Cabral Júnior Hélio Cabral Júnior
Suinoculturo
8 de Novembro de 2011
Dr. Luciano, parabéns pelo excelente artigo.

Minha única discordância é com relação à tabela de altura de entrada e saída dos animais nas principais forrageiras. Isto se dá pelo contexto do artigo que é sobre manejo intensivo de pastagens.

Como a pesquisa e a prática já demonstraram, os animais devem entrar nas pastagens quando a altura das mesmas corresponderem ao IAFcrítico, ou seja 95% de IL ( interceptação luminosa ), que no caso das forrageiras citadas seria:

capim elefante - 1,10m a 1,2m
tanzânia - 70cm
mombaça - 90cm
braquiarão - 30 a35cm
coastcross - 20 a 25cm

O que nos leva a uma outra constatação: o manejo de forrageiras intensivamente sob lotação intermitente não deve ser feito baseado em dias fixos de descanso, mas sim pelo parâmetro altura, já que na maior parte do Brasil central, sudeste e nordeste onde as temperaturas e a luminosidade são mais acentuadas no verão ( não havendo limitação de nutrientes e água ), o número de dias de descanso citados para as forrageiras em questão normalmente implicarão em maiores alturas, com estados fenológicos mais avançados e maior lignificação, com consequente perda de qualidade, apesar do maior acúmulo de MS; haverá elevação progressiva dos meristemas apicais com consequênte maior contribuição de colmos e talos nesta massa de MS, influindo negativamente no desempenho dos animais e agregando custo com o rebaixamento mecânico do stand forrageiro.

Cordialmente,

Helio Cabral Jr
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Hélio Cabral Júnior Hélio Cabral Júnior
Suinoculturo
8 de Novembro de 2011
Só uma melhor colocação, ao invés de "stand" forrageiro usar resíduo forrageiro.

Cordialmente,

Helio Cabral Jr
Responder
9 de Novembro de 2011
É um arquivo muito bom, bem claro da realidade, gostei muito a verdade e muito pratico .é esta dentro da realidade de nuetra producao ou seja, pensando bem seria o melhor caminho para alcamzar a realidade de nuestro sistema de producao para ter um mercado de carne de producao homogenea asim alcanzando as metas dentro do pais o mercado consumudor) com maior produtividade para todos comer carne de qualidade, é asim tendo um mercado no exterior do paiz(exportacao de carne difereciadas o que requere cada pais) asim elevando a producao com um bom manejo d pastagem(fazendo a correcao da terra, adubacao com N-P-K-S E micronutrientes esenciales para cada capim, asim melhorando a produtivida de animais em menos espacio asim producindo 6 a 18 UA por etareas dependendo do sistema de manejo adecuado para cada regiao do pais. com irrigacao de pastagem irrrigadas que seria uma alternativa e vantagem para ter uma producao adecuada durante tudo o ano os animais producendo animais precose con agritultura na misma fazenda para ter menor custo de producao asim alcansado maior produtividade por hectare asim alcanzando as metas com um bom planejamnto, da actividade agropecuaria asim alcazando a mea para teminar animais mais sedo alcanzando maior lucro, pero invirtiendo en tecnologias na fazenda.
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17 de Abril de 2012

O artigo considero muito interessante e concordo plenamente que as pastagens representam uma forma econômica de alimentação de bovinos. A produção intensiva em pastagem é muito complexa considerando que os bovinos são animais ruminantes e seletivos e as patagens tem seu ciclo que depende de técnicas de manejo conforme os aspectos químicos e físicos do solo. Devemos ter uma grande preocupação com a reciclagem de nutrientes que ficam na forma resíduos de adubo muitas veze através da urina e fezes dos bovinos. A maturação das pastagens leva o aumento da fibra e a redução conjunta da energia e proteina conseqüentemente reduz a diestibilidade e o consumo da forragem pelos bovinos. O consumo e o aproveitamento menor com redução da qualidade da forragem ocorre perda de peso dos bovinos. As alternativas para aumentar a produtividade animal deve estar em conssonância com os apectos econômicos e técnicos e a melhoria da fertilidade do solo. O ciclo da pastagem pode ser um fator determinante para aumentar e diminuir a lotação.OO

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