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Patógenos associados à mastite bovina em rebanhos leiteiros na região Sul do Brasil

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Sumário

Neste trabalho, avaliou-se, através de exames microbiológicos, a etiologia da mastite bovina em 628 amostras de leite oriundas de propriedades leiteiras do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ao longo do ano de 2007. Desse total de amostras, foram isolados 1382 microorganismos. Considerando o total de isolamentos, foram encontrados os seguintes microorganismos e seu percentual, respectivamente: Staphylococcus spp. (30,53%), Escherichia coli (21,64%), Streptococcus bovis (17,08%), Streptococcus agalactiae (11,07%), Enterobacter spp. (7,53%), Pseudomonas spp. (4,12%) e outros (8,03%). Os microorganismos agrupados em outros são: Streptococcus spp., Proteus spp., bastonetes gram negativo, Shigella spp., Alcaligenes spp., Klebsiella spp., Edwarsiella spp., Citrobacter spp., Serratia spp., Salmonella spp. e Corynebacterium spp. Os patógenos ambientais predominaram entre os microorganismos isolados; 33,13% das culturas apresentaram mais de três patógenos, sugerindo contaminação das amostras; nos meses de novembro e dezembro houve um aumento de envio de amostras.

Palavras-chave: bovinocultura de leite, epidemiologia, saúde animal

INTRODUÇÃO

A produção de leite é uma atividade cada vez mais grandiosa e competitiva, sendo importante quantificar e qualificar os fatores que podem influenciá-la, buscando maior ganho para atender a demanda nacional e os padrões de qualidade. Segundo SEARS et al. (1993), a qualidade do leite está diretamente relacionada com saúde, alimentação e manejo dos animais, com a qualidade da mão-de-obra, manejo adequado dos equipamentos utilizados durante a ordenha, armazenamento e transporte até a indústria.

A mastite responde por 38% de morbidade dos bovinos, sendo que desses, 7% dos afetados são descartados e 1% morrem em conseqüência da afecção (SMITH, 1994). Além desses fatores que causam prejuízos econômicos, a frequência média anual da mastite clínica, contagem de células somáticas no tanque, produtividade diária e escala de produção demonstraram significativo impacto em estudo simulado, evidenciando a necessidade de monitoramento das mastites clínica e subclínica, bem como adoção de medidas preventivas (DEMEU, 2009).

A etiologia da mastite pode ser de origem tóxica, traumática, alérgica, metabólica ou infecciosa. Mas os agentes mais comuns são os causadores de mastite infecciosa que podem ser classificados conforme sua forma de transmissão em contagiosos (primários) e ambientais (secundários) (MENDONÇA et al.,1999).

Para diagnosticar a mastite, os métodos mais utilizados são: teste da caneca de fundo escuro (FURLONG e RIBEIRO, 2006), para detecção de grumos; Califórnia Mastite Teste (CMT), segundo COSTA et al (1996) e contagem de células somáticas (CCS), conforme MACHADO et al. (2000), os dois últimos são para detecção de mastite subclínica, bem como exames microbiológicos do leite (BRAMLEY et al., 1996). Entretanto, o diagnóstico microbiológico (cultura) é o teste mais confiável, uma vez que fornece o padrão de infecção do rebanho, o que auxilia no controle e na erradicação de determinados patógenos (OSTERAS et al., 1999).

A mastite é consequência da interação de fatores relacionados ao animal, patógenos e ambiente (BRITO e BRITO, 1999a), sendo caracterizado por um processo inflamatório da glândula mamária devido a agressões físicas, químicas, térmicas ou microbianas. PHILPOT e NICKERSON (1991) apontaram que 90% das mastites eram causadas por bactérias. Além desses patógenos, fungos, leveduras, algas e vírus também podem estar envolvidos na etiologia da doença, porém a ocorrência é baixa (RADOSTIS et al., 2002).

Esse trabalho teve por objetivo determinar os principais patógenos isolados em amostras de leite oriundas dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no ano de 2007.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O presente estudo foi realizado por meio da análise do banco de dados formado a partir dos resultados de exames microbiológicos em amostras de leite de propriedades dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, coletadas pelos produtores e encaminhadas a um laboratório, no Estado de São Paulo, no ano de 2007.

Foram analisadas microbiologicamente 628 amostras de leite de quartos mamários individuais oriundas de animais acometidos pela mastite clínica e subclínica, sendo 238 do Paraná, 154 de Santa Catarina e 236 do Rio Grande do Sul. As amostras foram analisadas através de provas bioquímicas de rotina. Para a realização das análises microbiológicas, as amostras foram semeadas em placas contendo ágar sangue (5% de sangue ovino), incubadas em aerobiose a 37°C por 24-48 horas e avaliadas quanto ao crescimento de microorganismos rotineiramente envolvidos na etiologia da mastite bovina (SANTOS e FONSECA, 2007). O isolamento e identificação se deram de acordo com QUINN et al. (1994). Os dados foram tabulados e submetidos à análise descritiva a partir da ocorrência das principais bactérias e dos meses de envio de amostras.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os patógenos isolados, bem como suas respectivas frequências de 628 amostras estão relatados na Tabela 1. Desse total de amostras, foram isolados 1382 microorganismos. Em 436 culturas foram isolados mais de um agente.

O grupo de patógenos mais encontrado nesse estudo foi Staphylococcus spp. Nesse grupo encontra-se o Staphylococcus aureus (12,30%), Staphylococcus coagulase negativos (9,48%) e positivos (6,22%) e Staphylococcus spp. (2,53%). As taxas de isolamento dos Staphylococcus aureus são variáveis de acordo com diferentes autores, entretanto, o mesmo tem sido considerado como de maior significado nas infecções contagiosas (Ferreira et al., 2006). Animais portadores podem constituir fonte de infecção permanente, permitindo a persistência do S. aureus durante toda a fase de lactação (FERREIRA et al., 2006). Os quartos mamários infectados, a pele do úbere e dos tetos são os principais sítios de localização deste patógeno. Entretanto, esse agente pode ser isolado em outros locais como: alimentos, mão de ordenhadores, sala de ordenha e bocais das ordenhadeiras, ressaltando a importância do manejo durante a coleta do leite, na prevenção da transmissão (CUNHA et al., 2006). Além disso, a taxa de cura no período de lactação é baixa, principalmente em casos crônicos, pois essa bactéria forma cápsula, impedindo a ação de antimicrobianos (HARMON, 1994). Tal fato é importante, pois confirma a elevada quantidade de mastites por S. aureus. Em um estudo realizado no Rio Grande do Sul, de 126 amostras, 14% eram S. aureus (GUILLOUX et al., 2008). No estado do Paraná foi registrado o envolvimento deste patógeno em 17,97% das amostras examinadas (BELOTI et al., 1997). Em São Paulo, entre outros microorganismos, S. aureus foram isolados em 217 amostras (20,66%), conforme o estudo de PINHEIRO DE SÁ et al. (2004). Ainda segundo esses últimos autores, essa frequência pode ser considerada intermediária, pois a mesma mostra resultados variáveis entre 9,1% a 85%.

Tabela 1. Identificação, frequência, média e desvio padrão dos patógenos isolados em 628 amostras oriundas de unidades produtoras de leite dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, no ano de 2007

A frequência encontrada do Staphylococcus coagulase negativo (SCN), que se encontra no grupo dos Staphylococcus spp., pode ser considerado intermediário entre os obtidos por MOREIRA et al. (1997) de 3,46%, REIS et al. (2003) de 20% e LANGONI et al. (1991) de 23,19%. A frequência dos SCN nos trabalhos pesquisados é bastante variável (3,46 a 23,19%) o que talvez possa ser explicado pelos critérios de antissepsia adotados na coleta das amostras. Para alguns estudiosos, trata-se de organismos oportunistas, habitante natural da pele do úbere e das glândulas mamárias. Entretanto, BELOTI et al. (1991) reconheceram a atividade mastitogênica desse patógeno "menor", assim como proposto por HARMON (1994) que a inflamação por esse patógeno é moderada e com CCS (Contagem de células somáticas) de no máximo duas a três vezes superior a dos quartos sadios.

Os resultados encontrados na literatura sobre Staphylococcus coagulase positivos (SCP) são bastante díspares. VIANNA et al. (2002) isolaram de 2.372 amostras de leite de vacas primíparas, 2,03% de amostras SCP; e VIANNI et al. (1992) proporcionaram 52,22% de isolamento de SCP. No presente trabalho, os SCP ocorreram com uma frequência de 6,22%, diferentemente do que foi encontrado nos demais estudos.

E. coli foi o segundo patógeno mais frequente nas amostras examinadas, corroborando com RIBEIRO et al. (2006), que sugerem que esse é um dos agentes de origem ambiental mais prevalente na mastite bovina. Dessa forma, supõe-se que esse agente esteja associado a rebanhos com bom controle de mastite do tipo contagiosa (RADOSTIS et al., 2002), e provavelmente sendo resultado de infecções persistentes na glândula mamária, tanto na lactação quanto no período seco. É provável que isso se deva aos diversos fatores de virulência (toxinas, adesinas, invasinas, presença de cápsula) detectados em amostras de E. coli, bem como mecanismos genéticos que as tornam facilmente resistentes aos antimicrobianos (SANTOS, 2006). Por outro lado, a mastite causada por E. coli pode ser esporádica e os sinais clínicos podem ser localizados ou resultarem em sintomas clínicos severos com episódios fatais. A severidade da doença depende do "status imune" da vaca, mas fatores de virulência do microorganismo parecem ter um importante papel no desenvolvimento da doença (SHPIGEL et al., 1998). À semelhança dos resultados obtidos no presente trabalho, RIBEIRO (2001) ressaltou o envolvimento de estirpes de E. coli em bovinos com mastite subclínica em rebanhos leiteiros dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Neste estudo, o achado de 17,08% de Streptococcus bovis foi surpreendente, uma vez que esta não é uma bactéria comum nos trabalhos de levantamento dos patógenos causadores de mastite. Diferentemente desse, em outros dois estudos realizados na região norte do Paraná, o S. bovis foi encontrado em 0,6% de 549 (FILIPPSEN, 1996) e em 0,61% de 660 amostras coletadas (FILIPPSEN et al., 1999) de vacas em lactação. O fato é que tanto E. coli como S. bovis são patógenos ambientais, sugerindo que os maiores problemas são de ordem higiênica e de manejo no intervalo entre as ordenhas ou contaminação das amostras no momento da coleta. Além disso, a elevada quantidade de amostras com S. bovis pode ser devido à ação do próprio homem que tem combatido os patógenos clássicos causadores de mastite, permitindo que outros organismos se instalem e provoquem doença.

Com relação às infecções intramamárias causadas por S. agalactiae, a principal característica é a ocorrência de elevada CCS no leite de animais (SEGURA e GOTTSCHALK, 2004). Esse fato propicia que os produtores fiquem mais atentos no aumento da CCS e logo tomem providências. Embora praticamente erradicado dos rebanhos de vários países (SANTOS e FONSECA, 2007), o S. agalactiae continua a ser um dos mais importantes agentes de mastite bovina no Brasil, tendo sido isolado de diferentes regiões do país em porcentagens que variam de 3,2% a 33% (FERNANDES et al., 1973; NADER FILHO et al., 1985; BRITO et al., 1999b; GUILLOUX et al., 2008). Esse microorganismo é de fácil controle, pois responde bem a terapia durante a lactação, mesmo em casos subclínicos, e tem a incidência drasticamente reduzida através de "pósdipping" e tratamento de vacas secas (HARMON, 1994).

Neste estudo observou-se a presença de Enterobacter spp. em 7,53% das amostras. Esse resultado é intermediário entre os encontrados por ANDRADE et al. (1998) e por MOREIRA et al. (1997) que isolaram 3,1 e 10,38%, respectivamente. As infecções por enterobactérias estão relacionadas ao comportamento oportunista desse grupo, que é veiculado pelas fezes dos animais e chega pela via ascendente ao canal galactóforo (RADOSTIS et al., 2002).

Pseudomonas aeruginosa ocorreu em 4,12% dos isolamentos. Ainda que seja um agente incomum de mastites, MOREIRA et al. (1997) encontraram 12,12% de Pseudomonas spp, bem como ANDRADE et al. (1998) isolaram 10% de amostras com Pseudomonas spp. Esses microorganismos habitam ambientes úmidos e frequentemente são introduzidos na glândula mamária da vaca como resultado de tratamentos intramamários realizados de forma errada, mas seu controle pode ser realizado com adoção de bons procedimentos higiênicos (BRITO, 2009). Os microorganismos que ocorreram em menor quantidade foram agrupados em outros, sendo eles: Streptococcus spp., em 39 amostras, Proteus spp., em 17; bastonetes gram negativo, em 14; Shigella spp., em 10; Alcaligenes spp., em nove; Klebsiella spp., em oito; Edwarsiella spp., em seis; Citrobacter sp., em cinco e Serratia spp., Salmonella spp. e Corynebacterium spp., em uma amostra.

Pode-se observar, na Figura 1, que os meses de maior quantidade de amostras encaminhadas foram novembro e dezembro. Segundo MARTINS et al. (2006), nas condições da bacia leiteira de Pelotas/RS, as pastagens são a base alimentar da maioria das unidades produtoras de leite, com melhores condições nutricionais resultantes de uma melhor qualidade e disponibilidade forrageira ocorrida em outubro. A maior e melhor disponibilidade de alimento volumoso propiciam que as parições ocorram principalmente a partir de outubro. Esse fato explicaria a maior produção de leite e consequentemente, a maior probabilidade de mastite. Ao parir, ocorre um desvio de maior quantidade de energia de outras funções para a produção leiteira e, dessa forma, o sistema imune pode ser prejudicado, causando um aumento de susceptibilidade a doenças (BRAMLEY et al., 1996).

Figura 1. Percentual de amostras por meses do ano enviadas de unidades produtoras de leite dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul em 2007

Na Figura 2, observa-se que 66,87% das culturas microbiológicas apresentavam 1 ou 2 patógenos. As demais amostras apresentavam mais de três agentes patogênicos. A contaminação das amostras de leite é um dos principais problemas na identificação dos patógenos da mastite no exame microbiológico (BRITO, 2009). Os microrganismos contaminantes podem estar presentes na pele dos animais ou do úbere, ou mesmo na pele do indivíduo que coleta as amostras e o isolamento deles podem dificultar a interpretação da cultura. Ainda segundo BRITO (2009), o encontro de mais de três tipos diferentes de colônias por amostra é indicativo de contaminação, não podendo-se determinar com segurança se realmente são os microorganismos causadores de mastite. Nesse sentido, é de fundamental importância que a coleta seja feita de forma adequada, seguindo as normas de assepsia.

Figura 2. Número de microorganismos por amostra, enviadas de unidades produtoras de leite dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul em 2007

O diagnóstico laboratorial da mastite, por meio da cultura microbiológica permite conhecer quais os agentes patogênicos que estão circulando no rebanho, fornecendo as diretrizes para o tratamento adequado e para as devidas medidas de controle. Segundo COENTRÃO et al. (2008) os rebanhos que não recorriam aos serviços laboratoriais (microbiológico) para o diagnóstico dos casos de mastite apresentaram 1,84 vezes mais chances de os animais terem CCS acima de 200.000 células/ml que os rebanhos das propriedades nas quais havia a preocupação de realizar tais exames. Além disso, os prejuízos econômicos com o aumento da CCS é um entrave na produção leiteira. DEMEU (2009) estimou que à medida que a CCS no tanque aumentou, houve redução na produção de leite, ocasionando maior impacto por kg de leite, demonstrando que as medidas preventivas, que muitos julgam serem onerosas, trabalhosas e desnecessárias, mostram-se de excelente relação custo/benefício.

A identificação do tipo de patógeno envolvido é um fator importante, pois, dependendo do agente infeccioso ou do padrão de infecção do rebanho (BRITO et al., 1999b), pode-se indicar estratégias para o controle, prevenção e até erradicação de alguns microorganismos envolvidos nas mastites. Entretanto, é de suma importância observar que o encontro de números elevados de microrganismos do ambiente isolados nas amostras laboratoriais é indicativo de que devem ser revistos os procedimentos de higienização dos tetos antes da ordenha (BRITO, 2009).

As diferenças encontradas nos resultados das frequências dos diversos patógenos, quando comparadas com diversos estudos, podem ser atribuídas não somente a fatores genéticos como raça e susceptibilidade individual, mas também a diversidade ambiental, principalmente àquelas oriundas da ação humana. São elas: sistema de criação, manejo, higiene e nível de exposição. Além disso, as características patogênicas dos microorganismos também são fundamentais, bem como a coleta asséptica. Dessa forma, todos esses determinantes reafirmam a complexidade da mastite e de seu aspecto multifatorial.

 

CONCLUSÕES

Os agentes ambientais predominaram entre os microorganismos isolados, em 58,39% das amostras; em 33,13% das culturas microbiológicas foram encontrados mais de três patógenos, indicativo de contaminação da amostra no momento da coleta. As amostras foram encaminhadas principalmente nos meses de novembro e dezembro, parição e, consequentemente, de produção de leite, o que predispõe a ocorrência de mastite.

Os resultados do presente estudo demonstraram a participação predominante de patógenos ambientais na etiologia da mastite nos rebanhos da região estudada, o que aponta a necessidade de medidas específicas de controle para esses agentes, centradas principalmente na higiene ambiental.

 

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**O trabalho foi originalmente publicado no Boletim da Indústria Animal (BIA), do Instituto Zootecnia (IZ/APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, Brasil.

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