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Efeitos do plasma na produção avícola. Dr. Steve Leeson

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29 de Novembro de 2019
O Dr. Leeson está tecnicamente correto em suas ponderações sobre o uso do plasma nas dietas pré-iniciais para frangos de corte. No entanto, devemos considerar que o plasma, uma excelente fonte de aminoácidos, é largamente utilizado nas rações de leitões e de pets. Hoje além do plasma importado, o Brasil já conta com a produção em duas Unidades, porém, mesmo assim, este nobre ingrediente ainda é de custo elevado e, do ponto de vista econômico, não se justifica o seu uso nas rações de pintos de corte. A avicultura alcançou um patamar extremamente elevado em termos de biosseguridade e, além deste fator, contamos com aditivos eficazes e de baixo custo, com finalidade moduladora da mucosa intestinal, não havendo necessidade de recorrermos a ingredientes de inclusão média, como o plasma. Uma vez mais, nossos parabéns às ponderações do Dr. Leeson.
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Ricardo Esquerra Ricardo Esquerra
Gerente Global de Avicultura
APC do Brasil Ltda APC do Brasil Ltda
Santa Catarina, Brasil
12 de Dezembro de 2019
Prezado Prof. Otto,

A semana passada estive com o Prof. Leeson visitando integrações avícolas na Ásia. É a nona viagem dele à Ásia neste ano só visitando empresas avícolas.

É claro que podemos melhorar o desempenho aumentando a proteína da dieta, ou usando um promotor de crescimento com base em antimicrobianos, porém ambas as estratégias não são substituíveis e cada uma tem um papel na nutrição. A relevância da nutrição precoce rapidamente ganha maior reconhecimento na avicultura por várias razões que vão além da exigência de reduzir a dependência de antimicrobianos. Desenvolver o sistema imune e digestório do pintinho o quanto antes possível é imperativo devido a seu grande impacto no desempenho futuro dos frangos e na capacidade das aves de encarar desafios ambientais ou patogênicos durante sua vida produtiva. Por exemplo, no experimento recente conduzido pelo Prof. Sérgio Vieira da UFRGS, apresentado no IPSF, em Atlanta neste ano, houve um desafio bem grande nos frangos. O grupo controle teve 84% de mortalidade, entanto aves que consumiram 6 g de plasma por pintinho tiveram 14% de mortalidade, observações muito similares foram reportadas por Campbell et al (2006) em aves com enterite necrótica (2006 JAPR 15:584–591) com mortalidades de 44% vs. 6%, (Controle vs. Plasma, respectivamente). A capacidade para desenvolver o sistema inmune e digestório de animais imaturos, e sua capacidade imunomoduladora, são características únicas do plasma atomizado e nesse contexto é usado hoje por avicultores nos Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina.

Pesquisas recentes conduzidas no Brasil pelo Prof. Sérgio Vieira e a profa. Elizabeth Santin e apresentadas no IPPE em Atlanta, no PSA de Montreal e no CBNA em Campinas todas em 2019, indicam que, com um consumo acumulado de somente 3 a 4 g de plasma por pintinho, durante a fase pré-inicial produzem benefícios importantes no desempenho das aves ao abate em condições de comerciais. Como o plasma é consumido unicamente nos primeiros dias de vida, seu consumo é baixo assim como o investimento nessa tecnologia. Essas pesquisas concordam com outros trabalhos independentes também conduzidos recentemente na Europa, Estados Unidos, Austrália e na Ásia. No Brasil, o investimento de 3 g de plasma por pintinho corresponde à economia gerada por reduzir 1 ponto de conversão (por exemplo, de 1.55 a 1.54 de CA). Esse investimento é bem similar ao de muitos aditivos usados hoje pela indústria avícola de forma regular. O ROI esperado dessas 3 a 4g de plasma é de pelo menos de 2 para 1. O Prof. Robert Swcik da Universidade da Nova Inglaterra, Austrália, dedicou uma palestra inteira ao tema do uso rentável do plasma em frangos no CBNA em Campinas no mês passado. Por tanto, o uso de plasma é uma estratégia rentável na avicultura. Isso também foi confirmado pelos comentários do Dr. Eveton Krabe, da Embrapa, durante o mesmo evento.

Em termos de biossegurança, o plasma atomizado não segue os processos de fabricação da indústria da graixarías e sim os processos da indústria de laticínios ou de hemoderivados para consumo humano. Além disso, o plasma atomizado segue padrões propostos pela World Health Organization para transfusão de plasma humano para humanos em termos de inativação viral (Technical Report, Series No. 924, 2004) motivo pelo qual a comissão científica da OIE em doenças animais concluiu que o plasma não é considerado uma fonte de transmissão de doenças (Dr. Brian Evans, Deputy Director General, OIE. Correspondence. 24 September 2014). Da mesma forma, a regulamentação europeia (REGULATION (EC) No 142/2011) permite o uso de plasma de origem suíno em aves e suínos mas não permite o uso de produtos de graxaria. Existem muitas publicações sobre experimentos de biossegurança de plasma. Um protocolo experimental comumente reportado nesses trabalhos é a inoculação de algum patógeno, em concentrações muito altas, no plasma sanguíneo líquido, e a injeção intraperitoneal desse material ter sido processado pelo spray drying, em animais sadios. Independente do patógeno utilizado nesses experimentos, os animais não adoecem mesmo com plasma injetado via intraperitoneal. Por favor, talvez seja interessante que revise as publicações de Pujols et al., Polo., et al., Crenshaw et al., Blàzquez., et al., Shen., et al., desde 2005 até 2018, sobre biossegurança do plasma.

Ficamos ao seu dispor para maiores esclarecimentos que por ventura sejam necessários.

Muito obrigado!
Responder
Oscar Briceño Oscar Briceño
Nutricionista
13 de Dezembro de 2019
Ricardo, tienes trabajos sobre el tema en reproductoras pesadas y/o semilivianas. Me agradaría poder informarme sobre ello
Gracias
Responder
Ricardo Esquerra Ricardo Esquerra
Gerente Global de Avicultura
APC do Brasil Ltda APC do Brasil Ltda
Santa Catarina, Brasil
16 de Dezembro de 2019
Estimado Oscar,

En reproductoras pesadas el uso más común es ofrecer 2% en las primeras semanas de vida, usualmente por el tiempo que dure la primera dieta que en muchas ocasiones va de 0 a 4 o hasta 6 semanas de edad. El objetivo es el desarrollar mejor el sistema inmune de las aves preparándolas para enfrentar programas vacunales agresivos o encarar desafíos patogénicos o no patogénicos.

Estaremos iniciando pruebas en 2020 para ver el efecto de la suplentación de plasma en gallinas durante la fase de producción. Además de posibles benefícios en la gallina, creemos que, el alimentar a la gallina reproductora con plasma, puede influenciar a su progenie al modificar el ecosistema en el que se desarrolla el embrión de pollo en el huevo, tal vez mejorando su desarrollo inmune. Creemos que eso puede pasar porque se ha comprobado una menor mortalidad en lechones cuando las cerdas son alimentadas con plasma durante la gestación. Por tanto, evaluaremos la calidad del pollito al nacer y su capacidad para enfrentar patógenos o estrés cuando las reproductoras han sido alimentadas con plasma. Esperamos iniciar las pruebas en unos meses.

Gracias nuevamente,

Ricardo
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