ARTIGOS TÉCNICOS - AVICULTURA
TEMAS: Nutrição (Mais..)






Os alimentos de origem vegetal não contêm o suficiente fósforo digestivel para a produção animal. Por esta razão, o P inorgânico é adicionado as dietas dos animais. Os alimentos de origem vegetal e animal tanto como as fontes de fosfato inorgánico contêm quantidades variaveis de fosfato disponível para funções bio-químicas. Pelo que os nutricionistas incluem medidas de segurança para não prejudicar a produção e suas características relativas. Essa prática pode facilmente conduzir ao excesso de fósforo na fórmula, o que é dispendioso e contribui a um excesso de fósforo liberado no meio ambiente.
Para formular uma dieta ideal para monogástricos, é necessario um conhecimento adequado do uso de fósforo em alimentos, assim como as necessidades correspondentes em cada estágio da produção. O dilema para o Nutricionista é que na literatura utiliza-se livremente o conceito de uso de P (bio-disponibilidade, digestibilidade e seus derivados) o que frequentemente gera confusão. Os nutricionistas que não possuem conhecimento do modo como estes valores foram determinados, podem (baseados nestas informações) formular alimentos errados. Deve-se dar énfase na percepção de diferenças do uso das fontes inorgánica ao fim de clarificar os conceitos envolvidos.
2. Medida de utilização de P
Nenhum elemento é completamente usado ou absorvido. Uma fração é inevitavelmente sempre perdida no processo digestivo e metabólico. Diferentes técnicas de pesquisas são usadas para determinar com a maior exatidão possivel , a quantidade que o animal é capaz de utilizar. Destes metodos uma grande terminologia é usada para quantificar a “’utilização’ ou “’bio-disponibilidade’ de fósforo (incluindo ‘’bio-disponibilidade, digestão aparente, digestão atual, retenção e outros). ‘’Bio-disponibilidade’ e ‘’digestibilidade’ são as mais usadas. Esta terminologia é constantemente usada fora de contexto é não se deve confudir uma com a outra.
| Definições Bio-disponibilidade. A proporção de um nutriente que pode ser absorvida e / ou utilizada pelo animal com o fim de surpir suas necessidades. Aquela proporção do mineral que é absorvida pelo corpo. Digestão Aparente: A quantidade de fósforo ingerido menos a quantidade liberada nas fezes, incluindo endogenemaente. |
Resultados dos testes feitos por Waibel et al. (1984) mostram a determinação da bio-disponibilidade por cinza de tibia relativa à fonte de MDCP (fostato monodicálcico) (Tabela 1). Duas conclusões distintas são:
Tabela 1: Bio-disponibildade de fosfatos para perus (Waibel et al., 1984)
|
Fonte |
Referencia |
Numero de |
Biodisponibilidade Relativa1 | |
|
Fonte |
amostras (n) |
Variação |
Média | |
|
Fostato Monodicálcico (MDCP) |
MDCP |
8 |
76.7-108.5 |
95.8 |
|
Fosfato Bicálcico (DCP) |
MDCP |
20 |
75.1-106.3 |
90.3 |
|
Fostato Defluorinado (DFP) |
MDCP |
9 |
67.6-85.2 |
78.6 |
| Fonte de P |
Total P (%) |
P Digestivel % (% of total) |
| Fosfato de Cálcio Sodio |
18.0 |
59 |
| Fosfato Bicálcico(DCP) (anhidro) |
19.7 |
55 |
| Fosfato Bicálcico (DCP) (dihidratado) |
18.1 |
77 |
| Fosfato Monocálcico (MCP) |
22.6 |
84 |
| Fosfato Monodicalcico (dihidratado) (MDCP) |
21.3 |
79 |
| Fosfato Monosodico |
22.4 |
92 |
Tabela 3: Coeficientes de Digestibilidade em suinos (Kemme et al.,2001
| Fonte de P1 |
Media2 |
| MCP 1 (Fonte de produção Europeia – Bolifor 18) |
89.3c |
| MCP 2 (Fonte de produção Europeia – Bolifor MCP-F ) |
90.8c |
| MDCP (Fonte de produção Sul Africana – Kynofos 21 ) |
89.2bc |
| MDCP (Fonte de produção Norte Americana ) |
83.6ab |
| DCP (dihidratado) (Fonte de produção Sul Africana Kynofos 18) |
78.6a |
| MSP |
92.3c |
Tanto como DCP, MDCP pode diferenciar substancialmente em composição e bio-disponibilidade conforme mostra Tabela 1. A Proporção de MCP e DCP pode variar de abaixo de 50% de P para MCP ate 80% de MCP. As diferenças de 12% em unidade em bio-disponibilidade para MDCP y DCP, para suinos (Tabela3) mostram que as caraterísticas de MDCP são cruciais em assinalar um valor realistico ao produto.
O específico Kynofos 21 referido na Tabela 3 têm uma proporção de P de MCP de 75% e 25% de fósforo em DCP. Esta é provavelmente a razão pela qual valores de bio-disponibilidade não diferem significativamente (P<0.05) entre amostras de MCP descritas (80% P ou mais de MCP). O Baixo valor de bio-disponibilidade obtido em MDCP produzido nos EUA é provavelmente devido a proporções diferentes de MCP e DCP no produto. Tanto como para DCP, um MDCP pode ser produzido como um produto anihidro (produtos di e monohidratado para as frações de DCP e MCP).
Praticamente, dois processos podem ser seguidos para determinar a proporção de MCP /DCP numa fonte de MDCP.
Para DCP, o método mais exato para determinação seria quando o fornecedor indicasse o fator de disponibilidade para seu produto especifico, testado in vivo numa instituição de boa reputação usando técnicas comprovadas.
4. Observações Gerais
O nutricionista deve estar altamente à par das contradições na procura de determinar e quantificar valores nutricionais de P em fontes de alimentos. Muitos métodos são utilizados para testar digestibilidade em fontes de fósforo. Os resultados destes testes são refletidos como digestibilidade ou como bio-digestibilidade relativa (expressada como valor biológico relativo (RBV). Nâo se deve confundir um com o outro. A Digestibilidade é dada um coeficiente de digestibilidade de <100%, que pode ser usado no cálculo de fósforo digestivel em ração. Bio-disponibilidade relativa adquirida por parámetros de performance (cinza de pata e outras reações de parametro) classifica os alimentos de acordo com a fonte de referência, o que torna difícil usar termos quantitativos. O valor biológico relativo (RBV) pode ser 100% ou mais, dependendo na referência da fonte de fosfato.
O fósforo disponivel em ração de origem vegetal é definido como P-total menos P-fitato, o que pode causar erros em avaliar a mais ou a menos o potencial do alimento ja que nem todas as fontes de P não-fitato são igualmente disponiveis. Deve-se também lembrar que P de origem animal e inorgánico não fazem parte de tal sistema e precisam ser avaliadas diferentemente.
A digestibilidade aparente é de grande valor na medida do potencial de P em alimentos, mas com a pre-condição de que o teor de P na dieta experimental seja abaixo da recomendação de P para animais. Este é provavelmente o modo mais prático em expressar o valor do componente P em alimentos.
O valor de uma ração de fosfato inorgánico para animais não pode ser certificado pelo seu nome genérico (MDCP,DCP). Dentro destas classes descritivas existem grandes diferenças em composição e utilização pelos animais. Isto inclui diferenças tais como produtos hidratados e anhidros tanto como a proporção de MCP para DCP no produto. Para o nutricionista saber qual é o valor de bio-digestibilidade assinalada ao produto, de um produtor específico, certas caracteristicas químicas podem ajudar na decisão. Isto não somente o levara formular alimentos com exatidão, também o auxiliará na determinação de um produto específico.
5. Referências
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Dellaert, B.M., Peet, G.F.V. van der, Jongbloed, A.W., Beers, S., 1990. A comparison of different techniques to assess the biological availability of feed phosphates in pig feeding. Neth. J. Agric. Sci. 381: 555-566.
Jongbloed, A.W., Kemme, P.A., Diepen, J.T.M. van, Weij-Jongbloed, R. van der, 1999. Herziene verteerbaar fosfornormen voor varkens. Rapport ID-Lelystad nr. 99.056, 46 pp.
Kemme, P.A., van Diepen, J.T.M., Jongbloed, A.W., Ferreira, P., 2001. Confidential report ID-Lelystad no. Draft.
Mulder, L., Jongbloed, A.W., 1985. [Determination of the value of feed phosphates in pig feeding: literature review and an experiment with piglets]. Rapport IVVO no. 169.
Potter, L.M., Potchanakorn, M., Ravindran, V. and Kornegay, E.T., 1995. Bioavailability of phosphorus in various phosphate sources using body weight and toe ash as response criteria. Poultry Science 74:813-820
Ravindran, V., Kornegay, E.T., Potter, L.M., Ogunabameru, B.O., Welten, M.K., Wilson, J.H. and Potchanakorn, M., 1995. An evaluation of various response criteria in assessing biological availability of phosphorus for broilers. Poultry Science 74:1820-1380
Van der Klis, J.D. (1993). Physico-chemical chyme conditions and mineral absorption in broilers. PhD thesis, Agricultural University, Wageningen, The Netherlands.
Van der Klis, J.D. and H.A.J. Versteegh (1996). Phosphorus Nutrition of Poultry. In: Recent Advances in Animal Nutrition. Nottingham Feed Manufacturers Conference. Eds. P.C. Garnsworthy, J. Wiseman and W. Haresign. Nottingham UK, pp 71-83.
Waldroup, P, 1999. Nutritional approaches to reducing phosphorus excretion by poultry. Poultry Science 78:638-691
Waibel, P.E., Nahorniak, N.A., Dziuk, H.E., Walser, N.M.and Olsen, W.G., 1984. Bioavailability of phosphorus in commercial feed phosphate supplements for turkeys. Poultry Science, 63:730-737
Zwart, S., 1999. Bio-availability of feed phosphates. Feed Compounder, Frebruary:34-38





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