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Cama de frango na alimentação animal

Cama de frango na alimentação animal

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O extraordinário desenvolvimento das explorações avícolas, particularmente no setor de frango de corte, trouxe a possibilidade de aproveitamento da cama de frango para outras atividades, como adubo para agricultura ou fonte de proteína barata para nutrição animal (proibido recentemente por motivos de biosseguridade). Porém, à medida que a qualidade microbiológica dos alimentos, bem estar animal e impacto ambiental da produção de alimentos ganham cada vez mais destaque, faz-se necessário inserir a cama de frango nas discussões avícolas, sendo esta um desafio físico e econômico a ser superado, levando em consideração o exemplo que um plantel de 100.000 galinhas poedeiras pode produzir 11.340 kg de esterco/dia2 e que a produção de frangos de corte em 2004 foi de 4,042 bilhões de unidades11 com uma produção média de 2,12kg/ave10, foram produzidas em 2004 8,569 milhões de toneladas de cama de frango.


Cama de Frango

Trata-se de uma mistura de substrato (conhecido como ‘cama’), de fezes, de penas e restos de ração. A cama é produzida após cada criada, sendo normalmente reutilizada por até 3 vezes, após processo de redução de carga microbiana, sendo os substratos utilizados hoje em dia subprodutos industriais ou restos de culturas agrícolas, como: marvalha; resíduos de beneficiamento industrial da madeira; sabugo de milho triturado; casca de arroz; palhadas de culturas em geral; fenos de gramíneas e cascas de amendoim.

A cama de frango pode ser um alimento de baixo custo e boa qualidade, podendo ser uma boa fonte de proteína, energia e minerais. Sua composição química varia de acordo com o substrato, densidade de aves, tipo de alimentação, manejo da cama, tempo de armazenagem e altura da cama. Contudo, apresenta de 14,4 a 40% de proteína bruta se considerada a matéria seca, sendo que de 40 a 50% está sob forma de proteína verdadeira e o restante constituído por nitrogênio não protéico. Os níveis de extrato etéreo variam de 0,4 a 5%. Já o nível de fibra é muito variado pois depende do substrato utilizado. O teor de cinzas varia de 7,9 a 34%. Em amostras de cama de frango na da região de Londrina-PR, foi encontrado em média, 2% de nitrogênio, 1,36% de fósforo, 2,34% de potássio, 2,33% de cálcio, 0,62% de magnésio e 046% de enxofre. Observa-se que os teores de vitamina A e D são muito baixos e vitaminas do complexo B, em particular a B12 (oriunda das fermentações bacterianas) encontram-se em níveis elevados em relação ao teor relativo de vitaminas e minerais. Estão ainda presentes na cama de frango, fatores não identificados de crescimento. As camas de frango possuem, em geral, 2440 kcal de energia digestível.


Preparo

O preparo da cama de frango obedece a dois processos distintos:

a. desidratação: após retirada das aves, a cama sofre uma ventilação natural, com objetivo de diminuir a umidade, sendo triturada em seguida por um moinho-martelo, podendo então ser utilizada na alimentação animal3.

b. fermentação aeróbica: a cama é retirada das instalações e amontoada em pilhas de forma crônica, em local abrigado, por cerca de duas semanas, com o objetivo de ocorrer a eliminação da amônia e as altas temperaturas alcançadas reduzirem a população bacteriana3,8, sendo a umidade ideal para fermentação de 12 a 25%8.

c. aquecimento a seco: efeito semelhante a desidratação natural, com a vantagem de eliminação mais rápida de água e maior concentração de matéria seca3.


Utilização na Alimentação Animal

A cama de frango pode ser utilizado na alimentação de aves e grandes animais, em particular, ruminantes.

Na alimentação de aves, a cama de frango, após tratamento adequado, pode ser utilizada em ração para frangos de corte, considerando que, além de nitrogênio não protéico, este material contém parcela de proteína verdadeira. Possui também fatores não conhecidos de crescimento e seu conteúdo em microorganismos converte parte do ácido úrico existente no próprio esterco em proteína microbiana, que pode ser utilizada pela ave.

O interesse pelo emprego da cama de frango na alimentação de ruminantes surgiu quando Belascos, em 1974, citado por Pereira (1986), mostrou que, entre as várias fontes de nitrogênio não-protéico presentes na cama, estava incluído o ácido úrico, uma das formas de nitrogênio eliminadas nos excrementos das aves e utilizadas por microrganismos ruminais para síntese de proteínas. A degradação do ácido úrico pela flora ruminal é completa e fornece, como produtos finais, amônia, gás carbônico e ácido acético. O ácido úrico é utilizado de forma mais lenta que a uréia, pelos microrganismos do rúmen, o que resulta em utilização mais eficiente do nitrogênio pelos ruminantes.

A utilização desta fonte para bovinos está diretamente relacionada ao baixo custo de aquisição.

Muitos estudos citados na literatura mostram a viabilidade econômica da utilização da cama de frango na alimentação de pequenos e grandes ruminantes, que apresenta boa aceitabilidade pelos animais e normalmente é fornecida como substituto principalmente dos farelos de soja e de algodão. Os termos médios de cama de frango utilizado variam de 10 a 30%3,10 a até 40 a 60%4, conforme a fase da vida e finalidade de produção, sendo necessário a suplementação de vitamina A3,5,10.


Preocupações

Deve-se selecionar o material a ser utilizado na cama, retirar carcaça de aves periodicamente, controlar tempo de acumulação e umidade e reduzir potencial de contaminação com materiais inertes.

Supõe-se haver níveis residuais de produtos tóxicos como alguns metais pesados, resíduos de drogas e medicamentos, utilizados na alimentação avícola e para evitar proliferação de insetos no esterco da cama de frango.

Apesar de não ter sido relatado ocorrência de doenças ou efeitos prejudiciais à saúde dos bovinos alimentados com cama de frango, informa-se que:

a. bovinos expostos ao contato com aves tuberculosas podem reagir positivamente ao “teste de tuberculina”, sem apresentar qualquer sintoma ou lesão de tuberculose6, sendo o Mycobacterium avium transmissível aos ruminantes.

b. as toxinas do mofo encontradas normalmente nas camas de frango podem causar sérios problemas aos animais.

Alguns trabalhos citaram que bovinos alimentados com cama de frango proveniente de frangos de corte apresentam acúmulo de arsênico no fígado, embora seja em níveis muito abaixo dos normalmente aceitáveis e citam também intoxicação por cobre em ovinos.

É de se supor ainda a presença de salmonelas e coliformes na cama de frango, porém estudos demonstram que se devidamente tratadas, a cama de frango é praticamente livre de resíduos indesejáveis, além de somente a Salmonella typhimurium tipo B poder ser transmitida da ave para o bovino.


Proibição

O veto à cama de frango como alternativa de alimentação para bovinos decorre da constatação de que a presença de proteína animal na ração tem sido o principal vetor de disseminação do mal da vaca louca pelo mundo. Embora, desde 1996, esteja proibido o uso de proteína animal nas rações para ruminantes, o mesmo não ocorre com as rações para suínos e frangos, o que tornaria os resíduos de ambas as atividades impróprios para o arraçoamento de bovinos.


Conclusão

Apesar de economicamente interessante, a cama de frango não deve ser utilizada na alimentação animal para atendermos as normas de biosseguridade dos paises importadores da carne brasileira.


Bibliografia

  1. PAGANINI, Fabio José. Manejo da Cama. In: MENDES, Ariel Antonio, NÄÄS, Irenilza de Alencar, MACARI, Marcos (ed.). Produção de Frangos de Corte. Campinas: FACTA, 2004. Cap. 7.
  2. MORENG, Robert E., AVENS, John S. Ciência e Produção de Aves. Tradução de Nair Massako Katayma Ito. São Paulo: Roca, 1990. Cap. 6, p. 167-168.
  3. ANDRIGUETTO, José Milton et al. Nutrição Animal: As bases e os fundamentos da nutrição animal. Os alimentos. 4.ed.. São Paulo: Nobel, 1986. Vol. 1, cap. 2, p. 309-310.
  4. TEIXEIRA, Antônio Soares. Curso de Especialização por Tutoria a Distância. Módulo 4: Alimentos e Alimentação. Lavras: ESAL, 1991. Cap. 8, p. 93.
  5. JARDIM, Walter Ramos. Alimentos e Alimentação do Gado Bovino. São Paulo: Agronômica Seres, 1976. Cap. VII, p. 82-83.
  6. ROSTON, Adibe Jorge. Subsídios para alimentação suplementar de bovinos. Campinas: Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, 1992. Cap. 2, p. 28-29.
  7. CARNEIRO, Sérgio Luiz; ULBRICH, Antônio Carlos; FALKOWSKI, Tomás et al. Frango de Corte. Integração Produtor/ Indústria: Uma renda bimensal estável e a produção de composto orgânico na propriedade. REDES EMATER-PR, Agosto, 2004. Disponível em: . Acesso em: 26 mai 2005.
  8. THIAGO, Luiz Roberto Lopes de S.; SILVA, José Marques da. Suplementação de Bovinos em Pastejo. Circular Técnica 27. Campo Grande: EMBRAPA, 2001. Cap. 3. Disponível em: . Acesso em: 23 mai 2005.
  9. PEREIRA, José Carlos, SILVA, Paulo Roberto de Carvalho e, CECON, Paulo Roberto et al. Cama de frango e suplemento à base de microbiota ruminal em dietas de novilhas leiteiras: desempenho produtivo e avaliação econômica. R. Bras. Zootec., maio/jun. 2003, vol.32, no.3, p.653-662.
  10. OLIVEIRA, Rodrigo Vidal, LANA, Rogério de Paula, MALDONADO, Fabiana et al. Consumo, digestibilidade aparente de nutrientes e disponibilidade de minerais em ovinos, em função de diferentes níveis de cama de frango na dieta. R. Bras. Zootec., Julho/Ago. 2004, vol.33, n.4, p.1060-1070.
  11. RELATÓRIO ANUAL 2004/2005. Brasil: União Brasileira de Avicultura.
  12. AIELLO, S. E. (Ed.). Infecções Generalizadas In: Manual Merk de Veterinária. 8ª ed. São Paulo: Roca, 2001.
  13. Proibido uso da cama de frango. Avicultura Industrial, 03 mar 2004. Disponível em < http://www.aviculturaindustrial.com.br/site/dinamica.asp?id=8069&tipo_tabela=cet&categoria=manejo>. Acesso em: 30 mai. 05.
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Marcelo de Souza Lima
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Itaberai, Goias, Brasil
Médico Veterinário
Re: Cama de frango na alimentação animal
12/04/2012 |

Bom dia pessoal,
são as polêmicas que nos levam a reflexão e a tomadas de decisões, sejam certas ou erradas. Muio bem colocadas as palavras do meu xará Marcelo Arruda, somente gostaria de relembrar que nessa imensidão continental do nosso país, são várias as culturas e como colocado, várias são as possibilidades de uso de novas tecnologias, bem como modelos de alimentação.
Saliento ainda as barreiras comerciais e os loops de grandes empresas de produção de ração diante do tema, bem como o preço do leite pago aos produtores rurais, bem como os parâmetros definidos pela IN do ministério, que realmente, deve ser buscada para que o produto tenha seu valor pelo que pese: qualidade de sólidos e bacteriológica.
Como o rúmem da vaca é algo digno da cultura indiana, sagrada, resta aos mecanismos fisiológicos transformarem esse NNP em proteína e ter como resultado índices zootécnicos que justifiquem o seu uso e a sua produção.
Um grande abraço a todos.

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Jorge Espinoza
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Guatemala, Guatemala, Guatemala
Pós-gradução em Veterinária
Re: Cama de frango na alimentação animal
15/08/2012 |

The question concerning BSE in feeding poultry litter was addressed by the FDA in July, 1998 (2) Code of Federal Regulations (CFR) 589.2000) in Guidance for Industry #76. The agency (FDA) responded as follows to the question: Can chicken litter be fed to cattle if the poultry might have been fed prohibited material? The answer: “Yes. The FDA has no evidence that the agent that causes BSE would survive the chicken intestinal tract.

Después de lo anteriormente expuesto, queda algo por discutir?

La investigación continúa y no se ha encontrado evidencia de que la cama de frango sea un vehículo de transmisión de vaca loca, hasta el día de hoy. No se diga en aquellos países como Brasil, donde nunca se ha detectado dicha enfermedad.

Estimados amigos de Brasil, un gran país al que admiro, ya dejen de cazar brujas...

_________________________________________________________________

Tradução Engormix (traduccion Engormix.):.

A questão relativa à BSE na alimentação cama de frango foi abordada pelo FDA em julho de 1998 (2) Código de Regulamentos Federais (CFR) 589,2 mil) em Orientação para o Setor n º 76. A agência (FDA) respondeu da seguinte forma à pergunta: Poderia a cama de frango alimentar o gado, se as aves podem ter sido alimentadas com material proibido? A resposta: "Sim. A FDA não tem provas de que o agente que causa a BSE iria sobreviver no trato intestinal de frango.

Após o que foi exposto acima, ainda há algo para discutir? A investigação continua e não foram encontradas evidências de que a cama de frango possa ser um veículo de transmissão da doença da vaca louca, até hoje. Já para não falar em países como o Brasil, que nunca foi detectada a doença. Caros amigos no Brasil, um grande país que eu admiro, ja deixem de caçar às bruxas...

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Romão Miranda Vidal
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Curitiba, Parana, Brasil
Médico Veterinário
Re: Cama de frango na alimentação animal
28/08/2012 | Na realidade o uso da cama de frango, deve ser encarado sob os seguintes pontos:
1- Ainda não se tem muito claro quais os efeitos que a cama de frango, via Pryon, possa vir a causar nos ruminantes, com consequências neurológicas.
2- Caso fosse liberado o seu uso, para alimentação de bovinos, o custo/benefício, conforme a distância entre as partes envolvidas, poderia se tornar inviável;
3- Só o simples fato da presença de N.P.N.,não pode ser considerado como elemento importante, mas sim a composição da cama como um todo;
4- Em geral a criação de frangos, para quem pratica este tipo de atividade e possua uma área rural, analisando-se bem a combinação : cama de frango +cultura de milho = receita adicional. Qual seja, o uso da cama de frango como adubo orgânico, aumenta o fator Matéria Orgânica, permeabilidade do solo, retenção maior de água, aumento da microbiologia telúrica e pode até cooperar na Fixação Biológica de Nitrogênio, resultando em um aumento de produção acima de 25%.
5- Outra vantagem no uso da cama de frango, na agricultura em relação a bovinocultura, está na economia considerada na aquisição de Sulfato de Amônia ou de de Uréia.
Acredito sim, que se houvesse a liberação do uso da cama de frango como complemento alimentar, haveria um incremento no ganho de peso, em especial para animais confinados, se considerado o custo / benefício em relação aos demais componentes da ingesta diária.
Médico Veterinário Romão Miranda Vidal.
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Marcelo de Souza Lima
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Itaberai, Goias, Brasil
Médico Veterinário
Re: Cama de frango na alimentação animal
30/08/2012 |

Bom dia pessoal,
Como disse e muito bem relatou Jorge Espinoza, paremos de caçar as bruxas e, como bem colocou o colega Romão, encaremos os pontos positivos que a alimentação com adição de cama de frango me trará, na minha realidade.
Diante do custo-benefício do uso dessa possibilidade alternativa de alimentação, façamos a escolha, de antemão, asseguro que resultados positivos são bons e satisfatórios, demorando cerca de 20 dias a mais em relação ao uso de ração de origem totalmente vegetal, a base de milho e soja, conforme já relatado anteriormente.
Boa colocação Jorge Espinoza.
Abraços a todos.

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Re: Cama de frango na alimentação animal
29/09/2012 |

Boa noite. Quero saber se podemos ou usar a cama de frango ou como vários sitiantes aqui em itaberai itaguari itaguaru taquaral e jaragua vem fazendo sem proibição nenhuma e sem nota fiscal dos avicultores da região e fiscalização dos órgãos.

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Marcelo de Souza Lima
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Itaberai, Goias, Brasil
Médico Veterinário
Re: Cama de frango na alimentação animal
02/10/2012 |

Olá Silvio José Carneiro,
É um prazer poder comentar a sua dúvida, pois vivo aqui do seu lado, em Itaberaí.
Existem dois lados de uma moeda e você deve ter lido todos os comentários até chegar a postar a sua dúvida, então, facilita o que vou comentar.
Como médico veterinário e conhecedor dos benefícios que trazem a cama como nutriente, não me oponho ao seu uso, mas, dependerá do preço por tonelada, por que na nossa região esse preço é abusivo, chegando aos patamares de R$160 a R$ 180 reais a tonelada. Com esse dinheiro dá prá comprar farelo de soja e milho e ainda sobra, dependendo da categoria animal.
Por outro lado, vem a ética profissional e a proibição via Normativa Ministerial é clara, proibindo o uso de cama de aviário para ruminantes, colocando em risco o nosso status sanitário, que é o maior exportador de carne do mundo, o que por si só, justifica o cumprimento da lei.
Os órgão de fiscalização fazem vista grossa por uma série de motivos, mas não vem ao caso em questão, portanto, faça as contas e veja se vale o risco, resultado com certeza virá.
Grande abraço.

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Iraldeval Da Rocha Monteiro
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Teresina, Piaui, Brasil
Nutricionista
Re: Cama de frango na alimentação animal
30/10/2012 | Eu particularmente falar em usar cama de galinha na pecuaria brasileira, é mesmo que voltar do tempo dos nossos avôs , que dava creolina ou benzocreol no sal comum na calçada da fazenda para evitar carrapato,e verminose,que coisa mais atrasada, nós estamos numa pecuária de primeiro mundo, o povo ja não estão satisfeito com tanto veneno no gado dai a ideia de mais porcaria, tenha paciência, nós estamos querendo qualidade, mas não quantidade. à pecuária brasileira tem mais que evoluir, mas não atrasar;
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Re: Cama de frango na alimentação animal
30/10/2012 |

Olá Iraldeval e Marcelo De Sousa, concordo com os dois apesar de não ser veterinário mas acho que se fizermos as contas levando em consideração o preço da cama,frete,carga e descarga não vale a pena e sem contar o risco de contaminar todo o rebanho causando um prejuízo incalculável a uma região.

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Jose Mario Francisco Dos Santos
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Jerico, Paraiba, Brasil
aux. de escritorio
Re: Cama de frango na alimentação animal
10/11/2012 |

Gostaria de saber, e não opinar, pois tenho vizinha que cria gado em um muro de sua casa, e nos arredores desta casa, não tem quem aguente a fedentina, ao ponte de ter pessoas que chegaram a vomitar, por não suportar o mal cheiro. Agora eu pergunto: esta fedentina é prejudicial a saúde humana? Me responda, para eu poder saber como agir neste caso.

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Marcelo de Souza Lima
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Itaberai, Goias, Brasil
Médico Veterinário
Re: Cama de frango na alimentação animal
11/11/2012 |

Prezado José Mário,
Prejudicial não é, mas o fato de utilizá-la para alimentação animal sim, é proibido por uma lei de cunho federal, portanto, no caso de uma denúncia aos órgãos fiscalizadores e cumpridores da legislação, que acompanha os agentes é a polícia federal.
Agora, o fato do mal cheiro é característico do processo de fermentação onde gases são liberados devido o processo fisico-químico, que não vão prejudicar a saúde, mas podem causar irritação das mucosas nasais de inalado com intensidade e proximidade, por causa da amônia que é liberada via sistema urinário das aves.
É isso aí, espero ter ajudado.

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